terça-feira, 9 de outubro de 2018

Com quase três décadas de atraso, Hollywood “redescobre” o eclético Josh Brolin


Hoje é fácil colocar Josh Brolin entre os astros mais talentosos e versáteis de Hollywood. Só em 2018, o ator, que completou cinquenta anos no início deste ano, foi o tirano Thanos no gigantesco Vingadores: Guerra Infinita, roubou a cena como ‘badass’ Cable no irreverente Deadpool2, além de ter estrelado a continuação Sicário: Dia do Soldado e a comédia da Netflix Minha Primeira Caçada. Quem olha assim, entretanto, sequer desconfia de o quão turbulenta foi a jornada de Brolin até esta posição. Após estrear marcando uma importante presença em um dos filmes mais populares da década de 1980, ele experimentou o melhor e o pior do mundo do showbiz. Do frisson do sucesso à escassez de oportunidades. Dos problemas familiares ao vício em drogas e no álcool. “Qualquer pesadelo que os atores tenham sobre a pior coisa que poderia ocorrer a eles aconteceu comigo.”, confessou a estrela de Onde os Fracos Não tem Vez (2007) em entrevista recente a revista Esquire. Uma fase nebulosa que, felizmente, parece ter ficado para trás. Com quase três décadas de atraso em relação a sua promissora estreia, Josh Brolin finalmente colhe os frutos de uma resiliente carreira, sendo “redescoberto” por Hollywood graças ao seu carisma, o seu magnetismo másculo e a experiência adquirida ao longo da sua própria vida.

Josh Brolin ao lado do seu pai, James Brolin, em 1983 
Trazendo no sangue o DNA da atuação, Josh Brolin, filho do também ator James Brolin (Horror em Amytville), teve a estreia que qualquer grande realizador gostaria de ter. Sem qualquer experiência prévia, ele ganhou um papel coestrelar no fantástico Os Goonies (1985), um clássico instantâneo da década de 1980. Aos 16 anos, Brolin arrancou risadas ao viver o fortão Brandon Walsh (na foto abaixo), o típico irmão mais velho que, apesar da diferença de idade, topa entrar numa caça ao tesouro junto de uma esperta garotada para impedir que o prédio que eles moravam fosse demolido. Sucesso ao redor do mundo, Os Goonies marcou a infância de uma geração de fãs de cinema, consolidando a carreira dos protagonistas Sean Astin (O Senhor dos Anéis) e Corey Feldman (Os Garotos Perdidos). Um dos principais responsáveis pelo êxito deste clássico, o diretor Richard Donner, também a Esquire, não escondeu a sua surpresa ao ver que Josh não seguiu o bem-sucedido rumo dos seus jovens parceiros de set. “Eu me lembro de Josh ser popular com as garotas na pequena cidade do Oregon onde nós filmamos. (...) Dele dando trabalho ao professor de cena, e pensava que Goonies iria fazer Josh trilhar uma carreira de sucesso.”, admitiu o veterano realizador. O que se viu, entretanto, foi um cenário bem diferente. Paralelamente ao triunfo do longa, Josh Brolin teve que conviver com o divórcio dos pais e as consequências desta crise familiar. 


