quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Com Amor, Van Gogh

Um retrato narrativamente simples, mas visualmente magistral sobre um verdadeiro gênio das pinturas 

Vincent Van Gogh, assim como muitos grandes realizadores da sua geração, faleceu sem experimentar a aclamação das suas obras. Reconhecido tanto pelo seu virtuosismo plástico, quanto pela sua instabilidade emocional, um dos maiores nomes do pós-impressionismo se tornou uma figura fascinante aos olhos do meio artístico, um homem dono de uma particular história de vida que, com o triunfo dos seus quadros, ganhou postumamente o prestígio que apenas poucos souberam valorizar em vida. Um status icônico revigorado por títulos como o precioso Com Amor, Van Gogh. Numa proposta ambiciosa, o longa dirigido pela dupla Dorota Kobiela e Hugh Welchman decide recontar os nebulosos últimos meses de vida do pintor usando os seus próprios traços e a sua vibrante palheta de cores. Fazendo um magnífico uso da rotoscopia, uma técnica de animação "onde um modelo humano é filmado ou fotografado em sequência e o desenho é feito com base nessa captura", a dupla reconstrói alguma das principais obras de Van Gogh enquanto traduz a sua deterioração emocional, flertando com elementos do cinema 'noir' ao tentar pintar um retrato íntimo sobre o devotado pintor. Um relato visualmente magistral, mas com falhas, principalmente quando o assunto é a maneira simplificada com que o roteiro “disseca” esta complexa persona. 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quinze Grandes Filmes sobre Amadurecimento


Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Lady Bird: É Hora de Voar (leia a nossa opinião aqui) esbanja propriedade ao traduzir a difícil missão que é amadurecer. Usando parte das suas próprias experiencias, a talentosa Greta Gerwig cativa ao imprimir um realismo naturalmente reconhecível aos olhos do público, expondo o quão tênue pode ser a linha entre a expectativa e a realidade diante de decisões tão importantes. Muito mais do que um requentado 'coming age movie', o longa estrelado por Saiorse Ronan encanta ao desmistificar alguns anseios tipicamente juvenis, refletindo sobre o ímpeto e a precocidade ao acompanhar os passos em falsos de uma "pré-adulta" com vislumbres cosmopolitas. Lady Bird, porém, é "apenas" mais um grande filme dentro deste segmento. Ao longo das últimas décadas, inclusive, diretores do quilate de John Hughes, Richard Linklater, Noah Baumbach, Cameron Crowe e John Singleton usaram o cinema para refletir sobre os dilemas das suas respectivas gerações, nos brindando obras definitivas sobre o tema. Com a estreia de Lady Bird, no Cinemaniac listamos quinze outros grandes filmes sobre amadurecimento. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Lady Bird: A Hora de Voar

As desilusões de uma jovem em constante metamorfose 

Íntimo, honesto e extremamente sensível, Lady Bird: A Hora de Voar cativa ao refletir sobre a imprevisibilidade da vida adulta através da sua impulsiva protagonista. Muito mais do que uma simples história de amadurecimento, o longa dirigido e roteirizado por Greta Gerwig (leia o nosso artigo sobre ela aqui) coloca os “pingos nos is” ao desmistificar algumas expectativas tipicamente juvenis, pintando um retrato humano e realístico sobre uma jovem despreparada diante de decisões tão importantes. Usando parte das suas próprias experiências na trama, a realizadora esbanja propriedade ao construir esta figura indomável e incoerente, uma personagem positivamente petulante que não parece entender as consequências dos seus atos. E isso com a ternura de uma mulher adulta que, calejada após enfrentar dilemas semelhantes, parece já ter a maioria das respostas\conselhos que o seu "eu" mais jovem - e consequentemente a sua Lady Bird - gostaria de ter ouvido durante este importante rito de passagem. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Os Incríveis 2 ganha o seu empolgante trailer


