Chegou a hora. Após um ano cinematográfico realmente interessante, com destaque máximo para os estrondosos blockbusters, neste Top 10 reunirei os filmes que mais me agradaram em 2015. Desta forma, procurando sempre valorizar elementos como a qualidade visual, as atuações e a capacidade de entreter, a lista englobará os longas que pude assistir lançados comercialmente em solo brasileiro neste ano. Dito isso, começamos com...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Top 10 (Melhores Filmes de 2015)
Chegou a hora. Após um ano cinematográfico realmente interessante, com destaque máximo para os estrondosos blockbusters, neste Top 10 reunirei os filmes que mais me agradaram em 2015. Desta forma, procurando sempre valorizar elementos como a qualidade visual, as atuações e a capacidade de entreter, a lista englobará os longas que pude assistir lançados comercialmente em solo brasileiro neste ano. Dito isso, começamos com...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
As Sufragistas
Carey Mulligan dita o tom deste contundente grito de igualdade
Inspirado em fatos, As Sufragistas foge do lugar comum ao transformar um poderoso relato histórico numa mensagem de igualdade atual e infelizmente necessária. Sob a batuta nervosa da diretora Sarah Gravon, impecável ao escancarar a covardia e o sacrifício por trás da luta pelo direito ao voto feminino no início do século XX, o longa tira proveito deste cenário naturalmente opressor para dialogar com temas e situações ainda hoje em evidência. Através de uma personagem nada idealista, interpretada com maestria por Carey Mulligan, Gravon é habilidosa ao questionar o papel da mulher na sociedade, levantando uma bandeira contra a violência, o assédio e a desvalorização profissional em pleno século XXI. No momento em que se volta para os tipos masculinos, no entanto, a película não mostra a mesma inspiração, perdendo parte da sua força ao fazer do maniqueísmo um aliado totalmente dispensável.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Top 10 (Filmes para se sentir Bem)
Entrando no clima das festas de fim de ano, neste Top 10 Cinemaniac vamos lembrar de alguns dos mais legais "filmes para se sentir bem". Afinal de contas, após um ano reconhecidamente problemático para nós brasileiros, um bom "feel good movie" pode ser uma excelente opção para levantar o astral às vésperas dos festejos natalinos. Dito isso, neste especial do Cinemaniac confira uma lista com dez dos nossos prediletos "filmes para se sentir bem". E começamos com...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Academia divulga nova lista com os longas pré-selecionados para o Oscar de Efeitos Visuais
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou agora a pouco os dez longas pré-selecionados para a disputa do Oscar de Melhor Efeitos Visuais. Como o esperado, títulos como Mad Max: Estrada da Fúria, Vingadores: A Era de Ultron, Perdido em Marte, Star Wars: O Despertar da Força e Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros marcam presença na lista. Já entre as surpresas, lançado diretamente em DVD no Brasil o Sci-Fi independente Ex-Machina: Instinto Artificial surge como uma das boas novidades, marcando presença em meio a gigantescos blockbusters. Vale lembrar que os indicados ao Oscar 2016 serão anunciados no dia 14 de Janeiro. Confira abaixo a lista com os dez pré-selecionados e clique nos links para ler as nossas opiniões sobre os longas.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Star Wars: O Despertar da Força
Uma continuação com cara de 'reboot', mas alma original
Grandioso do início ao fim, Star Wars: O Despertar da Força não é só o longa que os fãs de Luke, Han Solo e da Princesa Leia esperavam. Na verdade, esta audaciosa sequência simboliza o resgate do espírito aventureiro que transformou a franquia num dos maiores fenômenos - senão o maior - da cultura pop mundial. Completamente fiel à trilogia clássica, o longa dirigido por J.J Abrams nos leva a euforia ao buscar nas origens as ferramentas para atualizar a série, encontrando no icônico Uma Nova Esperança (1977) a inspiração necessária para introduzir os incríveis novos personagens. Impecável ao interligar o passado e o presente da saga, Abrams - no seu trabalho mais ousado - faz deste encontro de gerações o principal trunfo do Episódio VII, reacendendo o frenesi em torno de Star Wars ao nos brindar com uma película empolgante, visualmente primorosa e ingenuamente divertida. Uma epopeia espacial com cara de 'reboot', mas alma completamente original.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Pegando Fogo
Visualmente apetitoso, narrativamente morno
No embalo dos populares reality shows gastronômicos, reconhecidos por seus raivosos Chefs e pelos requintados cardápios, Pegando Fogo surge como uma ritmada "dramédia" que carece daquele raro tempero original. Dirigido pelo competente John Wells, do ácido Álbum de Família, o longa tira o máximo proveito deste pano de fundo culinário ao acompanhar a volta por cima de um instável chefe de cozinha, nos oferecendo uma película visualmente apetitosa, mas narrativamente morna. Atrapalhado pelo exagerado número de personagens, uns desenvolvidos de maneira satisfatória, outros sem qualquer tipo de profundidade, o realizador norte-americano encontra no talentoso elenco, capitaneado pelo carismático Bradley Cooper, o ingrediente que faltava para contornar alguns destes problemas, tornando a jornada de redenção do protagonista honesta e inegavelmente divertida. Ainda assim, a impressão que fica é que a película realmente ganha sabor quando resolve mostrar a feroz rotina de um grupo de cozinheiros dentro de um luxuoso restaurante.
