quarta-feira, 21 de junho de 2017

Baywatch: S.O.S Malibu

Humor com curvas

Sejamos bem sinceros. Reconhecida pelo "bailar" de corpos esculturais e pela inquestionável pobreza narrativa, a popular S.O.S Malibu era, já na época do seu lançamento, uma série com bem pouco a oferecer. Com David Hasselhoff e Pamela Anderson entre os protagonistas, o longínquo seriado noventista sobre um intrépido grupo de salva-vidas permaneceu no imaginário pop graças - basicamente - aos atributos físicos do elenco e a 'vibe' descolada\ensolarada proposta pelo show. Uma carência de conteúdo que, diga-se de passagem, explica muito dos problemas da versão "hollywoodiana" de Baywatch, um remake descerebrado que se sustenta no talento cômico da dupla Dwayne Johnson e Zac Efron. Embora acerte ao abraçar o tom satírico, a única alternativa viável para a "adaptação" do raso produto original, o longa dirigido por Seth Gordon (do divertido Quero Matar meu Chefe) vacila ao se levar exageradamente a sério, ao buscar um frágil equilíbrio entre a zoação e a reverência, realçando o aspecto mais brega da série ao investir num argumento genérico e rocambolesco. Uma misturada irregular que, beldades à parte, encontra o seu rumo no momento em que decide rir do material fonte e da ridícula relação entre um salva-vidas superprotetor e um problemático ex-medalhista olímpico.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Herança de Sangue

Tal pai, tal filha

Apesar da aparência requentada, Herança de Sangue foge do lugar comum ao mostrar a violência de maneira crua e realística. Conduzido com extrema elegância pelo diretor Jean-François Richet (Assalto ao 13º Distrito), o longa se esquiva dos clichês redentores ao expor o círculo vicioso por trás do mundo do crime, indo além das expectativas ao dar uma pegada intimista a uma premissa amplamente utilizada em Hollywood. Por mais que as sequências de ação sejam recorrentes e impactantes, a película ganha elementos mais autênticos no momento em que decide se aprofundar na disfuncional relação entre um péssimo exemplo de pai e a sua ardilosa filha, dando ao intenso Mel Gibson e a carismática Erin Moriarty a possibilidade de construir um arco familiar sincero e indiscutivelmente cativante. 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Diretor de Rocky e Karate Kid, John G. Avildsen morre aos 81 anos


Um dos primeiros a enxergar o potencial do hoje astro Sylvester Stallone, o diretor John G. Avildsen faleceu nesta sexta-feira (16), aos 81 anos, vítima de um câncer no pâncreas. A informação foi divulgada pelo também cineasta Derek Wayne Johson, que dissecou a carreira de Avildsen no documentário inédito The King Of Underdogs (O Rei dos Vira-Latas). Um título que, verdade seja dita, diz muito sobre os grandes personagens da carreira deste realizador. Após trabalhar como assistente de diretores como Otto Preminger (Êxodo) e Arthur Penn (Bonnie e Clyde), John G. Avildsen conquistou status em Hollywood com os elogiados Joe (1970) e Sonhos do Passado (1973). O grande trabalho da sua carreira, entretanto, viria anos mais tarde com o cultuado Rocky: Um Lutador (1976).

Brooklyn

Entre a razão e a emoção

Belo e revigorante, Brooklyn é um filme apaixonante, um romance delicado e genuinamente feminino que surgiu como um radiante facho de luz no acinzentado radar de Hollywood. Fiel ao padrão de qualidade do cinema britânico, reconhecidamente uma fonte de inspiração dentro deste desgastado segmento, o longa dirigido por John Crowley se revela uma história extremamente humana, um relato comovente sobre uma jovem dividida entre a razão e a emoção. Sem nunca julgar as atitudes dos seus personagens, o realizador irlandês esbanja sensibilidade ao falar sobre o amor no seu sentido mais amplo, indo além dos açucarados clichês românticos ao valorizar sentimentos tão puros. Impulsionado pelo fantástico roteiro, pela magnífica atuação da jovem Saoirse Ronan e pela acolhedora atmosfera cinquentista, Crowley constrói uma película recheada de predicados estéticos e narrativos, uma obra com natureza otimista capaz de nos fazer enxergar o melhor do ser humano. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Domhnall Gleeson vive o criador do Ursinho Pooh no comovente trailer de Goodbye Christopher Ryan


