quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Your Name

Laços do destino

Uma mistura de Sexta-Feira Muito Louca (1976), com Em Algum Lugar no Passado (1980) e o recente in Your Eyes (2014), Your Name (2016) foge do lugar comum ao dar uma roupagem indiscutivelmente original a uma premissa batida. Numa temporada particularmente prolixa para o mercado da animação, o blockbuster japonês dirigido e roteirizado por Makoto Shinkai contorna os problemas narrativos ao nos brindar com um romance sincero, emotivo e surpreendente. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A Forma da Água lidera a lista de indicados ao Globo de Ouro 2018


A Associação de Correspondentes de Estrangeiros de Hollywood divulgou a lista com os indicação ao Globo de Ouro 2018. Com sete indicações, A Forma da Água, thriller fantástico do diretor Guillermo Del Toro, liderou a seleção. Logo atrás ficaram The Post e Três Anúncios para um Crime com seis indicações cada. Reconhecida pelo seu "progressismo", principalmente se comparada a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a HFPA surpreendeu ao apostar numa seleção indiscutivelmente mais conservadora. Recebidos com entusiasmo pela crítica, títulos "populares" como Planeta dos Macacos: A Guerra, Logan, Mulher-Maravilha e Blade Runner 2049, por exemplo, foram completamente esnobados. Um dos maiores sucessos do primeiro semestre, o virtuoso cult Em Ritmo de Fuga também quase passou em branco, recebendo "apenas" uma indicação na categoria Melhor Ator de Comédia e Musical para Ansel Egort.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Dez Grandes Filmes com Personagens Desfigurados


Adaptação da popular obra de R.J Palacio, Extraordinário (leia a nossa crítica aqui) se insurge conta o bullying ao narrar a jornada de um garotinho desfigurado obrigado a encarar a face mais vil do universo escolar. Sob a batuta de Stephen Chbosky, o longa estrelado por Jacob Tremblay cativa ao mostrar as desventuras de um garotinho portador de uma rara doença genética, uma criança comum obrigada a enfrentar o desprezo e a ignorância na luta para se enturmar neste novo ambiente. Mesmo embaixo de uma pesada e verossímil maquiagem, a estrela de O Quarto de Jack encanta ao traduzir os dilemas emocionais desta criança, enchendo a tela de sentimento ao capturar a essência da obra original. No Cinema, aliás, alguns grandes filmes souberam explorar os dilemas destas pessoas marcadas por problemas faciais, figuras que tiveram a sua vida modificada por doenças, experiências mal sucedidas e até mesmo acidentes. Aproveitando o frisson em torno da estreia de Extraordinário, no Cinemaniac resolvi listar outros dez grandes filmes com personagens desfigurados. 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Extraordinário

Revigorante, adaptação encanta ao extrair o elemento humano da obra de R.J Palacio

Responsável pelo denso e intimista As Vantagens de Ser Invisível (2012), o diretor Stephen Chbosky comprova a sua sensibilidade para adaptações literárias no cativante Extraordinário. Consciente das suas responsabilidades diante de uma obra tão popular, o realizador norte-americano encanta ao extrair o elemento humano do texto de R.J Palacio, indo além das expectativas ao tratar o bullying sob um prisma mais amplo e delicado. Embora faça uso de alguns gatilhos emocionais bem típicos do gênero, o longa se esquiva das soluções fáceis ao se distanciar (mais do que o esperado) do adorável protagonista, ao valorizar os dilemas daqueles que o cercavam, preenchendo a trama com marcantes coadjuvantes e um sólido arco dramático recheado de momentos sinceramente comoventes. Na verdade, por mais que o pequeno Jacob Tremblay encha a tela de fofura com o seu corajoso Auggie, Chbosky é cuidadoso ao estabelecer o forte vínculo entre os personagens, reforçando o aspecto 'feel good' do livro ao defender com refinamento estético o valor da amizade, do companheirismo e do amor fraterno.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