A Disney divulgou agora a pouco o trailer de Os Incríveis 2. E que prévia. Além de manter os segredos em torno da trama, princialmente quanto a identidade do vilão, o material se concentra na disfuncionalidade da família e na relação entre eles. O pequeno Zezé está hilário. Dirigido e roteirizado por Brad Bird, Os Incríveis 2 tem previsão de estreia para Junho.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Cinemaniac Indica (O Último Cine Drive-In)

Uma pequena pérola do cinema nacional 

Muito mais do que uma versão tupiniquim do clássico Cinema Paradiso, O Último Cine Drive-In mistura ficção e realidade numa verdadeira carta de amor à Sétima Arte. Consciente do domínio das grandes redes de exibição, o diretor e roteirista Iberê Carvalho encanta ao sair em defesa dos pequenos exibidores, daqueles que, mesmo asfixiado pelos lucrativos multiplex, insistem em tratar o cinema como parte de uma experiência única. Rodado num dos últimos drive-in’s do Brasil, um sobrevivente localizado em Brasília, o realizador enche a tela de sentimento ao nos brindar com uma película nostálgica, melancólica, mas levemente otimista, um filme recheado de predicados técnicos que resiste em ser encarado como um mero produto. 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O Paradoxo Cloverfield - The Cloverfield Paradox

Quando o marketing é melhor que o filme

Com o triunfo do instigante Rua Cloverfield, 10 (2016) e a promessa de uma franquia inovadora capaz de se sustentar em projetos independentes, O Paradoxo Cloverfield (antes conhecido como The God's Particle) ganhou um status até então inédito dentro da série. Cercado de expectativas, o longa produzido por J.J Abrams ganhou forma em sigilo, reunindo um elenco promissor no que surgia como o título mais ambicioso do selo. Aos poucos, porém, o mistério perdeu força. Num momento em que o 'hype' parece ser uma peça chave para o êxito comercial de um blockbuster, a falta de um material de divulgação mais consistente fez com que o Sci-Fi caísse no esquecimento, levantando uma série de dúvidas sobre a qualidade do material apresentado. Eis que, numa sacada de mestre, Abrams mostrou porque se tornou referência quando o assunto é o marketing em torno dos seus trabalhos. Num dos eventos esportivos\televisivos mais populares do mundo, o Supebowl, a Netflix atestou a sua ousadia empresarial a anunciar que The Cloverfield Paradox (no original) seria lançado no seu serviço de streaming logo após o término da partida. Naquele momento, com um teaser de poucos segundos, a companhia (e o filme por consequência) voltou as manchetes nos principais sites de cultura pop, eclipsando a campanha de produções do porte de Missão: Impossível - Fallout e Solo: Uma História Star Wars. Um trabalho de divulgação exemplar que, indiscutivelmente, se revelou bem melhor que o próprio filme em si. De longe o título mais fraco da trilogia, a ficção científica dirigida por Julius Onah peca ao subaproveitar os seus próprios conceitos, esvaziando algumas boas premissas em prol de personagens rasos, um roteiro recheado de soluções ilógicas e um clima de tensão que sustenta majoritariamente pelos predicados técnicos da película. Ainda assim estamos diante de uma obra com a marca Cloverfield, um filme com o suspense e o senso de entretenimento que ajudaram a dar relevância a esta curiosa franquia. 

sábado, 10 de fevereiro de 2018

A afirmação de Guillermo del Toro, um autêntico nerd em Hollywood


Os nerds estão na moda na indústria do entretenimento. O triunfante sucesso do Universo Vingadores, de franquias como O Senhor dos Anéis, Star Wars e Harry Potter e das populares séries The Big Bang Teory, Silicon Valley e Stranger Things não me deixam mentir. Após anos sofrendo com os "cuecões", as piadas nos corredores da escola e o bullying em geral, os aficionados pela cultura pop chegaram ao topo da "cadeia alimentar social", um status que tem sido sedentemente explorado em Hollywood. Neste contexto, nada mais justo que a consagração de Guillermo del Toro, um autêntico nerd da Sétima Arte. Apaixonado por monstros e pela magia do cinema fantástico, o visionário realizador mexicano - finalmente - entrou no radar das grandes premiações com o exótico romance A Forma da Água (leia a nossa critica), uma particular história de amor envolvendo uma faxineira muda e uma misteriosa criatura marítima. Mais um filme adoravelmente estranho para a filmografia de um diretor que, em três décadas de carreira, imprimiu em tela o seu amor pela fantasia, pelo bizarro e - em sua mais pura essência - pelo Cinema. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Do Fundo do Baú (O Planeta dos Macacos)