Inspirado na história do escritor A.A Milne, o homem por trás do popular Ursinho Pooh, Goodbye Christopher Ryan desponta como mais um dos ótimos trabalho do talentoso Domhnall Gleeson. Com faro apurado para os grandes papéis, o ator de Questão de Tempo, Ex-Machina, Star Wars: O Despertar da Força e Brooklyn mostra a sua veia dramática ao traduzir o processo criativo do escritor britânico. Dirigido por Simon Curtis, do elegante A Dama Dourada (leia a nossa crítica aqui), o longa irá revelar a relação entre o autor e o seu pequeno filho C.R Milne, a principal fonte de inspiração para a criação de personagens como o simpático ursinho Pooh, o peralta Tigrão, o afetuoso Leitão e o desastrado Bisonho. Trazendo ainda as ótimas Margot Robbie e Kelly McDonald no elenco, Goodbye Christopher Robin tem previsão de estreia para Outubro nos EUA. Confira abaixo o comovente trailer.

Mel Gibson e John Lithgow roubam a cena no primeiro trailer de Pai em Dose Dupla 2


Uma das mais lucrativas surpresas de 2015, a continuação da comédia Pai em Dose Dupla ganhou o seu primeiro trailer. E ao que tudo indica teremos um novo sucesso. Disposto a repetir a estrutura do longa original, o filme novamente dirigido por Sean Anders colocará frente a frente dois pais totalmente diferentes num encontro familiar que promete boas risadas. Aqui, porém, a rixa não será entre pai (Mark Wahlberg) e padrasto (Will Ferrell). Mas entre os avôs de pai (Mel Gibson) e padrasto (John Lithgow). Os dois veteranos, aliás, roubam a cena na engraçadíssima prévia, mostrando que a continuação tem muito potencial e qualidade. Trazendo ainda a modelo brasileira Alessandra Ambrosio (Verdades Secretas) e o ex-lutador John Cena (Descompensada), Pai em Dose Dupla 2 tem previsão de estreia para Novembro nos EUA.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Top 10 (Romances Noventistas)


Como de costume aqui no blog, o Dia dos Namorados se tornou a data perfeita para escrevermos sobre os romances cinematográficos. Nos últimos anos nós lembramos dos romances mais realistas, das relações ficcionais mais sinceras e até mesmo das novas histórias de amor. Para não perder o hábito, neste Top 10 iremos lembrar de alguns dos grandes sucessos do gênero na década de 1990, um período realmente próspero para as produções românticas. Como você pode perceber na lista abaixo. 


domingo, 11 de junho de 2017

Lançado na "hora perfeita", Mulher-Maravilha cruza a barreira dos US$ 400 mi nas bilheterias