Através de cortes rápidos e da esperta montagem, John Wells nos conduz por um criativo passeio gastronômico ao se concentrar tanto na preparação dos refinados pratos, daqueles de aparência deliciosa, quanto na incansável busca de um Chef pelo tempero perfeito. Disposto a capturar os detalhes culinários, por diversas vezes os ingredientes chegam a dividir o protagonismo com o elenco, Wells é igualmente habilidoso ao reproduzir o clima de tensão nos bastidores de um restaurante de luxo, transformando o ato de cozinhar numa espécie virtuosa e obsessiva de expressão artística. Uma pena que o irregular argumento assinado por Steve Knight não esteja no mesmo nível. Responsável pelo excelente Senhores do Crime (2007), o roteirista tropeça na sua própria megalomania, esvaziando interessantes subtramas ao abrir espaço para tipos dispensáveis em situações mal desenvolvidas. Desta forma, Pegando Fogo narra a história de Adam Jones (Cooper), um talentoso chef de cozinha que decide voltar a Londres após um longo afastamento. Após superar o vício nas drogas e no álcool, ele sonha com a terceira estrela no guia Michelin, um feito que segundo um dos personagens o transformaria no "mestre Yoda das cozinhas". Contando com a ajuda do zeloso Tony (Daniel Brühl), Adam ganha uma nova chance quando um antigo amigo decide o colocar no comando do seu restaurante. Ao lado do seu fiel escudeiro Max (Riccardo Scamarcio), do prodígio David (Sam Keeley), do ex-parceiro Michel (Omar Sy) e da independente Helene (Sienna Miller), o arrogante Chef colocará a sua reputação em cheque ao perceber que o seu retorno não foi tão bem dirigido por velhos conhecidos.
Apesar dos problemas já citados, Pegando Fogo deixa uma excelente impressão durante o envolvente primeiro ato. No melhor estilo filme de assalto, a montagem da equipe de Adam merece elogios, evidenciando o cuidado de John Wells ao introduzir os muitos personagens. Com agilidade e segurança, o diretor os integra naturalmente à trama, revelando através deles informações importantes sobre o passado deste indomável Chef. Equilibrando o início da jornada de redenção do protagonista, com o frenesi em torno da inauguração do restaurante, me arrisco a dizer que a película atinge o seu ápice em sua primeira meia hora, justamente no momento em que Adam explode e revela o quão insuportável pode ser este ambiente de trabalho. Isso porque a partir daí, o argumento nitidamente perde o foco, seguindo um caminho convencional ao explorar não só a aproximação amorosa envolvendo Adam e Helena, mas também as consequências desta volta a velha profissão. Com um exagerado número de coadjuvantes em mãos, Wells não consegue desenvolver todas as subtramas com a mesma convicção, ofuscando algumas situações por si só atraentes. Pra ser bem objetivo, apesar da inegável química entre Bradley Cooper e Sienna Miller, este par romântico não se revela mais divertido do que a curiosa relação do Chef com o fiel Tony (interpretado com espirituosidade por Daniel Brühl), nem mais intenso do que o reencontro com a misteriosa Anne Marie (Alicia Vikander, numa participação pontual), nem mais vibrante do que a rivalidade com o igualmente talentoso Reece (Matthew Rhys). Felizmente, John Wells parece ter percebido isso a tempo, retirando destes três arcos algumas das sequências mais memoráveis do longa.
Nenhum destes deslizes, porém, incomoda tanto quanto a excessiva condescendência com a egocêntrica figura de Adam. Ainda que Bradley Cooper torne crível o misto de sonho e obsessão do Chef, entregando uma performance sincera e confiante, o seu personagem é exageradamente protegido pelo roteiro, encontrando sempre um ombro amigo nas situações adversas. Até na sequência mais particular do segundo ato, quando uma bem construída reviravolta parecia indicar um desfecho maduro, tudo conspira convenientemente à favor do protagonista, tornando a sua mudança de temperamento repentina e mal desenvolvida. Ao menos a volta por cima de Adam Jones é concluída de maneira mais inspirada, ganhando uma aura inesperadamente singela ao se distanciar - na medida do possível - dos clichês gênero. Funcionando melhor quando revela os bastidores da alta gastronomia, Pegando Fogo cumpre as expectativas ao mostrar a paixão de um homem pela culinária. Mesmo subaproveitando nomes como os de Emma Thompson, Uma Thurman e Lily James, o longa supera os vacilos do roteiro ao nos servir uma mistura de elementos de aparência requentada, mas que ganha um sabor especial graças a condução elegante de John Wells e ao talento de nomes como os de Daniel Brühl, Sienna Miller e Bradley Cooper.
