domingo, 3 de junho de 2018

Cinco Filmes (Gary Oldman)


Um mestre na arte do ‘overacting’, um recurso dramático que, quando bem utilizado, rende sequências espetaculares como essa, ou como essa, ou então essa, Gary Oldman completou 60 anos em 2018 alcançando o ápice da sua carreira. Reconhecido pela sua versatilidade e pela sua intensidade em cena, o requisitado ator inglês construiu uma invejável filmografia, experimentando o melhor do cinema em obras plurais e em sua maioria populares. Embora conhecido pelos seus personagens mais expansivos, com ênfase nos seus marcantes antagonistas, Oldman soube evitar a repetição de papéis, soube fugir do estigma do tipo excêntrico, se estabelecendo como um dos grandes de Hollywood ao extrair a humanidade de figuras fortes e imponentes. O que fica bem claro no seu último grande trabalho, o drama de guerra O Destino de Uma Nação. Na pele do celebre primeiro ministro Winston Churchill, ele, mesmo sob uma pesada maquiagem, conseguiu capturar a eloquência do político sem sacrificar as suas nuances mais íntimas, uma performance singular que, merecidamente, lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator. Para celebrar a carreira deste monstro da atuação, neste Cinco Filmes passearemos pela carreira de Gary Oldman ao mostrar os tipos que o ajudaram se transformar num dos realizadores mais talentosos da sua geração. 


- Sid e Nancy: O Amor Mata (1986)


Um relato nu e cru sobre um dos mais degenerados símbolos do punk rock, Sid e Nancy causa um inegável desconforto ao revelar os bastidores de uma corrosiva história de amor. Sem a intenção de julgar os envolvidos nesta infame história real, o diretor Alex Cox é incisivo ao traduzir a jornada de Sid Vicious, o baixista da popular banda Sex Pistols, e a sua dilacerante relação com a solitária Nancy Spungen. Sob uma perspectiva suja e naturalmente pesada, o realizador se debruça sobre a realidade de uma geração, sobre o vazio, o abuso de drogas, a ausência paterna, o inconformismo e a anárquica influência do movimento punk. Indo além dos feitos musicais de Vicious, Cox esbanja intimismo ao expor a deterioração de um jovem movido pela fúria, pelo lema sexo, drogas e rock’n roll. Sem um pingo de condescendência, Cox preza pelo realismo ao construir o retrato de um homem que se tornou símbolo de uma geração desregrada, realçando os lapsos temporais, a desordem química\emocional e o completo desprezo pelos padrões sociais numa trama que não parece interessada em construir arcos ou personagens. Tanto Sid, quanto Nancy são o que são, e veem a sua sanidade comprometida à medida que a vida de extremos começa a cobrar o seu preço. Talvez o grande trunfo de Sid e Nancy, entretanto, esteja no cuidado de Alex Cox na construção desta complexa relação. Num primeiro momento, o roteiro parece se prender demasiadamente aos fatos ao tratar Nancy como uma espécie de vilã, a ‘junkie’ “liberal” e possessiva que colocou Sid no caminho das drogas pesadas e da “dependência sentimental”.