Há dez dias em cartaz, Mulher-Maravilha já pode ser considerado um sucesso de público e crítica. Apesar das incertezas em torno do projeto, o mais novo lançamento do Universo Cinematográfico da DC colocou fim aos tabus envolvendo a presença feminina neste concorrido gênero. Após anos convivendo com o estigma que os filmes de super-heróis estrelados por mulheres não eram rentáveis, uma falácia justificada por filmes péssimos (entenda Mulher-Gato, Elektra e afins), Mulher-Maravilha precisou de pouco menos de dez dias para cruzar a barreira dos US$ 400 milhões nas bilheterias ao redor do mundo. Segundo os dados do site Box Office Mojo, o filme fechou o segundo final de semana novamente no topo das bilheterias americanas com expressivos US$ 57 milhões, chegando a US$ 227* milhões somente nos EUA e a US$ 460* milhões ao redor do mundo. Números expressivos e que dizem muito sobre a importância da película na busca por representatividade feminina neste popular segmento. Uma das principais responsáveis pelo sucesso da película, a diretora Patty Jenkins (The Killing) defendeu a relevância do projeto e a importância dele ter sido lançado no momento ideal. "É incrível, porque parece uma busca muito longa. Eu gostaria que o filme tivesse acontecido há tempos por muitas outras razões, mas acho que essa era a oportunidade, a hora perfeita, e adorei que as pessoas o abraçassem por esse motivo", confirmou a diretora em entrevista ao apresentador Conan O'Brien.



Para ela, a Mulher-Maravilha é uma super-heroína universal e defende uma mensagem que, por si só, já é simbólica. "Ela é um super-herói para todos. Eu (Diana Prince) sou uma incrível badass, eu posso fazer todas essas coisas. Mas, na verdade, eu não estou aqui para isso. Estou aqui para inspirar você que ser um herói é algo maior que isso, e acreditar no amor e na melhoria da humanidade". completou Jenkins. Responsável por dar vida a esta icônica super-heroína, Gal Gadot compartilhou do mesmo sentimento e fez questão de expor a sua visão sobre o pano de fundo feminista proposto pelo longa. "Em qualquer caso, há um mal entendido sobre o conceito. O feminismo é sobre igualdade, escolha e liberdade. E os escritores, Patty e eu, descobrimos que a melhor maneira de mostrar isso é mostrar a Diana como não tendo consciência de papéis sociais. Ela não tem limites de gênero. Para ela, todos são iguais." revelou a atriz israelense ao jornal New York Times. Ainda na entrevista, Gadot ressaltou a importância do filme junto as mulheres, mas admitiu a esperança que a sua Mulher-Maravilha dialogue também com o público masculino. "Tenho certeza de que o filme inspirará as meninas, mas você não pode capacitar as mulheres sem capacitar os homens. Espero que a Mulher Maravilha também seja um ícone para eles." Em sintonia dentro e fora dos sets de filmagem, Patty Jenkins e Gal Gadot fizeram de Mulher-Maravilha o filme que o universo dos super-heróis precisava, uma obra comovente e empolgante capaz de dar representatividade ao público feminino sem esquecer de preencher os principais pré-requisitos do gênero. Leia a nossa crítica completa aqui e não deixe de conferir o nosso artigo sobre a ascensão do protagonismo feminino no Cinema Blockbuster.

*Números atualizados no dia 15\06

sábado, 10 de junho de 2017

Artistas e amigos lamentam a morte de Adam West nas redes sociais


A morte do querido Adam West, o homem por trás do Batman mais divertido da Cultura Pop, comoveu uma geração de fãs que cresceram assistindo as peripécias do Homem-Morcego. Responsável por protagonizar a popular série Batman (1966-1968), West faleceu na noite de ontem (09), aos 88 anos. As causas da morte não foram divulgadas. Influenciados por este popular seriado, alguns "fãs famosos" utilizaram as suas redes sociais para prestar uma última homenagem a este querido ator. Um aficionado pelo universo dos super-heróis, Kevin Smith usou o Instagram para admitir que o Batman de West o "fez querer ser uma boa pessoa quando era garoto". "O Batman de Adam West foi meu primeiro Batman aos 4 anos. Sua atuação era considerada exagerada por muitos, mas para mim é assim que os verdadeiros heróis falam. Um amor eterno pelo personagem começou com a interpretação do Sr. West do ele chamou, 'Cavaleiro Iluminado', ao invés de 'Cavaleiro dos Trevas'. (...) Ele era feito de puro amor e alegria. Ele permaneceu sendo meu herói mesmo na vida adulta, sendo também um modelo de como interagir com os fãs." sintetizou Smith.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Confira o descolado primeiro teaser de Pantera Negra