My Happy Family

Em busca de independência

Manana era uma mulher frustrada. Seu casamento era tão frio quanto um geleira. Sua rotina doméstica era caótica. Dividindo o seu apertado apartamento com outras seis pessoas, ela precisava conviver diariamente com o desdém dos seus dois filhos, com o distanciamento do seu marido e  os desmandos da sua conservadora mãe. Manana deixa de se tornar uma pessoa "invisível", no entanto, quando decide romper com a sua própria prole, se distanciar da sua cansativa rotina e se mudar sozinha para um novo apartamento. Da Geórgia para o mundo graças ao faro apurado da Netflix, Minha Família Feliz - que titulo irônico - escancara os dilemas femininos numa sociedade patriarcal com intensidade e um pontual senso de humor. Embora se passe num contexto bem particular, uma tradicionalista família georgiana, o longa dirigido por Nana Ekvtimishvili e Simon Groß mostra universalidade ao tratar de tabus bem comuns ao universo feminino, expondo a realidade de uma mulher infeliz sob um prisma introspectivo, maduro e indiscutivelmente crítico. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Thor: Ragnarok cruza a barreira dos US$ 800 mi nas bilheterias, Liga da Justiça supera a marca dos US$ 500 mi


Dois blockbusters, duas realidades bem distintas. Um dos projetos mais arriscados da Marvel Studios, Thor: Ragnarok (leia a nossa crítica) cruzou a barreira dos US$ 800 milhões nas bilheterias ao redor do mundo. Segundo os números do site Box Office Mojo, a comédia aventuresca dirigida por Taika Waititi chegou aos (inesperados) US$ 816 milhões, se tornando a sétima maior arrecadação do Universo Cinematográfico da Marvel logo atrás dos US$ 863 milhões de Guardiões da Galáxia Vol. 2 e dos US$ 880 milhões de Homem-Aranha: De Volta ao Lar. No topo desta lista está Os Vingadores (2012) com US$ 1,5 bilhão, à frente dos US$ 1,4 bilhão de Vingadores: Era de Ultron (2014), dos US$ 1,2 bilhão de Homem de Ferro 3 (2013) e dos US$ 1,1 bilhão de Capitão América: Guerra Civil (2016). O sucesso de Thor: Ragnarok, aliás, premia a ousadia de Kevin Feige e a sua equipe criativa. Considerado por muitos um dos elos mais frágeis do MCU, o deus nórdico ganhou uma versão mais mundana e "zueira", um viés cômico potencializado pela direção de Waititi e pelo carisma de Chris Hemsworth. Uma mudança que, seguindo a lógica comercial, funcionou plenamente. À critério de comparação, enquanto o novo Thor cruzou "facilmente" a barreira dos US$ 800 milhões, Thor: O Mundo Sombrio (2014) fechou com US$ 644 milhões e Thor (2011) com US$ 449 milhões. 


Recebido de maneira dividida pela crítica norte-americana, Liga da Justiça (leia a nossa crítica) precisou de duas semanas para cruzar a marca dos US$ 500 milhões ao redor do mundo. Contrariando as expectativas mais otimistas, o longa dirigido por Zack Snyder e retocado Joss Whedon chegou neste fim de semana aos US$ 569 milhões nas bilheterias, um desempenho apenas regular perto dos estimados US$ 300 milhões de orçamento. A super-equipe das super-equipes decepciona, principalmente, quando o assunto é o mercado americano, já que até o momento o longa soma modestos US$ 197 milhões nos EUA. Numa comparação básica, enquanto o detonado Esquadrão Suicida (2016) fechou com US$ 325 milhões, o irregular Batman Vs Superman (2016) conseguiu US$ 330 milhões no mercado doméstico. Se dependesse somente do público brasileiro, entretanto, a Liga da Justiça seria um estrondoso sucesso. Em apenas duas semanas, o longa estrelado por Ben Affleck, Gal Gadot, Ezra Miller, Ray Fisher e Jason Momoa conseguiu expressivos R$ 102 milhões no nosso país, um valor que já supera a arrecadação de Thor: Ragnarok e Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Assim como já havia acontecido em Batman Vs Superman, aliás, o Brasil representa a terceira maior arrecadação da Liga no mundo, só perdendo para os EUA e para a China (US$ 84 milhões). 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Dez Grandes Filmes sobre a Deficiência Física