Através de cortes rápidos e da esperta montagem, John Wells nos conduz por um criativo passeio gastronômico ao se concentrar tanto na preparação dos refinados pratos, daqueles de aparência deliciosa, quanto na incansável busca de um Chef pelo tempero perfeito. Disposto a capturar os detalhes culinários, por diversas vezes os ingredientes chegam a dividir o protagonismo com o elenco, Wells é igualmente habilidoso ao reproduzir o clima de tensão nos bastidores de um restaurante de luxo, transformando o ato de cozinhar numa espécie virtuosa e obsessiva de expressão artística. Uma pena que o irregular argumento assinado por Steve Knight não esteja no mesmo nível. Responsável pelo excelente Senhores do Crime (2007), o roteirista tropeça na sua própria megalomania, esvaziando interessantes subtramas ao abrir espaço para tipos dispensáveis em situações mal desenvolvidas. Desta forma, Pegando Fogo narra a história de Adam Jones (Cooper), um talentoso chef de cozinha que decide voltar a Londres após um longo afastamento. Após superar o vício nas drogas e no álcool, ele sonha com a terceira estrela no guia Michelin, um feito que segundo um dos personagens o transformaria no "mestre Yoda das cozinhas". Contando com a ajuda do zeloso Tony (Daniel Brühl), Adam ganha uma nova chance quando um antigo amigo decide o colocar no comando do seu restaurante. Ao lado do seu fiel escudeiro Max (Riccardo Scamarcio), do prodígio David (Sam Keeley), do ex-parceiro Michel (Omar Sy) e da independente Helene (Sienna Miller), o arrogante Chef colocará a sua reputação em cheque ao perceber que o seu retorno não foi tão bem dirigido por velhos conhecidos.
Apesar dos problemas já citados, Pegando Fogo deixa uma excelente impressão durante o envolvente primeiro ato. No melhor estilo filme de assalto, a montagem da equipe de Adam merece elogios, evidenciando o cuidado de John Wells ao introduzir os muitos personagens. Com agilidade e segurança, o diretor os integra naturalmente à trama, revelando através deles informações importantes sobre o passado deste indomável Chef. Equilibrando o início da jornada de redenção do protagonista, com o frenesi em torno da inauguração do restaurante, me arrisco a dizer que a película atinge o seu ápice em sua primeira meia hora, justamente no momento em que Adam explode e revela o quão insuportável pode ser este ambiente de trabalho. Isso porque a partir daí, o argumento nitidamente perde o foco, seguindo um caminho convencional ao explorar não só a aproximação amorosa envolvendo Adam e Helena, mas também as consequências desta volta a velha profissão. Com um exagerado número de coadjuvantes em mãos, Wells não consegue desenvolver todas as subtramas com a mesma convicção, ofuscando algumas situações por si só atraentes. Pra ser bem objetivo, apesar da inegável química entre Bradley Cooper e Sienna Miller, este par romântico não se revela mais divertido do que a curiosa relação do Chef com o fiel Tony (interpretado com espirituosidade por Daniel Brühl), nem mais intenso do que o reencontro com a misteriosa Anne Marie (Alicia Vikander, numa participação pontual), nem mais vibrante do que a rivalidade com o igualmente talentoso Reece (Matthew Rhys). Felizmente, John Wells parece ter percebido isso a tempo, retirando destes três arcos algumas das sequências mais memoráveis do longa.