Com o avançar do longa, entretanto, Cox surpreende ao tentar olhar esta história de amor sob um prisma mais terno, reforçando a cumplicidade e a estreita conexão entre os dois num ambiente degradante e naturalmente repugnante. Na verdade, é interessante ver como o realizador, sem a intenção de ser taxativo, trata a morte de Nancy, abrindo espaço para as inúmeras teorias conspiratórias dentro do soturno último ato. Uma abordagem corajosa, principalmente por tentar mostrar os fatos não pelo óptica dos viciados incorrigíveis, mas pelo olhar do homem e da mulher encurralados pelas suas próprias falhas e vícios. Um relato obviamente valorizado pelas impactantes performances de Gary Oldman e Chloe Webb. Na pele da desequilibrada Nancy, ela causa misto de sensações ao realçar a face mais carente e dependente da protagonista. Por trás da péssima influência existe uma mulher com sentimentos sinceros, uma jovem que enxergava o fim, mas não tinha forças para modificar o seu destino. Já Oldman, no seu primeiro grande trabalho em Hollywood, fascina ao ir bem além do Sid excessivo e agressivo. Com poucos diálogos e uma expressão geralmente apática, o então promissor ator inglês nos apresenta ao baixista errático, ao homem sedado pelo uso de drogas que, aos poucos, parece perder a sua própria voz. Como não lembrar, por exemplo, da magnífica sequência em que Oldman interpretar a versão de Sid Vicious de My Way, um momento poderoso que, como curiosidade, traz o ator repetindo o “v” da vitória do personagem que viria a lhe dar o seu tão cobiçado Oscar, o primeiro ministro Winston Churchill. Enfim, uma cinebiografia insalubre e visceral, potencializada pela imersiva fotografia descolorida do então promissor Roger Deakins (Blade Runner 2049), Sid e Nancy: O Amor Mata esmurra o nosso estômago ao narrar as desventuras de um casal de jovens que, na sede por uma vida de extremos, viu a sua existência ser abreviada tão precocemente.

- Drácula de Bram Stoker (1992)


Uma releitura elegante do clássico literário com o peso dramático do seu filho bastardo, o assombroso Nosferatu (1922), Drácula de Bram Stoker realça a humanidade do príncipe da noite numa obra densa e charmosa. Conduzido com opulência estética pelo mestre Frances Ford Coppola, o longa revisou a história original ao tratar o vampirismo como uma maldição, ao tratar o solitário conde Vlad como uma vítima dos seus sentimentos, da sua sede por companhia. Transitando brilhantemente entre o Horror e o Drama, o pai da trilogia Poderoso Chefão valoriza a complexidade do conto de Stoker ao se distanciar do maniqueísmo, do velho bem x mal. Enquanto Drácula não é o monstro que muitos acreditavam, Jonathan Harker (nem tão pouco o velho Van Helsing) não é o poço de virtude que muitos enxergavam. Coppola envolve ao valorizar o ‘background’, ao explorar as falhas dos protagonistas, ao colocá-los num mesmo patamar. A rigor, os dois são perdidamente apaixonados pela bela Mina e capazes de tudo para conquistar o seu amor. Indo além dos belíssimos cenários, Coppola é astuto ao solidificar este improvável triângulo amoroso, ao realçar os sinceros\distorcidos sentimentos dos pretendentes.


Uma carga dramática, obviamente, valorizada pelo talentoso elenco. Na pele de um passional Drácula, Gary Oldman desfila o seu irresistível ‘overacting’ ao criar um protagonista ora forte e sedutor, ora frágil e inseguro. Impulsionado pela extraordinária maquiagem, ele faz jus a mitologia literária ao construir um tipo soturno e possessivo, um ser refém da sua condição. Do outro lado da moeda, Keanu Reeves não se contenta em ser mais um herói perfeito, enfatizando as falhas do seu Jonathan com sutileza e maturidade. Por fim, Winona Ryder surge como uma donzela dividida entre a paixão e o amor, uma personagem com sentimentos próprios que cativa ao enxergar o melhor dos dois lados. Fazendo um impactante uso da cor vermelha, que permeia a película nos cenários, nos figurinos, na temática e (obviamente) no sangue, Drácula de Bram Stoker colocou Oldman no radar das grandes das grandes produções ao estender o seu tapete – imagina qual é a cor – para que ele pudesse desfilar as suas múltiplas facetas num dos “vilões” mais populares da cultura pop.