Narrado pelo antagonista Ulysses Klaue (Andy Serkis), o primeiro trailer de Pantera Negra mostrou que a Marvel não está para brincadeiras. Com um visual estilizado e uma pegada descolada, a prévia introduz a 'hi-tech' Wakanda e os obstáculos enfrentados pelo príncipe T'Challa\Pantera Negra (Chadwick Boseman). Além de estabelecer este novo cenário e o novo super-vilão, o exilado N'Jadaka (Michael B. Jordan) o trailer mostra o quão 'badass' é o novo herói do estúdio, vide as impactantes sequências de ação e o seu incrível uniforme. Sob a batuta pop de Ryan Cogler, evidente já na primeira prévia, Pantera Negra tem previsão de estreia para Fevereiro de 2018. Confira abaixo o empolgante trailer. 

 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cinemaniac Indica (Dutch: De Volta para Casa)


Uma verdadeira pérola das sessões vespertinas na década de 1990, Dutch: De Volta para Casa (1991) é uma das mais subestimadas produções do cultuado John Hughes. Pai de algumas das melhores comédias oitentistas, entre elas Gatinhas e Gatões (1984), Clube dos Cinco (1985), A Garota de Rosa Shocking (1986), Curtindo a Vida Adoidado (1986) e Antes Só do que Mal Acompanhado (1987), o saudoso realizador norte-americano se tornou uma das mais influentes vozes de um gênero, justamente por conseguir realçar a questão humana por trás das suas descompromissadas produções. Mestre na arte de fazer rir, Hughes se preocupava em ir além, equilibrando humor e realidade ao preencher as suas singulares obras com temas mais densos, a maioria deles envolvendo conflitos familiares, dilemas geracionais e os obstáculos em torno do amadurecimento. Inserido neste contexto, Dutch cativa ao revelar as desventuras de um garoto esnobe obrigado a sair da sua nobre "bolha" pela primeira vez na sua vida. Sob a batuta do australiano Peter Faiman (Crocodilo Dundee), o longa é criativo ao traduzir os altos e baixos em torno da jornada de descobertas do guri, encontrando na entrosada dupla Ed O'Neil (Modern Family) e o Ethan Embry (The Wonders) a versatilidade necessária para dar contornos humanos a este hilário 'road movie'. 

domingo, 4 de junho de 2017

Top 10 (As Heroínas mais Respeitadas do Cinema)


De longe o ponto alto do ainda hoje comentado Batman Vs Superman: A Origem da Justiça, a indomável Mulher-Maravilha chega para por um fim na balela que super-heroínas não vendem ingresso. Com Gal Gadot no papel consagrado na televisão pela inesquecível Linda Carter, a amazona Diana Prince já merece entrar para a seleta lista das heroínas mais poderosas da sétima arte. Superando as incertezas em torno da sua escalação, a dedicada atriz israelense não titubeou dentro de um universo majoritariamente masculino e absorveu o misto de imponência, carisma e coragem da princesa com enorme desenvoltura. Impulsionada pelos empolgantes riffs da trilha composta por Junkie XL e Hans Zimmer, Gal Gadot não encontrou dificuldades para se tornar "A" Mulher-Maravilha dos cinemas, colocando a dobradinha DC\Warner na vanguarda dos filmes de super-heróis estrelados por mulheres. Antes de Diana Prince, porém, outras grandes heroínas já ganharam espaço no mundo da cultura pop. Com a estreia do aguardado Mulher-Maravilha (leia a nossa crítica aqui), neste Top 10 iremos lembrar de algumas das heroínas mais respeitadas do cinema. Na lista, porém, irei respeitar a faceta mais altruísta do gênero, portanto deixarei de fora figuras como a letal Nikita (Anne Parillaud) e a vingativa Bride de Kill Bill (Uma Thurman). 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mulher-Maravilha