Nenhum destes deslizes, porém, incomoda tanto quanto a excessiva condescendência com a egocêntrica figura de Adam. Ainda que Bradley Cooper torne crível o misto de sonho e obsessão do Chef, entregando uma performance sincera e confiante, o seu personagem é exageradamente protegido pelo roteiro, encontrando sempre um ombro amigo nas situações adversas. Até na sequência mais particular do segundo ato, quando uma bem construída reviravolta parecia indicar um desfecho maduro, tudo conspira convenientemente à favor do protagonista, tornando a sua mudança de temperamento repentina e mal desenvolvida. Ao menos a volta por cima de Adam Jones é concluída de maneira mais inspirada, ganhando uma aura inesperadamente singela ao se distanciar - na medida do possível - dos clichês gênero. Funcionando melhor quando revela os bastidores da alta gastronomia, Pegando Fogo cumpre as expectativas ao mostrar a paixão de um homem pela culinária. Mesmo subaproveitando nomes como os de Emma Thompson, Uma Thurman e Lily James, o longa supera os vacilos do roteiro ao nos servir uma mistura de elementos de aparência requentada, mas que ganha um sabor especial graças a condução elegante de John Wells e ao talento de nomes como os de Daniel Brühl, Sienna Miller e Bradley Cooper.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Que Horas ela Volta? é indicado ao Critics Choice Awards (Atualizado)
Aclamado pela mídia internacional, o longa brasileiro Que Horas ela Volta? foi indicado ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Critics Choice Awards. Estrelado pela atriz e apresentadora Regina Casé, o longa dirigido por Anna Muylaert concorre com o chinês o chinês A Assassina, o austríaco Boa Noite, Mamãe, o francês Cinco Graças e o húngaro Filho de Saul. Na lista organizada por críticos dos EUA e do Canadá, Mad Max - Estrada da Fúria saiu na frente com 13 indicações, seguido de perto por Carol, Perdido em Marte e O Regresso com 9 nomeações. Ainda entre os cotados ao Oscar, Spotlight: Segredos Revelados recebeu oito indicações e A Grande Aposta apareceu em sete categorias. (Atualizado) Uma semana após a divulgação dos indicados, os membros votantes do CCA decidiram adicionar Star Wars: O Despertar da Força entre os nomeados ao prêmio de Melhor Filme. Na verdade, isso aconteceu porque a estreia mundial do longa só aconteceu no dia 17 de dezembro, dois dias depois do anúncio dos indicados. Como as sessões para imprensa foram limitadas, os votantes se reuniram e votaram a favor da adição do longa aos "48 minutos do segundo tempo". Confira abaixo a lista de indicados nas categorias relacionadas ao Cinema. Vale lembrar que a cerimônia de entrega do Critics Choice Awards acontece no dia 17 de janeiro.
MELHOR FILME
"A Grande Aposta"
"Ponte dos Espiões"
"Brooklyn"
"Carol"
"Mad Max: Estrada da Fúria"
"Perdido em Marte"
"O Regresso"
"O Quarto de Jack"
"Sicario: Terra de Ninguém"
"Spotlight: Segredos Revelados"
"Star Wars: O Despertar da Força"
MELHOR ATOR
Bryan Cranston – "Trumbo"
Matt Damon – "Perdido em Marte"
Johnny Depp – "Aliança do Crime"
Leonardo DiCaprio – "O Regresso"
Michael Fassbender – "Steve Jobs"
Eddie Redmayne – "A Garota Dinamarquesa"
MELHOR ATOR JOVEM
Abraham Attah -"Beasts of no nation"
RJ Cyler - "Eu, você e a garota que vai morrer"
Shameik Moore - "Dope - Um Deslize Perigoso"
Milo Parker - "Sr. Holmes"
Jacob Tremblay - "O Quarto de Jack"
Abraham Attah -"Beasts of no nation"
RJ Cyler - "Eu, você e a garota que vai morrer"
Shameik Moore - "Dope - Um Deslize Perigoso"
Milo Parker - "Sr. Holmes"
Jacob Tremblay - "O Quarto de Jack"
MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett – "Carol"
Brie Larson – "O Quarto de Jack"
Jennifer Lawrence – "Joy: O Nome do Sucesso"
Charlotte Rampling – "45 Anos"
Saoirse Ronan – "Brooklyn"
Charlize Theron – "Mad Max: Estrada da Fúria"
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paul Dano – "Love & Mercy"
Tom Hardy – "O Regresso"
Mark Ruffalo – "Spotlight: Segredos Revelados"
Mark Rylance – "Ponte dos Espiões"
Michael Shannon – "99 Homes"
Sylvester Stallone – "Creed: Nascido Para Lutar"
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jennifer Jason Leigh – "Os Oito Odiados"
Rooney Mara – "Carol"
Rachel McAdams – "Spotlight: Segredos Revelados"
Helen Mirren – "Trumbo"
Alicia Vikander – "A Garota Dinamarquesa"
Kate Winslet – "Steve Jobs"
MELHOR ELENCO
Cate Blanchett – "Carol"
Brie Larson – "O Quarto de Jack"
Jennifer Lawrence – "Joy: O Nome do Sucesso"
Charlotte Rampling – "45 Anos"
Saoirse Ronan – "Brooklyn"
Charlize Theron – "Mad Max: Estrada da Fúria"
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paul Dano – "Love & Mercy"
Tom Hardy – "O Regresso"
Mark Ruffalo – "Spotlight: Segredos Revelados"
Mark Rylance – "Ponte dos Espiões"
Michael Shannon – "99 Homes"
Sylvester Stallone – "Creed: Nascido Para Lutar"
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jennifer Jason Leigh – "Os Oito Odiados"
Rooney Mara – "Carol"
Rachel McAdams – "Spotlight: Segredos Revelados"
Helen Mirren – "Trumbo"
Alicia Vikander – "A Garota Dinamarquesa"
Kate Winslet – "Steve Jobs"
MELHOR ELENCO
A Grande Aposta
Os Oito Odiados
Spotlight - Segredos Revelados
Straight Outta Compton: A História do N.W.A.