- O Profissional (1994)


Um dos melhores filmes de ação da década de 1990, quiçá de todos os tempos, O Profissional é a obra prima do diretor Luc Besson. Uma releitura do clássico Lolita, do romancista russo-americano Vladimir Nabokov, o longa estrelado por Jean Reno se revelou uma obra corajosa, daquelas que não fugiu da raia ao permanecer no limite, ao caminhar por uma linha tênue que separa os grandes filmes do fracasso. Sem medo de incomodar, o talentoso realizador francês conquistou o respeito da crítica e a confiança do público ao narrar o perigoso (inclusive narrativamente) romance platônico entre um assassino de bom coração e uma precoce órfã com desejo de vingança. Com um tema espinhoso em mãos, Besson enche a tela de sentimento ao construir esta instigante amizade, investindo pesado no desenvolvimento dos seus personagens, na construção do drama que os une, sem sacrificar o frenesi do gênero. Na verdade, O Profissional é aquele tipo de filme que tudo funciona com brilhantismo. O roteiro instiga do primeiro ao último minuto de projeção. Os protagonistas causam uma empatia quase que instantânea. Nós torcemos por aquela disfuncional amizade, entendemos os sentimentos de ambos, o desconforto do “travado” assassino, a paixão inocente da independente criança. Apesar da temática pesadíssima, Besson é astuto ao realçar a delicadeza do texto, ao valorizar a inocência da dupla, construindo uma comovente história de amizade\amor enquanto prepara o terreno para o seu catártico clímax.


O grande diferencial de O Profissional, entretanto, está nas magníficas performances. Longe de ser um ator de muitos recursos, Jean Reno entrega o trabalho da sua carreira ao traduzir o misto de ternura e frieza do seu Leon. Por outro lado, do alto dos seus 12 anos, a então estreante Natalie Portman exibe o lastro dramático que se tornaria recorrente na sua laureada filmografia na pele da impulsiva Mathilda. Sem nunca deixar de ser criança, ela cria uma protagonista ora madura e inquietante, ora frágil e afetuosa, um desempenho singular que, até hoje, segue sendo referência no que diz respeito as maiores atuações infantis da Sétima Arte. Todo grande filme de ação, porém, precisa de um vilão de respeito. E o que Gary Oldman faz aqui, meus amigos, é de tirar o chapéu. Dando vida a um policial corrupto, viciado e desequilibrado, o ator inglês assombra ao criar um tipo genuinamente assustador, uma figura letal e amoral que não titubeia em aniquilar àqueles que se colocarem no seu caminho. Sem medo de exagerar, Oldman investe pesado no ‘overacting’, uma performance física, visceral e indiscutivelmente original que, a meu ver, ajudou a redefinir o rumo da sua carreira. Prova disso é que, nos anos seguintes, ele se tornou o exemplo perfeito de antagonista em obras do porte de O Quinto Elemento (1997), Força Aérea Um (1997) e mais recentemente no subestimado O Livro de Eli (2010). Com impactantes sequências de ação, um argumento digno dos melhores elogios e um clímax explosivo, O Profissional colocou o gênero num novo rumo, se distanciando do escapismo oitentista ao se preocupar com elementos dramáticos, com o desenvolvimento de personagens e com o valor de produção.


- Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)


Nem só de vilões, porém, vivia Gary Oldman. Muito pelo contrário. O mesmo realizador capaz de encarar afetados antagonistas, nos anos seguintes foi o escolhido para injetar peso e humanidade a três das melhores franquias da última década. Foi assim como o dúbio Sirius Black no fantástico Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban (o melhor título desta célebre saga), com o complexo Dryfuss no magnífico Planeta dos Macacos: O Confronto e claro com o astuto comissário Gordon no extraordinário Batman: O Cavaleiro das Trevas. Um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos, o longa dirigido por Christopher Nolan revolucionou a estrutura do gênero ao aproximar Gotham de uma realidade extremamente possível. Com personagens memoráveis, um conflito denso e um argumento brilhantemente desenvolvido, o realizador conquistou os fãs e os não fãs ao construir um estreito elo entre os vilões Batman e Coringa. Numa opção corajosa, Nolan os tratou como semelhantes, como frutos de uma realidade corrosiva, realçando as motivações dos dois personagens enquanto constrói um tênue jogo de gato e rato. O altruísmo, aqui, ganhou uma conotação quase que política. A imagem do vigilante mascarado se tornou defasada.