Neste dia 3 de Dezembro é celebrado ao redor do mundo o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, uma data emblemática na luta por direitos como acessibilidade e um tratamento igual dentro da sociedade. No Cinema, aliás, alguns longas conseguiram revelar os dilemas dos portadores de deficiência, mostrando o esforço, os obstáculos e os dilemas de pessoas extraordinárias em obras de todos os estilos e para todos os gostos. Para celebrar esta importante data, portanto, no Cinemaniac uma lista com dez grandes filmes sobre a deficiência física. 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Filme da Minha Vida

O (revigorante) fim, o (belo) início e o (problemático) meio

Uma produção brasileira com um pé (e meio) no cinema europeu, O Filme da Minha Vida é em sua essência mais pura um exercício estético poderosíssimo. Sob a refinada batuta de Selton Mello (O Palhaço), o longa atesta o fortalecimento visual das produções nacionais ao se revelar uma obra capaz de falar através das suas sensíveis imagens. Embora narrativamente falho, o afetuoso drama estrelado pelo talentoso Johnny Massaro encanta ao realçar os símbolos por trás de uma típica jornada de amadurecimento, reforçando a universalidade (e o viés cinematográfico) da trama ao nos brindar com uma poesia imagética, humana e indiscutivelmente bela. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Finalmente! Vingadores: Guerra Infinita tem o seu primeiro trailer divulgado


Agora a parada ficou séria. Foi divulgado na manhã desta quarta-feira (29), no programa Good Morning America, o primeiro trailer de Vingadores: Guerra Infinita. Com um tom bem mais tenso do que o de costume, a prévia introduz o poderoso Thanos (Josh Brolin) e mostra a sua invasão à cidade de Nova Iorque. Recheado de momentos impactantes, a prévia mostra também a já esperada separação dos Vingadores em subgrupos, além de sugerir uma nova mudança de lado de um grande personagem. Com direção dos irmãos Anthony e Joe Russo, Vingadores: Guerra Infinita tem estreia marcada para o dia 26 de Abril em solo brasileiro. Confira abaixo o épico e memorável novo trailer. 


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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Sing: Quem Canta seus Males Espanta

Belo de ver, ótimo de ouvir

Lançado nas últimas semanas de 2016 no Brasil, Sing: Quem Canta Seus Males Espanta fez um considerável sucesso junto a criançada. Um dos projetos originais da Illumination Entertainment, a mesma dos populares Meu Malvado Favorito (2010), Os Minions (2015) e Pets (2016), o longa escrito e dirigido por Garth Jennings (O Guia do Mochileiro das Galáxias) merece, entretanto, um lugar bem mais destacado dentro da irregular última safra de animações. Ao contrário do excelente Zootopia: Essa Cidade é o Bicho (2016), que, justificadamente, se tornou um enorme sucesso de crítica e de público, o adorável musical foi recebido com inexplicável frieza pela mídia especializada, uma avaliação dura para uma produção vibrante e comovente.

sábado, 25 de novembro de 2017

Jim e Andy, Gaga: Five Foot Two e outros dez grandes documentários sobre o mundo da arte na Netflix


Dona de algumas das mais comentadas produções originais de 2017, vide os elogiados Okja, Os Meyerowitz e Wheelman, a Netflix tem investido pesado no seu catálogo. Em busca do fortalecimento da sua marca, a companhia vem apostando nas suas produções originais, dando voz a novos realizadores e relevância aos projetos de pequeno porte. Um dos gêneros mais fartos no "cardápio" da empresa, entretanto, é também um dos menos comentados: o Documentário. Frequentemente desvalorizados pela indústria do entretenimento, os filmes documentais ganharam uma janela de grande alcance na Netflix, um espaço amplo e tematicamente plural. Nos últimos meses, inclusive, a empresa de streaming apostou as suas fichas em dois ótimos representantes do gênero, o revelador Gaga: Five Foot Two e o extraordinário Jim e Andy: The Great Beyond. Neste artigo, além de analisar estas duas excelentes obras sobre a cantora Lady Gaga e os comediantes Andy Kaufman e Jim Carrey, eu resolvi listar outros dez grandes documentários sobre o mundo da arte presentes (até a data desta publicação) no catálogo Netflix. Para fugir da obviedade, entretanto, decidi deixar de fora alguma das produções mais populares, entre elas os igualmente excepcionais What Happend, Miss Simone? (2015), Metallica: Some Kind of Monster (2004) e A Um Passo do Estrelato (2013). 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Os vilões que fizeram feio nos filmes de super-heróis