Trumbo
MELHOR DIRETOR
Todd Haynes – "Carol"
Alejandro González Iñárritu – "O Regresso"
Tom McCarthy – "Spotlight: Segredos Revelados"
George Miller – "Mad Max: Estrada da Fúria"
Ridley Scott – "Perdido em Marte"
Steven Spielberg – "Ponte dos Espiões"
MELHOR FILME DE AÇÃO
Velozes e Furiosos 7
Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros
Mad Max: Estrada da Fúria
Missão Impossível: Nação Secreta
Sicario
MELHOR ATOR EM FILME DE AÇÃO
Daniel Craig – 007 Contra Spectre
Tom Cruise – Missão Impossível: Nação Secreta
Tom Hardy – Mad Max: Estrada da Fúria
Chris Pratt – Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros
Paul Rudd – Homem-Formiga
MELHOR ATRIZ EM FILME DE AÇÃO
Emily Blunt – Sicario
Rebecca Ferguson – Missão Impossível: Nação Secreta
Bryce Dallas Howard – Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros
Jennifer Lawrence – Jogos Vorazes: A Esperança - O Final
Charlize Theron – Mad Max: Estrada da Fúria
EFEITOS ESPECIAIS
"Ex-Machina: Instinto Artificial"
"Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros"
"Mad Max: Estrada da Fúria"
"Perdido em Marte"
"O Regresso"
"A Travessia"
MELHOR ANIMAÇÃO
"Anomalisa"
"O Bom Dinossauro"
"Divertida Mente"
"Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme"
"Shaun: O Carneiro"
"Ex-Machina: Instinto Artificial"
"Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros"
"Mad Max: Estrada da Fúria"
"Perdido em Marte"
"O Regresso"
"A Travessia"
MELHOR ANIMAÇÃO
"Anomalisa"
"O Bom Dinossauro"
"Divertida Mente"
"Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme"
"Shaun: O Carneiro"
MELHOR COMÉDIA
A Grande Aposta
Divertidamente
Joy
Irmãs
A Espiã que Sabia de Menos
Descompensada
MELHOR ATOR DE COMÉDIA
Christian Bale – A Grande Aposta
Steve Carell – A Grande Aposta
Robert De Niro – Um Senhor Estagiário
Bill Hader – Descompensada
Jason Statham – A Espiã que Sabia de Menos
MELHOR ATRIZ DE COMÉDIA
Tina Fey – Irmãs
Jennifer Lawrence – Joy
Melissa McCarthy – A Espiã que Sabia de Menos
Amy Schumer – Descompensada
Lily Tomlin – Grandma
MELHOR FILME DE SCI-FI\TERROR
Ex-Machina: Instinto Artificial
Corrente do Mal
Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"A Assassina" (China)
"Boa Noite, Mamãe" (Áustria)
"Cinco Graças" (França)
"Que Horas Ela Volta?" (Brasil)
"O Filho de Saul" (Hungria)
MELHOR DOCUMENTÁRIO
"Amy"
"Cartel Land"
"Going Clear: Scientology and the Prison of Belie
"Malala"
"The Look of Silence"
"Where to Invade Next"
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen - "Ponte dos Espiões"
Alex Garland - "Ex Machina: Instinto Artificial"
Quentin Tarantino - "Os Oito Odiados"
Pete Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley - "Divertida Mente"
Josh Singer and Tom McCarthy - "Spotlight - Segredos Revelados"
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Charles Randolph e Adam McKay - "A Grande Aposta"
Nick Hornby - "Brooklyn"
Drew Goddard - "Perdido em Marte"
Emma Donoghue - "O Quarto de Jack"
Aaron Sorkin - "Steve Jobs"
MELHOR FOTOGRAFIA
Os Oito Odiados – Robert Richardson
Mad Max: Estrada da Fúria– John Seale
Perdido em Marte – Dariusz Wolski
O Regresso – Emmanuel Lubezki
Sicario – Roger Deakins
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Ponte de Espiões – Adam Stockhausen, Rena DeAngelo
Brooklyn – François Séguin, Jennifer Oman and Louise Tremblay
Carol – Judy Becker, Heather Loeffler
A Garota Dinamarquesa – Eve Stewart, Michael Standish
Mad Max: Estrada da Fúria – Colin Gibson
Perdido em Marte – Arthur Max, Celia Bobak
MELHOR EDIÇÃO
A Grande Aposta – Hank Corwin
Mad Max: Estrada da Fúria – Margaret Sixel
Perdido em Marte – Pietro Scalia
O Regresso – Stephen Mirrione
Spotlight – Tom McArdle
MELHOR FIGURINO
Brooklyn – Odile Dicks-Mireaux
Carol – Sandy Powell
Cinderella – Sandy Powell
A Garota Dinamarquesa – Paco Delgado
Mad Max: Estrada da Fúria– Jenny Beavan
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOS
Aliança do Crime
Carol
A Garota Dinamarquesa
Os Oito Odiados
Mad Max: Estrada da Fúria
O Regresso
Carol
A Garota Dinamarquesa
Os Oito Odiados
Mad Max: Estrada da Fúria
O Regresso
MELHOR TRILHA SONORA
"Cinquenta Tons de Cinza" – "Love Me Like You Do", de Ellie Goulding
"Velozes e Furiosos 7" – "See You Again", de Wiz Khalifa
"The Hunting Ground" – "Til It Happens To You", de Lady Gaga
"Love & Mercy" – "One Kind of Love", de Brian Wilson
"007 Contra Spectre" – "Writing's on the Wall", de Sam Smith
"Juventude" – Simple Song #3, de Sumi Jo
"Cinquenta Tons de Cinza" – "Love Me Like You Do", de Ellie Goulding
"Velozes e Furiosos 7" – "See You Again", de Wiz Khalifa