Sem medo de arriscar, o que ficou bem claro na escalação do saudoso Heath Ledger (fantástico!) para o papel do Coringa, Nolan arrancou elogios ao se debruçar sobre a psique dos seus personagens, sobre o caos que os unia. E neste cenário em que o herói, movido pelo impulso e pelo seu já distorcido senso de justiça, parecia tentado a fazer o jogo do vilão, o argumento esbanja maturidade ao enfatizar o protagonismo dos tipos humanos. Do idealista Harvey Dent e do astuto Gordon. Enquanto o primeiro, interpretado com intensidade por Aaron Eckhart, reforça a carga dramática da obra num arco insinuante e surpreendente, o segundo surge como o fio condutor entre Batman e a realidade, uma espécie de voz da consciência em meio ao desequilíbrio ocasionado por este anárquico vilão. Alçado a posição de destaque, Oldman, assim como o restante do elenco, finca os “dois pés no chão” ao traduzir o senso de humanidade do seu personagem, ao encarar os seus conflitos com sutileza e uma ponta de fragilidade, se tornando uma peça chave dentro da película e da magnífica sequência final. Uma prova que, quando bem utilizado, o recurso da narração pode render cenas memoráveis. Contando ainda com espetaculares sequências de ação e uma sucessão de inesquecíveis frases de efeito, Batman: O Cavaleiro das Trevas é um filme de herói impactante, o mais perto que o gênero – até então – conseguiu chegar da aclamação do público e da crítica.


- O Destino de uma Nação (2018)


Interpretar uma célebre personalidade deve estar entre as missões mais difíceis para qualquer ator. Como se não bastasse a responsabilidade em entregar uma grande performance, o realizador se vê obrigado a respeitar o legado do biografado, os seus feitos e conquistas, um trabalho complexo que só os grandes costumam abraçar. Na pele de um dos homens mais importantes do século XX, Gary Oldman alcançou o ápice na sua carreira ao agarrar “com unhas e dentes” a oportunidade de interpretar o feroz Winston Churchill no elegante O Destino de Uma Nação. Sob a refinada batuta do diretor Joe Wright (Desejo e Reparação), inteligente ao perceber que esse era um dos chamados “filmes de atores”, o longa envolve ao reproduzir com energia e pulso narrativo os bastidores da decisiva operação Dínamo, uma manobra militar ousada que salvou a vida de quase 300 mil soldados ingleses encurralados na baia de Dunquerque. Fazendo um brilhante uso dos requintados cenários, capturados com sofisticação pela imersiva fotografia de Bruno Delbonnel, Wright nos coloca no centro da trama ao se debruçar sobre o jogo político por trás da ascensão de Churchill, o homem impetuoso e motivador escolhido para fazer o trabalho sujo. Embora o roteiro perca parte da sua força dentro do último ato, principalmente quando decide deixar tudo muito claro aos olhos do público e flertar com a ficção, o realizador acerta ao se concentrar quase que exclusivamente na figura do primeiro ministro britânico, ao propor um íntimo e comovente estudo de personagem.