A super-heroína que o cinema precisava

Durante anos os executivos de Hollywood defenderam a (falaciosa) ideia que filmes de super-heróis estrelados por mulheres não eram rentáveis. As referências, porém, eram as piores possíveis. Enquanto os heróis ganhavam filmes do quilate de Superman (1978), Batman (1989) e mais recentemente Homem de Ferro (2008), as heroínas eram "lembradas" em produções pífias, obras do nível de Supergirl (1984), Mulher-Gato (2003) e Elektra (2005). A amostragem era de péssima qualidade, o que justificava os fracassos comerciais destas irrelevantes películas. Um tabu que, finalmente, parece ter chegado ao fim. E nada mais justo que das mãos (e do laço) da super-heroína mais icônica da cultura pop. De longe o melhor filme do novo Universo Cinematográfico da DC, Mulher-Maravilha não só abrevia as incertezas em torno desta popular franquia, como também revigora um universo majoritariamente masculino numa obra capaz de defender a representatividade feminina sem esquecer de oferecer aquilo que um filme do gênero precisa ter. Sob a batuta da talentosa Patty Jenkins (Monster), uma escolha ousada e indiscutivelmente feliz, o longa é impecável ao estabelecer a essência altruísta da independente Diana Prince, ao utilizar a sua feminilidade em prol da trama, indo além das expectativas ao entregar uma aventura igualitária e visualmente extraordinária. Em suma, com sequências de ação memoráveis, um roteiro bem resolvido e o invejável magnetismo de Gal Gadot, Mulher-Maravilha é - acima de tudo - o filme de super-herói que o cinema precisava

quinta-feira, 1 de junho de 2017

De Carrie Fisher à Gal Gadot - A Consolidação do Protagonismo Feminino no Universo Blockbuster


Inegavelmente, o lançamento de Mulher-Maravilha (leia a minha crítica aqui) representa um marco dentro do universo blockbuster. Após anos defendendo o tabu que os filmes de super-heróis estrelados por mulheres não seriam rentáveis aos olhos do "grande público", uma afirmação falaciosa sustentada pelo pífio desempenho comercial dos péssimos Mulher-Gato (2004) e Elektra (2005), os executivos de Hollywood finalmente tiveram a coragem de dar uma voz relevante a uma protagonista feminina neste concorrido gênero. E nada mais justo que este "grito de liberdade" fosse dado pela heroína mais popular da cultura pop, a guerreira e indomável Diana Prince. Após alguns insucessos comerciais e uma série de dúvidas quanto a consolidação do seu Universo Cinematográfico, a dobradinha DC\Warner finalmente fez jus ao poder desta icônica personagem e quebrou alguns dos mais enraizados tabus ao transforma-la no símbolo de uma retomada. 


terça-feira, 30 de maio de 2017

War Machine

Brad Pitt é a alma de uma sátira de guerra que nasceu datada

Ainda não foi desta vez que a Netflix conseguiu emplacar um filme original à altura do seu primeiro grande lançamento, o aclamado Beasts of No Nation (2015). De longe a produção mais ousada do estúdio desde então, o satírico War Machine se revela uma produção cara e bem intencionada que esbarra na sua própria relutância. Embora tecnicamente irretocável, o que explica o orçamento de US$ 60 milhões, o longa dirigido pelo talentoso David Michôd, dos excelentes Reino Animal (2010) e The Rover (2014), subaproveita os valores individuais presentes da película numa comédia que nasceu datada. Como se não bastasse a ampla presença do tema em Hollywood, a nova aposta do serviço de streaming não se sustenta nem como uma sátira sobre os bastidores da Guerra do Afeganistão, nem como um relato crítico sobre o conflito. O resultado é uma obra frouxa e ingênua que, apesar dos lampejos de inspiração, se sustenta basicamente na enérgica presença do astro Brad Pitt, impecável ao traduzir o misto de pureza, confiança e ignorância do seu inusitado personagem.