"The Hunting Ground" – "Til It Happens To You", de Lady Gaga
"Love & Mercy" – "One Kind of Love", de Brian Wilson
"007 Contra Spectre" – "Writing's on the Wall", de Sam Smith
"Juventude" – Simple Song #3, de Sumi Jo
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
O Natal dos Coopers
Apesar do elenco estrelar, bem intencionado longa esbarra na previsibilidade do roteiro
Vendido erroneamente como uma comédia de fim de ano, O Natal dos Coopers contradiz o seu material de divulgação ao se revelar um agridoce drama familiar. Mesmo sem descartar o humor, que pontua a película de maneira oscilante, a diretora Jessie Nelson (Uma Lição de Amor) costura uma sentimental colcha de retalhos ao investigar a crise de uma disfuncional família norte-americana durante os tradicionais festejos natalinos. Com um elenco estrelar em mãos, capitaneado pelos experientes John Goodman, Diane Keaton, Alan Arkin, Marisa Tomei e June Squibb, a diretora é sutil ao construir os dilemas dos protagonistas, dialogando com temas interessantes e universais, mas que nem sempre ganham o desdobramento ideal. Cultivando inicialmente uma inspirada aura melancólica, potencializada pelas honestas discussões, pela tristonha trilha sonora e por criativas soluções narrativas, aos poucos o argumento parece se render à tradição dos filmes natalinos, tornando o desfecho da jornada dos Coopers previsível e convenientemente otimista. Uma conclusão ideal para esta época do ano, mas que nitidamente se distancia da proposta inicial do longa.
Colocando em cheque o jogo de aparências por trás do rótulo da família perfeita, O Natal dos Coopers conta a história de Sam (Goodman) e Charlotte (Keaton), um casal em crise prestes a receber mais uma ceia de Natal. Na expectativa para esta grande noite, eles logo percebem que não são os únicos com problemas. Desempregado e recém-divorciado, o filho mais velho Hank (Ed Helms) não consegue controlar os filhos Charlie (Timothée Chalamet), Bo (Maxwell Simkins) e Madison (Blake Baumgartner). Solitária e com baixa autoestima, a filha mais nova Eleanor (Olivia Wilde), na ânsia de deixar uma boa impressão, resolve convencer um jovem soldado (Jake Lacy) a ser o seu namorado por um dia. Numa situação ainda pior, Emma (Tomei), a irmã mais nova de Charlotte, acaba presa por roubar um pingente, tendo que convencer um problemático policial (Anthony Mackie) a libera-la em plena véspera de Natal. Conhecemos também o pai de Charlotte e Emma, um simpático idoso (Arkin) que vê a sua rotina mudar quando a sua confidente garçonete Ruby (Amanda Seyfried) anuncia que vai pedir demissão e se mudar para uma cidade distante. Em meio a estas e outras situações, os Coopers partem então para mais uma noite em família, sem saber que as soluções para os seus dilemas estavam mais perto do que eles poderiam esperar.
Fiel às fórmulas dos contos natalinos, o roteirista Steven Rogers é espirituoso ao explorar a tão desgastada figura do narrador, que surge como uma das gratas surpresas dentro do problemático último ato. Utilizado com certa moderação, o interlocutor (voz de Steve Martin no original) brinca com as nossas expectativas, escancarando a intimidade por trás dos pensamentos e das memórias dos protagonistas. Sem perder o ritmo, ponto para a esperta montagem, Jessie Nelson é perspicaz ao introduzir tanto as fantasias dos personagens, quanto os cativantes flashbacks, apostando em soluções inventivas que acrescentam uma dose de originalidade ao requentado argumento. Com destaque para a reprodução das lembranças dos protagonistas, que "invadem" a tela nostalgicamente os mostrando em suas versões mais jovens e geralmente felizes. A partir destas sequências, inclusive, a diretora surpreende ao valorizar o sentimento de melancolia em torno da crise dos Coopers, criando um cenário frio e entristecido que com criatividade contrasta com o festivo clima natalino. Ainda que algumas subtramas funcionem melhor do que outras, o que fica evidente no problemático arco liderado pelo veterano Alan Arkin, Nelson é igualmente habilidosa ao nos tornar íntimos desta excêntrica família. Através de takes particulares, a realizadora se mostra interessada em capturar a expressão dos seus comandados, incrementando as honestas discussões e os equilibrados diálogos. A maneira como a câmera procura os hipnotizantes olhos azuis de Olivia Wilde, por exemplo, merece elogios, assim como a madura relação estrelada pelos talentosos John Goodman e Diane Keaton e o lúdico segmento envolvendo o pequeno Bo e o seu irmão mais velho.