Por mais que o talentoso elenco ganhe um merecido destaque, vide as ótimas presenças do trio Kristin Scott Thomas, Lilly James e Ben Mendelsohn, Wright esbanja maturidade ao realçar o fator humano em torno das decisões de Churchill, em colocá-lo no centro do seu show. Ao longo das fluídas duas horas de projeção conhecemos o marido zeloso, o empregador ranzinza, o orador ferino, o político astuto, o primeiro ministro corajoso, o homem inseguro, o inglês assustado, o lutador resiliente. Winston, mesmo longe das trincheiras, lutou na guerra, se expôs, sofreu, sucumbiu. Apesar da imponência do personagem, Wright é cuidadoso ao trata-lo como alguém errático, como um tipo forte que, apesar da sua inabalável confiança, relutava em aceitar o nebuloso destino da sua nação. Diante de um tipo multifacetado, Gary Oldman assombra em cena ao interiorizar a persona de Winston Churchill. Mesmo sob a pesada maquiagem, o talentoso ator inglês desfila o seu vasto repertório em cena ao compor esta riquíssima personalidade, encarando de frente a sua eloquência, a sua ironia e os seus enfáticos discursos com o vigor necessário para que, tal qual o povo inglês, o público pudesse experimentar\crer no viés motivacional das suas palavras. Além disso, graças ao memorável trabalho de iluminação, Oldman não encontra dificuldades para traduzir a imagem imponente de Churchill, para solidificar o mito em torno do personagem, um predicado valorizado pela expressiva direção de Joe Wright. Uma cinebiografia à altura deste herói (porque não) da 2ª Guerra Mundial, O Destino de Uma Nação encanta pela forma com que dilui as barreiras entre o homem e a legenda, reafirmando a sua importância dentro do conflito ao tratar a coragem como o adjetivo ideal para definir a figura de Winston Churchill.

Menção Honrosa


- Minha Amada Imortal (1994)


Possivelmente um dos trabalhos mais subestimados da carreira de Gary Oldman, Minha Amada Imortal é o tipo de cinebiografia exemplar. Num recorte envolvente e não linear, o longa escrito e dirigido pelo esquecido Bernard Rose (A Casa dos Sonhos, Candyman) envolve ao dissecar a persona de Ludwig Von Beethoven, o compositor virtuoso e complicado que escreveu seu nome na história da música com clássicos inesquecíveis e inesgotáveis. Transitando habilmente entre o pessoal e o profissional, o realizador desmistifica o homem para (re)construir o mito, se debruçando sobre os seus segredos ao tentar entender os conflitos mais íntimos do artista. Tomando generosas liberdades criativas, o argumento é inventivo ao estudar a personalidade de Beethoven a partir de um mistério, uma carta que revelaria uma relação desconhecida com uma mulher, a “amada imortal”. Na busca por respostas após a morte do músico, o seu fiel escudeiro Anton Felix Schindler (Jeroen Krabbé) decide atender ao último pedido do seu querido amigo, iniciando uma jornada reveladora que o aproximaria ainda mais do saudoso compositor. Apesar da abordagem por vezes ficcionalizada, Rose encanta ao “despir” Beethoven perante o público. Ao longo das fluídas duas horas de projeção, o realizador se encanta pelo gênio indomável, se irrita com o arrogante, se orgulha do mulherengo, se entristece com o solitário, se compadece com o deficiente, se frustra com o político, se revolta com o egoísta.


No embalo da magnífica trilha sonora, uma releitura dos principais clássicos de Beethoven costurados com maestria à trama, o diretor mostra o melhor e o pior do músico, reforçando – acima de tudo – o seu inabalável amor pela música. Recheado de sequências fantásticas, a cena em que o surdo Ludwin experimenta um novo piano é soberba, Rose é particularmente cuidadoso ao explorar o dilema máximo da sua vida, o impacto da deficiência na vida de um dos maiores artistas da era moderna. A dor é palpável. O sofrimento ganha a tela graças a maneira com que o longa usa o silêncio. Embora pese a mão em um ou dois momentos, Rose encontra na magnética performance de Gary Oldman a versatilidade necessária para imprimir os sentimentos do biografado na tela. Ora radiante, ora explosivo, ora vulnerável, o ator cria um Beethoven humano, um tipo inseguro que, ao longo da sua enxuta, mas celebre obra, expôs a sua verdade e com isso conquistou o respeito do público. Na verdade, esse é o grande trunfo de Minha Amada Imortal. Ao fazer jus ao legado de Ludwig von Beethoven, Bernard Rose permite que compreendemos a influência do maestro, o impacto da sua obra e o peso das experiências de vida que o ajudaram a compor algumas das suas inesgotáveis sinfonias.

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