Um dos pontos mais questionáveis do divertido Liga da Justiça, o vilão Lobo da Estepe (Ciarán Hinds) não ficou à altura do tão aguardado encontro deste icônico supergrupo. Embora funcione como um agente catalisador da trama, principalmente quando o assunto é a junção da super equipe do Universo DC, o genérico antagonista surge em cena com motivações rasas e indiscutivelmente mal desenvolvidas. Uma figura unidimensional que, no final das contas, só quer dominar o mundo. O grande problema aqui, entretanto, não está somente no aspecto narrativo. Longe disso. Confesso que, com um visual mais bem trabalhado, o personagem nem me incomodaria tanto assim. O problema é que, apesar do orçamento estimado em US$ 300 milhões, Zack Snyder nos oferece um  vilão "digitalizado" completamente inexpressivo. Com um CGI de péssimo gosto, um 'lip sync' estranhíssimo e um aspecto artificial, o Lobo da Estepe parece ter nascido com o prazo de validade vencido, uma combinação de equívocos que não é nova dentro do gênero. Se comparado com os demais integrantes deste artigo, entretanto, o vilão de Liga da Justiça nem está entre os piores. Confira a nossa lista com alguns dos antagonistas mais fracos\toscos dos filmes de super-heróis. 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Um Limite Entre Nós

As cercas sociais

Mesmo com o 'status' possibilitado pelas quatro indicações ao Oscar, entre elas a de Melhor Filme, Um Limite Entre Nós não ganhou a atenção merecida no mercado nacional. Lançado em poucas salas na temporada das grandes premiações, o longa dirigido e estrelado por Denzel Washington ficou "preso" ao reduzido circuito de arte, faturando modestos US$ 472 mil em solo brasileiro. Longe de ser uma produção fácil, Fences (no original), verdade seja dita, realmente soa cansativo num primeiro momento. Os personagens são verborrágicos, os diálogos são ocasionalmente expositivos e a atmosfera de época não soa tão convidativa assim. Por trás destes "obstáculos", porém, existe uma pequena pérola familiar, um drama denso e recheado de sentimento que transita por temas espinhosos dentro de um contexto extremamente humano. 

domingo, 19 de novembro de 2017

Liga da Justiça decepciona e tem a pior abertura do novo Universo DC nos EUA


Recebido de maneira morna pela crítica norte-americana, Liga da Justiça (leia a nossa crítica aqui) teve números de estreia aquém do esperado nos EUA. Lançado em mais de quatro mil salas, o empolgante longa dirigido por Zack Snyder (e retocado por Joss Whedon) abriu faturando "modestos" US$ 93,8 milhões no final de semana, o pior resultado dentro do remodelado Universo DC. Números que seriam satisfatórios para a maioria dos blockbusters, mas não para o filme que reuniu Batman (Ben Affleck), Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Flash (Ezra Miller), Superman (Henry Cavill), Aquaman (Jason Momoa) e Ciborgue (Ray Fisher). A critério de comparação, o filme solo do Homem de Aço (2013) estreou conseguindo US$ 128 milhões, Batman Vs Superman (2016) abriu com US$ 166 milhões, o detonado Esquadrão Suicida (2016) fez US$ 133 milhões e o elogiado Mulher-Maravilha (2017) fez US$ 103 milhões neste período. Os dados são do Site Box Office Mojo. 