Preconceito, repressão, intolerância religiosa, segregação... Há cinquenta anos uma inusitada produção já ousava discorrer sobre temas tão (infelizmente) atuais com originalidade e contundência. Inspirado no romance escrito por Pierre Boulle, o clássico O Planeta dos Macacos (1968) completa cinco décadas se mantendo como um marco dentro da ficção científica. Lançado num momento de ebulição social nos EUA, incluindo a Guerra do Vietnã, o auge da luta pela igualdade racial e pelos direitos civis da população negra, o longa dirigido por Franklin J. Schaffner causou um inegável choque ao usar o cinema de gênero para refletir sobre alguns dos mais enraizados conflitos presentes na sociedade americana. Ao tratar o homem branco como um ser involuído, dominado por um inteligente grupo de primatas, a película estrelada por Charlton Heston colocou o dedo na ferida ao questionar a ignorância humana, usando a tão temida ameaça atômica num contexto sociopolítico que insiste em não se renovar. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A Forma da Água

Aos monstros, com carinho

“É preciso fazer o mundo suficientemente reconhecível para nos ancorar em uma realidade e suficientemente mágico para nos transportar para fora dela". Atribuída ao escritor J.R.R Tolkien, o homem por trás do clássico O Senhor dos Anéis, esta sentença sintetiza a obra do autoral diretor Guillermo del Toro. Uma das vozes mais criativas no mundo da Sétima Arte na atualidade, o realizador mexicano se tornou referência dentro do universo da Fantasia e do Terror, principalmente pela sua habilidade em usar o cinema de gênero dentro de um contexto quase sempre realístico e contestador. Desde pequeno, influenciado pela cultura do seu país e pela popularidade dos Monstros da Universal, del Toro desenvolveu um estreito vínculo com o bizarro, o estranho. Enquanto a maioria via medo e repulsa, ele enxergava a humanidade, a essência dos personagens. Movido por esta visão de mundo, Guillermo imprimiu em tela o seu amor pelas suas estranhas criaturas, refletindo sobre a nossa realidade ao usá-las como uma espécie de espelho. Através delas, ele se acostumou a mostrar o melhor e o pior do ser humano, escancarando a monstruosidade em sua face mais mundana, em sua face mais possível. Para del Toro, não existe monstro pior do que a opressão, a ignorância, a insensatez, o preconceito. O que fica bem claro no seu mais novo projeto, o magnífico A Forma da Água. Transitando com desenvoltura entre a poesia e a realidade, o diretor desfila a sua reconhecida sensibilidade ao nos presentear com um conto de fadas ao mesmo tempo sombrio e otimista, uma película imersiva, refinada e essencialmente feminina que, graças ao seu inteligente subtexto, fascina ao se insurgir contra alguns enraizados tabus da sociedade americana. 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Os Melhores Trailers do Super Bowl 2018

Um dos eventos de maior audiência dos EUA, o Super Bowl é geralmente uma fonte de trailers e comerciais dos grandes estúdios. E o primeiro grande trailer divulgado durante a edição 2018 foi o de Jurassic World: O Reino Ameaçado. Ainda mais tensa, a nova prévia traz os dinossauros para a cidade grande, colocando Chris Pratt e Bryce Dallas Howard como a última linha de defesa. Sob a batuta de J.A Bayona (O Orfanato), o novo Jurassic World tem previsão de estreia para Junho nos EUA.




sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Jim e Andy: The Great Beyond

Carrey mostra o seu inusitado "método" num documentário que dá ao público a possibilidade de ver a mágica acontecer

Durante as filmagens de O Mundo de Andy, cinebiografia do celebrado Andy Kaufman, Jim Carrey recrutou a namorada do saudoso comediante, Lynne Margulies, e o seu melhor amigo, Bob Zmuda, para registrar os bastidores desta excêntrica produção. O resultado é Jim and Andy: The Great Beyond, um projeto que, após quase duas décadas engavetado, pinta um retrato ainda mais íntimo sobre o 'modus operandi' de Kaufman e o surtado trabalho de Carrey para traduzir a essência do provocador humorista. 