Expulso pela sua mãe - a também atriz e ativista animal Jane Cameron - do rancho em que vivia, o adolescente rebelde foi morar com o pai em Santa Barbara. Diante da negligência paterna, Josh Brolin encontrou “companhia” num grupo de “ratos de praia” autointitulados Cito Rats, uma reunião de jovens de diversas classes que, diante do desleixo familiar, encontraram no surf, no skate, no punk rock, nas drogas e nos pequenos crimes uma válvula de escape. “Nossos pais estavam fazendo o que quer que fosse. (...) Foi muita merda, cara. Nós batemos em nosso próprio tambor... Parecia realmente vir desse tipo de atitude antipopular - se você não se importa, por que deveríamos nos importar?" Senti como se eu tivesse que estar fisicamente no epicentro do que quer que fosse o “terremoto” na época, ou causando o terremoto”, confessou Brolin à revista Esquire. Ao The Guardian ele foi além e confidenciou que chegou a roubar para comprar drogas, entre elas algumas muito pesadas. "Eu tentei heroína", disse ele. "Isso soa tão horrível quando você coloca isso assim. Mas sim, eu tentei heroína. Quero dizer, eu nunca entrei nisso e nunca morri com isso, o que é uma coisa boa. Eu tive 19 amigos que morreram”. A heroína, definiu Brolin, não era para ele. “Foi uma experiência sem sentido. (...) Eu costumava pensar que você deveria tentar desconstruir tudo. Experimentar tudo. (...) Mas eu não acredito mais nisso. Ter aventuras é muito bom, mas uma imaginação pode compensar tudo isso. Essa é a maneira mais inteligente de ser. E isso mantém você fora de perigo.”, alertou o ator refletindo sobre um problema que seguiria lhe causando problemas na década seguinte.

Brolin em Mutação (1997)
Neste cenário instável, Josh Brolin não demorou muito para experimentar o lado B de Hollywood. Apesar do sucesso de Os Goonies, o que se viu foram ofertas para filmes questionáveis e oportunidade nas séries de TV. Isso, é bom frisar, numa época em que o segmento não tinha o prestígio dos dias de hoje. Tudo o que ele conseguiu neste período no cinema foi o papel de protagonista no irrelevante Os Skatistas (1986). Neste meio tempo, porém, Brolin se “refugiou” no mercado televisivo, em projetos de pequeno\médio porte do nível de Private Eye (1987-1988), Os Jovens Cowboys (1989-1992) e Winetka Road (1994). Entre (poucos) altos e (muitos) baixos, o ator flertou com a aposentadoria artística por volta dos vinte anos, o que o levou a dedicar parte do seu tempo ao ramo mercadológico durante quase três anos. Mas ele não desistiu, mesmo diante de uma série de novos problemas familiares. Em 1994, Brolin se divorciou da sua primeira esposa, Alice Aidar. Em 1995, ele perdeu a sua mãe num acidente de carro. As drogas voltaram a ser um fantasma presente. Após enfrentar uma pequena intervenção dos amigos mais próximo, Brolin decidiu procurar ajuda. Se reabilitar. Uma “iniciativa” que ajudou a movimentar a sua combalida carreira até então. De volta ao cinema, o ator ganhou uma chance do então promissor diretor David O. Russel (Trapaça) na comédia Procurando Encrenca (1996). Um papel de coadjuvante, é verdade, mas que o colocou de volta no radar de Hollywood. No ano seguinte, por exemplo, ele ganhou uma oportunidade um pouco maior no subestimado Mutação (1997), um filme de monstros de pequena escala que, apesar da desastrosa interferência dos produtores, comprovou a originalidade do estreante em solo norte-americano Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno). O insucesso comercial da película, no entanto, pouco ajudou, o mantendo numa zona de filmes medíocres até a primeira metade dos anos 2000, vide os pífios Mod Squad: O Filme (1999) e Fúria Urbana (1999).