Dialogando com situações recorrentes e naturalmente espinhosas, o argumento até se esforça para abraça-los com a mesma profundidade, mas o resultado não é dos melhores. Enquanto temas como o desgaste no casamento do veterano casal principal, a homossexualidade de um frio policial e a crise de autoestima de uma bela mulher são desenvolvidos com zelo, questões como o impacto do divórcio, a primeira relação amorosa de um adolescente e a inveja familiar de uma das protagonistas se revelam rasas e previsíveis. À medida que o longa se aproxima do último ato, inclusive, estes problemas se acentuam, principalmente pela repentina mudança de tom na película. Abrindo mão da sobriedade dos dois primeiros atos, o singelo clímax se rende aos clichês das produções do gênero, amarrando os dilemas dos Coopers de maneira acelerada e conveniente. Como se num verdadeiro milagre de natal todos os problemas desta excêntrica família fossem solucionados repentinamente.
Nenhuma destas derrapadas, no entanto, incomoda mais do que as oscilantes doses de humor. Subaproveitando nomes como os de Alan Arkin, June Squibb (numa personagem fraquíssima), Amanda Seyfried e Ed Helms, as piadas são escassas e inegavelmente decepcionantes, se garantindo muito mais na categoria do elenco, do que propriamente na sagacidade do roteiro. Desta forma, decepcionando àqueles que esperavam uma escrachada comédia, O Natal dos Cooper se arrisca ao tentar escancarar com inesperada dramaticidade o jogo de aparências por trás dos estereótipos da família feliz. Ainda que esbarre em alguns equívocos comuns ao gênero, Jessie Nelson supera os altos e baixos da trama ao investir numa abordagem particular, mostrando através das desilusões dos Coopers a complexa missão que é viver em família.
Dialogando com situações recorrentes e naturalmente espinhosas, o argumento até se esforça para abraça-los com a mesma profundidade, mas o resultado não é dos melhores. Enquanto temas como o desgaste no casamento do veterano casal principal, a homossexualidade de um frio policial e a crise de autoestima de uma bela mulher são desenvolvidos com zelo, questões como o impacto do divórcio, a primeira relação amorosa de um adolescente e a inveja familiar de uma das protagonistas se revelam rasas e previsíveis. À medida que o longa se aproxima do último ato, inclusive, estes problemas se acentuam, principalmente pela repentina mudança de tom na película. Abrindo mão da sobriedade dos dois primeiros atos, o singelo clímax se rende aos clichês das produções do gênero, amarrando os dilemas dos Coopers de maneira acelerada e conveniente. Como se num verdadeiro milagre de natal todos os problemas desta excêntrica família fossem solucionados repentinamente.
Nenhuma destas derrapadas, no entanto, incomoda mais do que as oscilantes doses de humor. Subaproveitando nomes como os de Alan Arkin, June Squibb (numa personagem fraquíssima), Amanda Seyfried e Ed Helms, as piadas são escassas e inegavelmente decepcionantes, se garantindo muito mais na categoria do elenco, do que propriamente na sagacidade do roteiro. Desta forma, decepcionando àqueles que esperavam uma escrachada comédia, O Natal dos Cooper se arrisca ao tentar escancarar com inesperada dramaticidade o jogo de aparências por trás dos estereótipos da família feliz. Ainda que esbarre em alguns equívocos comuns ao gênero, Jessie Nelson supera os altos e baixos da trama ao investir numa abordagem particular, mostrando através das desilusões dos Coopers a complexa missão que é viver em família.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Carol, A Grande Aposta e O Regresso lideram a lista de indicados ao Globo de Ouro 2016
Foram divulgados agora a pouco os indicados ao Globo de Ouro 2016, prêmio dado pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. Como esperado, o drama Carol e a comédia empresarial A Grande Aposta lideraram a lista com cinco indicações, seguidos de perto pelo aguardado suspense O Regresso e pelo biográfico Steve Jobs, que tiveram quatro nomeações. Presentes em alguma das mais conceituadas listas de Melhores Filmes do Ano, os blockbusters Perdido em Marte (3 indicções) e Mad Max: Estrada da Fúria (2 indicações) surgiram como boas novidades, marcando presença - respectivamente - nas categorias Melhor Filme de Comédia ou Musical e Melhor Filme Dramático. Na categoria Melhor Diretor, inclusive, os veteranos Ridley Scott (78 anos) e George Miller (70 anos) irão disputar a estatueta com o último vencedor do Oscar Alejandro Iñarritu (O Regresso), com o talentoso Todd Haynes (Carol) e com o promissor Tom McCarthy (Spotlight). Assim como Iñarritu, indicado na temporada passada com Birdman, o ator Eddie Redmayne irá disputar pelo segundo ano consecutivo o prêmio de Melhor Ator Dramático. Vencedor do Globo de Ouro e do Oscar em 2015 com A Teoria de Tudo, o jovem foi indicado ao lado de Leonardo DiCaprio (O Regresso), Will Smith (Um Homem Entre Gigantes), Bryan Cranston (Trumbo) e Michael Fassbender (Steve Jobs). Que categoria! Já entre as surpresas, o divertidíssimo A Espiã que Sabia de Menos roubou a cena ao ser indicado em duas categorias. Estrelado pela simpática Melissa McCarthy, o longa está na disputa do prêmio de Melhor Filme e Melhor Atriz em Comédia ou Musical.