domingo, 28 de maio de 2017

Quinta maior arrecadação da Marvel, Guardiões da Galáxia Vol. 2 supera o original nas bilheterias


Sucesso ao redor do mundo, Guardiões da Galáxia Vol. 2 (leia a nossa crítica aqui) precisou de quatro semanas para superar a arrecadação total do longa original. Mesmo dividindo espaço com o popular Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (leia a nossa crítica aqui), que, no seu final de semana de estreia, faturou consistentes US$ 62 milhões em solo americano, o longa novamente dirigido por James Gunn fechou os últimos três dias com US$ 19,8 milhões nos EUA. Os números são do site Box Office Mojo. Com isso, o longa já soma US$ 821 milhões ao redor do mundo, superando os US$ 773 milhões conseguidos pelo primeiro Guardiões. No momento, Guardiões da Galáxia Vol. 2 já é a quinta maior bilheteria do Universo Marvel nos cinemas, mas bem distante dos US$ 1,15 bi faturados por Capitão América: Guerra Civil. O primeiro lugar segue com Os Vingadores (2012), o desfecho da Fase 1 da Marvel que conquistou US$ 1,51 bi mundialmente. Veja abaixo o ranking com o faturamento dentro do Universo Marvel e confira aqui a nossa lista com as melhores e as piores produções da franquia. 

1º Os Vingadores (2012)

- Doméstica: US$ 623 milhões
- Internacional: US$ 895 milhões
- Total: US$ 1,518 bilhão

2º A Era de Ultron (2015)

- Doméstica: US$ 459 milhões
- Internacional: US$ 946 milhões
- Total: US$ 1,405 bilhão

3º Homem de Ferro 3 (2013)

- Doméstica: US$ 409 milhões
- Internacional: US$ 805 milhões
- Total: US$ 1,214 bilhão

4º Capitão América: Guerra Civil (2016)

- Doméstica: US$ 408 milhões
- Internacional: US$ 745 milhões
- Total: US$ 1,153 bilhão

5º Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)*

- Doméstica: US$ 359 milhões
- Internacional: US$ 461 milhões
- Total: US$ 821 milhões

6º Guardiões da Galáxia (2014)

- Doméstica: US$ 338 milhões
- Internacional: US$ 453 milhões
- Total: US$ 791 milhões

7º Capitão América - O Soldado Invernal (2014)

- Doméstica: US$ 259 milhões
- Internacional: US$ 455 milhões
- Total: US$ 714 milhões

8º Doutor Estranho (2016)

- Doméstica: US$ 232 milhões
- Internacional: US$ 445 milhões
- Total: US$ 677 milhões

9º Thor - O Mundo Sombrio (2013)

- Doméstica: US$ 206 milhões
- Internacional: US$ 438 milhões
- Total: US$ 644 milhões

10 º Homem de Ferro 2 (2010)

- Doméstica: US$ 312 milhões
- Internacional: US$ 311 milhões
- Total: US$ 623 milhões

11º Homem de Ferro (2008)

- Doméstica: US$ 318 milhões
- Internacional: US$ 266 milhões
- Total: US$ 585 milhões

12º Homem-Formiga (2015)

- Doméstica: US$ 180 milhões
- Internacional: US$ 339 milhões
- Total: US$ 519 milhões

13º Thor (2011)

- Doméstica: US$ 181 milhões
- Internacional: US$ 268 milhões
- Total: US$ 449 milhões

14º Capitão América - O Primeiro Vingador (2011)

- Doméstica: US$ 176 milhões
- Internacional: US$ 193 milhões
- Total: US$ 370 milhões

15º O Incrível Hulk (2008)

- Doméstica: US$ 134 milhões
- Internacional: US$ 128 milhões
- Total: US$ 263 milhões

(*) Números Parciais - 09\06
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