Algo, entretanto, seguia o colocando na mira dos grandes realizadores. Mesmo sem grandes papéis relevantes prévios, Josh Brolin cruzou o caminho do cultuado Paul Verhoeven no detonado (mas divertido) O Homem sem Sombra (2000), de Woody Allen no esquecível Melinda e Melinda (2004) e de Quentin Tarantino no autoral projeto Grindhouse (2007). Ao The Guardian, ele admitiu não compreender os motivos que o levaram a trabalhar com diretores tão gabaritados. “Eu nunca entendi porque as pessoas me oferecem papéis, seja Oliver Stone ou Gus Van Sant. Eu não sou o cara típico e bonito. Eu sou forte e “ossudo” e eles estavam (pensando) tipo, esse é o cara pelo qual esperamos. Quem, eu? Não importava para eles que tipo de valor ou financiamento eu trouxe, apenas que eu era o cara certo para o papel. Isso foi legal.", revelou Brolin, que, ao The Esquire, se auto intitulou ironicamente como o “Srº Cabeça de Batata dos atores”. Curiosamente, aliás, foi num destes trabalhos que finalmente surgiu a chance da sua carreira. Após quase duas décadas de filmes medianos e um status no máximo coestrelar, Josh Brolin, num bate papo amistoso com o saudoso ator Sam Shepard durante as filmagens de Planeta Terror, descobriu que os irmãos Ethan e Joel Coen estavam adaptando para o cinema o cultuado livro No Country for Old Man. Num impulso, ele correu atrás da obra, a leu em poucos dias e se interessou pelo papel do vilão Chigurh. Mesmo sem ser convidado para um teste, Brolin decidiu arregaçar as suas mangas. Embora consciente do tamanho do projeto, e da sua falta de “status” na época, ele decidiu gravar uma fita teste. Pediu uma câmera emprestada para Robert Rodriguez (Pequenos Espiões) e, sob a direção do próprio Tarantino, gravou uma audição improvisada. Um esforço recompensado. Contrariando as suas próprias expectativas, a ‘tape’ chegou nas mãos dos Coen’s, Brolin passou por uma leitura (desta vez oficial) e ganhou o papel do protagonista, o sortudo de bom coração Llewyn (foto acima), no magnífico Onde os Fracos Não tem Vez (2007). Numa das melhores produções da década passada, o ator finalmente pode mostrar o seu até então pouco explorado talento numa obra desafiadora, um faroeste moderno e imprevisível que, merecidamente, se tornou um estrondoso sucesso de crítica, culminando no Oscar de Melhor Filme de 2008. Os vinte anos de espera por um grande personagem foram devidamente recompensados.


Tal qual no início da sua carreira, Josh Brolin viu a sua vida mudar da noite para o dia num tempo muito curto. Desta vez, porém, a curva foi ascendente. Impulsionado pelo triunfo do seu último trabalho, ele viu o seus status subir de patamar. Ao The Guardian, o ator refletiu sobre o quão rara foi essa repentina e inesperada guinada. “Eu sou uma anomalia, eu sei disso. Eu estava vivendo na obscuridade profissional por muito tempo - não era uma coisa ruim, eu estava muito feliz, ganhando a vida - mas agora sou o cara que mudou tardiamente na vida. Eu estava fazendo o trabalho, não mudei nada, só fiz um filme que as pessoas viram. Essa é a diferença. O ponto é: trabalhando com Joel e Ethan (Coen), você chega a filmes nos quais tem orgulho de estar.”, constatou Brolin. Nos anos seguintes, realmente, vieram papeis de destaque em títulos como o ótimo No Vale das Sombras (2007), o robusto O Gangster (2007), o elogiado W. (2008) e o denso Milk (2008). Neste último, aliás, Josh Brolin conseguiu a sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante na pele do retrogrado\violento Dan White (foto acima). Após trabalhar novamente com Woody Allen no insosso Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos (2010), no entanto, o versátil ator voltou a dar alguns passos para trás na sua primeira empreitada no universo do blockbuster. No genérico Jonah Hex (2010), Brolin se esforçou para encarnar o caubói com poderes sobrenaturais, mas o que se viu foi uma adaptação fracassada e distante do material de origem. Diferente da sua parceira de cena, a limitada Megan Fox, que, pouco tempo depois do lançamento do longa, foi enfática ao dizer que “ninguém deveria ver o filme”, Brolin não parece ter se arrependido de ter protagonizado este fiasco de quase US$ 50 milhões de orçamento. "As pessoas falam para mim coisas como 'Gosto muito da sua filmografia, gosto das suas escolhas'. Acho isso muito legal. Faria Jonah Hex novamente. O resultado final não me agrada, mas acredito de verdade que existe um bom filme ali. Minha intenção era boa. Não dá para ser perfeito, você apenas faz o seu melhor.", revelou o ator ao site Comic Book Resource.