Trazendo à luz uma série de fantásticas imagens de arquivos, costuradas aos depoimentos do ator pela enérgica montagem, o longa dirigido por Chris Smith é perspicaz ao traçar um inspirado paralelo entre os dois comediantes. Entre profundas divagações existenciais e relatos impressionantemente verídicos, Carrey espanta ao revelar o seu processo de imersão no personagem, ao expor a sua obsessiva dedicação à construção do biografado. Num primeiro momento, Jim e Andy fascina ao mostrar como funciona o tão comentado método, um estilo de atuação em que o protagonista praticamente se transforma numa outra pessoa. Apesar das inegáveis diferenças físicas entre os dois, Carrey verdadeiramente vira Kaufman, assume os seus trejeitos, a sua excentricidade e o seu comportamento arredio. Durante as filmagens, inclusive, é possível sentir o misto de encantamento e desconforto daqueles que já haviam contracenado com o humorista, entre eles Danny DeVitto, Judd Hirsch e o próprio Zmuda. A sensação de caos controlado toma conta do set. Jim some, Andy assume. Ele simplesmente não se desliga de Kaufman, um trabalho esquizofrênico e nitidamente perigoso que rendeu uma série de bizarras situações e alguns comoventes encontros. 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Fútil e Inútil

Inteligente e bem humorada, cinebiografia pinta um retrato satisfatoriamente completo sobre o homem por trás da revista National Lampoon

Nascida à sombra da popular Mad, a revista National Lampoon revolucionou a comédia norte-americana com o seu humor imaturo, seu exótico teor crítico e o seu inocente apelo sexual. Lançada no auge dos anos 70, a bem sucedida publicação logo tomou conta de outras mídias, chegando ao rádio, a TV e ao cinema ao revelar nomes como Chevy Chase, John Belushi, Bill Murray, Harold Hamis, Ivan Reitman, John Hughes entre outros. Em outras palavras, graças ao humor debochado da National Lampoon, sucessos como Clube dos Cafajestes, Férias Frustradas, Os Caça Fantasmas e séries de humor como o aclamado Saturday Night Live saíram do papel, uma prova da influência desta criativa revista. Um audacioso projeto que nasceu da despretensiosa mente de Douglas "Doug" Kenney, uma figura particular que tem a sua historia de vida descortinada no competente Fútil e Inútil. Brincado com as expectativas do público, o longa dirigido por David Wain (Mais um Verão Americano) é narrativamente esperto ao subverter a tradicional estrutura das das cinebiografias, fazendo jus ao senso de humor do escritor/editor ao pintar um retrato completo e energético sobre um homem que transformou o seu descompromisso num grande negócio. E isso sem sacrificar o teor dramático, que, apesar do descuido do roteiro em alguns momentos, encontra voz na sólida performance do talentoso Will Forte. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Dez cenas em que a Pixar resolveu emocionar e partir o coração dos espectadores


Sinônimo de qualidade dentro da indústria da animação, a Pixar se tornou uma importante fábrica de grandes filmes. Mesmo após a fusão com os estúdios Disney, a companhia fundada por John Lassenter manteve o seu elevado padrão, buscando uma sincera conexão com todos os públicos ao transitar por temas bem mais densos e complexos. Divertidamente e Viva: A Vida é uma Festa (leia a nossa opinião aqui) não me deixam mentir. Ao longo da sua história, aliás, a casa de Toy Story e Procurando Nemo não tem poupado o coração dos espectadores quando o assunto são cenas tristes e\ou emotivas. Por mais que o visual colorido das suas produções passe aquela sensação de magia e infância, ora e vez o estúdio coloca os dois pés na realidade ao dialogar com situações nem sempre comuns dentro do gênero. O que fica bem claro na nossa lista com dez das cenas mais lacrimosas da Pixar.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Viva: A Vida é uma Festa