Embora longe de ser um fiasco, o retorno inicial da Liga decepciona, principalmente, quando comparado com a "concorrência". Considerado por muitos o "elo fraco" da Marvel Studios, o ousado Thor: Ragnarok (leia a nossa crítica), por exemplo, somou neste mesmo período US$ 122 milhões nos EUA. Já o grandioso Guardiões da Galáxia Vol. 2 abriu arrecadando estrondosos US$ 146 milhões. Entre os filmes de super-herói lançados em 2017, na verdade, Liga da Justiça só teve uma abertura superior ao violento Logan, filme que, mesmo com a classificação etária elevada, faturou US$ 88 milhões no seu fim de semana de estreia. Em contrapartida, fora dos EUA, a super-equipe das super-equipes tem se saído bem melhor. Em solo brasileiro, aliás, o longa quebrou todos os recordes ao somar fantásticos R$ 13 milhões no seu primeiro dia em cartaz e ao vender mais de um milhão de ingressos em apenas dois dias. No momento, com custo de produção estimado em US$ 300 milhões, Liga da Justiça soma US$ 185 milhões nos principais mercados internacionais e US$ 278 milhões ao redor do mundo. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Cinco Filmes (Martin Scorsese)


Um mestre na arte da direção, Martin Scorsese se tornou uma marca dentro da Sétima Arte. Dono de uma assinatura vigorosa, o veterano completou 75 anos em grande forma, reafirmando frequentemente a sua genialidade em projetos autorais e diversificados. Ao longo das últimas seis décadas, Scorsese ajudou a modificar a forma de se fazer\enxergar o cinema em Hollywood, se distanciando da imponência estética dos anos 1950\1960 ao valorizar a força narrativa. Seus personagens são humanos e imperfeitos. Suas produções intensas e realísticas. Sem floreios, Scorsese - assim como grande parte dos seus companheiros de geração - fez questão de realçar a violência no voraz estilo de vida urbano norte-americano, nos presenteando com pérolas do quilate de Taxi Driver (1976), Touro Indomável (1980), Os Bons Companheiros (1990), O Aviador (2004) e mais recentemente Os Infiltrados (2006) e O Lobo de Wall Street (2013). Ao longo da sua prolifera carreira, entretanto, Scorsese nunca se viu preso ao "cinema de gênero". Mesmo nos seus filmes mais agressivos, o realizador desfilava a sua versatilidade ao transitar habilmente entre os segmentos cinematográficos, uma característica cada vez mais rara dentro da indústria. Neste Cinco Filmes, portanto, o tema hoje é Martin Scorsese e a sua incrível capacidade de explorar o Cinema em sua máxima potência. Neste artigo, porém, irei tentar fugir do lugar comum e analisar um pouco do "Lado B" deste grande diretor. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Liga da Justiça

Leve e empolgante, Liga "ilumina" o Universo DC num filme que se orgulha dos seus super-heróis

Nada como um ano após o outro. Após fechar 2016 com uma baita dor de cabeça, principalmente após o insucesso do esquizofrênico Esquadrão Suicida, a dobradinha Warner\DC decidiu "recalcular" a sua rota. Percebendo que o tom soturno\realístico proposto por Christopher Nolan na elogiada Trilogia Cavaleiros das Trevas já dava sinais de cansaço, o que ficou bem claro com o modesto retorno comercial do irregular Batman V Superman: A Origem da Justiça, os executivos do estúdio resolveram descer do pedestal e olhar (tardiamente) para os seus próprios erros. Num diagnóstico bem óbvio, eles chegaram a conclusão que faltava luz ao errático Universo DC, que no contexto atual os super-heróis precisavam ser mais altruístas\humanos e menos raivosos\embrutecidos. A diversão escapista se tornou a alma do negócio. O sucesso da consolidada fórmula Marvel não me deixa mentir. Disposta a dar uma resposta ao seu tão devotado público, e ao fãs de cultura pop em geral, a Warner abriu 2017 em grande estilo com o empoderador Mulher-Maravilha. Mais do que simplesmente recolocar o Universo DC nos trilhos, o longa dirigido por Patty Jenkins posicionou a franquia na vanguarda das super-heroínas numa aventura densa, empolgante e consciente das suas responsabilidades. 

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