A imagem negativa, porém, durou pouco. Bem pouco. No mesmo ano, sob a laureada batuta dos irmãos Coen, Josh Brolin voltou a se colocar entre os melhores na fantástica adaptação de Bravura Indômita (2010). Dando vida ao ardiloso Tom Channey (foto acima), um fora da lei que entra na mira de uma vingativa jovem (Hailee Steinfeld) e de um beberrão caçador de recompensas (Jeff Bridges), ele antagonizou um remake exemplar, retornando ao caminho das grandes premiações num filme indicado a 10 Oscars. Daí em diante o que se viu foi um Josh Brolin consciente das suas ecléticas pretensões. Dono de uma feição forte que, aliada ao seu radiante carisma, o transformou num sinônimo de personagem imponente, ele evitou se levar tão a sério na escolha dos seus próximos papeis. Para cada Matt Graver, o ferino agente da CIA do brilhante Sicario: Terra de Ninguém (2013), surgia um jovem Agente K do espirituoso MIB: Homens de Preto 3 (2013). Para cada Frank, o prisioneiro fugitivo apaixonado do subestimado Refém da Paixão (2013), surgia um consternado Eddie Manix da comédia de erros Ave, César! (2016). Embora tenha vacilado aqui ou ali, vide o dispensável remake do hit sul-coreano Old Boy (2013) e a esquecível continuação Sin City: Dama Fatal (2014), Brolin compensou com a sua humana performance no nervoso filme catástrofe Evereste (2015) e o seu comovente trabalho no drama biográfico Homens de Coragem (2017). Uma sucessão de trabalhos sólidos que, outra vez, o colocou no caminho dos grandes blockbusters. Desta vez, no entanto, ele não deixou a oportunidade passar. E olha que o processo foi bem mais longo do que ele esperava. Parte da engenhosa engrenagem do Universo Cinematográfico da Marvel, Brolin viu o seu Thanos ser “montado” em partes. Uma pequena ponta em Guardiões da Galáxia (2014), outra em Vingadores: A Era de Ultron (2015). Tudo minuciosamente preparado para o lançamento do épico Vingadores: Guerra Infinita (2018), o filme mais ambicioso e impactante do MCU. Na pele do titã louco, o destruídor de mundos, Brolin cria um dos antagonistas mais complexos nestes dez anos de Marvel Studios, fazendo jus as expectativas ao extrair a humanidade de um tipo com múltiplas camadas. Ao site Screen Rant, ele celebrou esta grande oportunidade e confessou que não esperava ter gostado tanto de participar deste projeto. “Eu amo trabalhar nos Vingadores. Eu não achei que ia e eu realmente amei. Eu gosto de interpretar esse personagem. É um tipo apocalíptico e é divertido, mas você sabe, eu não sei. Eu não sei o que o futuro reserva. Eu fui pego de surpreso durante toda a minha carreira, então vamos ver.”, divagou Brolin evitando soltar qualquer spoiler sobre o futuro do vilão.