Visualmente primoroso, Viva surpreende ao transitar por um terreno denso e adulto

Confesso que, num primeiro momento, Viva: A Vida é Uma Festa não me chamou tanto a atenção. Por mais que o visual, como de costume nas produções Pixar, saltasse aos olhos logo na primeira prévia, tematicamente o filme parecia trazer consigo aquela sensação de "já vi isso antes". Recentemente, inclusive, a excelente animação Festa no Céu (2014) havia explorado as tradições culturais mexicanas com riqueza e criatividade, o que só ajudou a reforçar a minha primeira impressão. Felizmente, existem muitas formas de se contar uma mesma história. Apesar das inegáveis semelhanças narrativas entre as suas obras, Viva comprova a genialidade da Pixar ao abordar a nossa relação com a morte sob um prisma denso e emotivamente adulto. Por mais que o espetacular visual colorido dê uma aparência infantil à trama, a película dirigida por Lee Unkrich (Toy Story 3) e Adrian Molina ganha um sincero escopo dramático a medida avança, refletindo sobre a fama, os vínculos familiares e o valor das memórias numa obra que permanece após os crédito finais. Uma obra revigorante que encanta e emociona graças à força da sua mensagem.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

I Am Heath Ledger (Eu Sou Heath Ledger)

A inquieta essência de um artista

Heath Ledger precisou de menos de uma década para se tornar uma reluzente estrela do cinema. Carismático, charmoso e naturalmente talentoso, o saudoso ator australiano despontou como o astro dos sonhos em Hollywood. Mas ele não queria isso para a sua vida. Aberto a novas experiências cinematográficas, Ledger não se contentou em seguir o caminho mais fácil. Diante de projetos cada vez mais autorais, ele decidiu se entregar a sua arte, aos seus personagens, um complexo processo de imersão que se torna bem claro no cativante documentário I Am Heath Ledger. Íntimo e delicado, o longa dirigido por Adrian Buitenhuis e Derik Murrayu é cuidadoso ao refutar alguns dos boatos que abasteceram os tabloides sensacionalistas após a sua morte, usando os seus filmes como um inspirado ponto de partida para pintar um retrato comovente sobre um jovem inquieto e obstinado que "adorava viver no limite". 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A Forma da Água lidera a lista de indicados ao Oscar 2018


A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou agora a pouco a lista de indicados ao Oscar 2018. Como esperado, A Forma da Água dominou a seleção com 13 nomeações, seguido por Dunkirk, com 8, Três Anúncios para um Crime, com 7, Trama Fantasma e O Destino de uma Nação, com 6. Com algumas novidades, a Academia conseguiu equilibrar bem política e qualidade artística, apostando na diversidade sem abrir mão de alguns rostos bem conhecidos dentro da indústria. Embora nomes como os de Daniel Day-Lewis e Denzel Washington, indicados a categoria de Melhor Ator, Meryl Streep, mais uma vez entre as Melhores Atrizes, e o drama jornalístico The Post, indicado ao prêmio de Melhor Filme, revelem a face mais tradicional do evento, o renovado corpo votante resolveu dar voz aos movimentos igualitários que tem tomado conta de Hollywood. Após a #OscarsoWhite, o #Time'sUp e as urgentes manifestações em prol da igualdade de gênero na indústria, a Academia quebrou um tabu que já durava sete anos ao indicar a talentosa Greta Gerwig ao prêmio de Melhor Direção. Isso mesmo. Desde 2010, quando Kathryn Bigelow foi indicada e levou o Oscar por Guerra ao Terror, nenhuma mulher era nomeada nesta importante categoria. Finalmente! O seu longa, aliás, o aclamado Lady Bird, levou expressivas cinco indicações, entre elas as de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz, para Saiorse Ronan, um número impressionante para uma produção independente. Por falar em quebras de tabus, Rachel Morrison, diretora de fotografia do drama Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi se tornou a primeira mulher a conseguir uma nomeação nesta categoria. Que feito!

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