Surfando a maior onda da sua vida, Josh Brolin não titubeou ao, durante as filmagens de Guerra Infinita, fechar contrato com a Fox para interpretar o viajante do futuro Cable no extravagante Deadpool 2. Um personagem que, desde a cena pós-crédito do primeiro longa, já era muito aguardado pelos fãs dos quadrinhos. Parte de duas das mais lucrativas franquias da atualidade, o ator redefiniu novamente o status da sua carreira, voltando, três décadas depois do fenômeno Os Goonies, a “dialogar” com o grande público. E ele soube valorizar como poucos a oportunidade. Um entusiasta do Instagram, Brolin tornou pública a sua preparação para o ranzinza viajante do futuro, conquistando a atenção da mídia especializada a cada foto publicada. O frisson foi instantâneo. Antes mesmo da divulgação do primeiro trailer, o seu personagem já era a peça mais aguardada da continuação, se tornando um dos elementos chaves para o sucesso desta irreverente produção. Ao site Dan of Geek, entretanto, Brolin foi enfático ao não enxergar grandes diferenças entre trabalhar num Deadpool 2 ou num dos seus inúmeros filmes B. Segundo ele, a sua dedicação sempre foi a mesma, independentemente das cifras envolvidas no projeto. “Eu já disse isso antes, mas as pessoas perguntaram "como foi ter feito um trabalho nota cinco quando você está fazendo um trabalho nota 10 agora?". E eu digo "quem diabos disse que o meu trabalho era nota 5?!" Foi o melhor trabalho que pude fazer na época e agora continuo fazendo o melhor que posso. (...) Quando trabalhei com os (irmãos) Coen em Onde Os Fracos Não Tem Vez, em Bravura Indômita e em Ave, César! lembro-me de ter ido ao (hotel) Caesar no primeiro dia e ficar aterrorizado, pensando que não conseguiria! Mas eu sabia que tinha a confiança dos meus superiores na maior parte do tempo. (..) Eu sempre sinto a pressão para executar e para utilizar minha imaginação e qualquer habilidade que eu tenho. Mas acho que a diferença entre o filme de US$ 1 milhão e o filme de US$ 500 milhões é a mesma para mim.”, sintetizou um ator que, até pouco tempo atrás, convivia com salários bem abaixo da média paga aos grandes de Hollywood.

Josh Brolin como o Titã Thanos
Após quase duas décadas se dedicando a produções menores, convivendo com as dificuldades e a constante luta por papeis melhores, Josh Brolin conseguiu algo bem raro em Hollywood. Embora parte de uma engrenagem maior, o ator se viu no centro de duas produções que, juntas, renderam mais de US$ 2,7 bilhões nas bilheterias ao redor do mundo. Uma triunfante volta por cima que, segundo o próprio ator, se deu de forma natural, sem grandes pressões, desilusões ou sofrimento. “Dito isto, alguém como eu, que não foi descoberto até o final dos 30 anos, começo dos 40 anos. Não importa. Eu estava fazendo o que estava fazendo. Eu nunca fui amargo. Eu acho que a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa é ela se tornar amarga por não ser descoberta. Por que o que é ser descoberto? Mais dinheiro? Mais julgamento? Pode realmente ser horrível. Eu vi pessoas serem descobertas, depois desapareceram dentro de dois anos e elas não estão mais fazendo nada criativo. Porque eles têm essa expectativa em torno da descoberta e o que isso significa. Eu me sentia bem em ser apenas um ator trabalhador e ser capaz de viver do que eu estava ganhando. Mas eu assisti meu filho passar por isso. Ele é um artista incrível, mas nunca vendeu pinturas. Eu sei que é uma luta. Eu sei que a grama sempre parece mais verde do outro lado, mas se você é um criador, basta criar.”, sintetizou o ator, ao site Dan of Geek. Uma postura que, de fato, se refletiu muito sobre a sua trajetória profissional. Após enfrentar desde cedo as sequelas impostas pelo frenesi da indústria do entretenimento, Josh Brolin parece ter buscado nas suas próprias experiências de vida o combustível para se tornar um ator melhor. Sem grandes rancores ou mágoas, ele passou a imprimir em tela a verdade de alguém que realmente viveu, que caiu e se reergueu, se tornando um realizador que, embora tenha nascido numa família de atores, preferiu se dedicar muito mais ao show do que propriamente ao biz.

Um comentário:

Anônimo disse...

Uau! Que texto sensacional! Riquíssimo em pesquisas e referências! Obrigada! Realmente admirável sua dedicação em escrever tão bem e com tamanha atenção! Sucesso!