Por fim, para a decepção dos cinéfilos brasileiros, o longa Que Horas ela Volta? ficou de fora da lista de Melhor Filmes Estrangeiro. Estrelado por Regina Casé, a "dramédia" perdeu espaço para o húngaro O Filho de Saul, o francês Cinco Graças, o belga The Brand New Testament, o chileno O Clube e para o finlandês O Esgrimista. O Brasil, no entanto, terá um outro representante nesta importante premiação. Estrela da série da Netflix Narcos, o ator Wagner Moura foi indicado ao prêmio de Melhor Ator Dramático em série, dividindo espaço com o celebrado John Hamm (Mad Men), com Bob Odenkirk (Better call Saul), com Rami Malek (Mr.Robot) e com Liev Schreiber (Ray Donovan). Vale lembrar que a cerimônia de entrega do Globo de Ouro acontece no dia 10 de Janeiro. Confira abaixo a lista com as categorias relacionadas ao cinema e no site oficial a lista completa.
Melhor Filme em Comédia ou Musical
Ainda entre as novidades, o veterano Al Pacino acabou indicado a categoria Melhor Ator em Comédia ou Musical por seu papel em Não Olhe para Trás. Dando vida a um músico decadente que após uma inesperada carta resolve se aproximar da família do filho, o astro da trilogia Poderoso Chefão se tornou uma das principais surpresas da lista, já que o seu nome não vinha sendo cotado para as grandes premiações. Por falar em experiência, Sylvester Stallone comprovou o êxito de Creed: Nascido para Lutar ao marcar presença entre os nomeados a categoria Melhor Ator Coadjuvante em Drama. Novamente como o icônico Rocky Balboa, o ator retorna à franquia que o consagrou agora como técnico, interpretando o mentor do filho do seu parceiro Apolo Creed. Numa das categorias mais parelhas, Stallone disputará a estatueta com os talentosos Idris Elba (Beasts of no Nation), Paul Dano (Love e Mercy), Michael Shannon (99 Homes) e Mark Rylance (Ponte de Espiões). Este último, aliás, representou a única indicação para o drama sobre a Guerra Fria do aclamado diretor Steven Spielberg. A nova queridinha de Hollywood, Jennifer Lawrence voltou a marcar presença na lista com o drama biográfico Joy. Dando vida a uma dona de casa que se torna uma celebrada inventora, Lawrence irá dividir as atenções com a promissora Alicia Vikander. Isso porque a jovem de 27 anos foi indicada aos prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante, pelo Sci-Fi Ex-Machina, e de Melhor Atriz Dramática, pelo drama A Garota Dinamarquesa.
A Grande Aposta
A Espiã que Sabia de Mais
Joy
Perdido em Marte
Trainrewck
Melhor Ator em Comédia ou Musical
Christian Bale - A Grande Aposta
Steve Carell - A Grande Aposta
Matt Damon - Perdido em Marte
Al Pacino - Não Olhe para Trás
Mark Rufallo - Sentimentos que Curam
Melhor Diretor
Tood Haynes - Carol
Alejandro Iñarritu - O Regresso
George Miller - Mad Max - Estrada da Fúria
Ridley Scott - Perdido em Marte
Tom McCarthy - Spotlight
Melhor Atriz em Comédia ou Musical
Jennifer Lawrence - Joy
Melissa McCarthy - A Espiã que Sabia de Menos
Amy Schumer - Descompensada
Maggie Smith - A Senhora da Van
Lily Tomlin - Grandma
Melhor Atriz em Drama
Cate Blanchet - Carol
Brie Larson - O Quarto de Jack
Alicia Vikander - A Garota Dinamarquesa
Rooney Mara - Carol
Saoirse Ronan - Brooklyn
Melhor Filme Drama
Carol
Mad Max - Estrada da Fúria
O Regresso
O Quarto de Jack
Spotlight
Melhor Ator em Drama
Bryan Cranston - Trumbo
Leonardo Dicaprio - O Regresso
Michael Fassbender - Steve Jobs
Eddie Redmayne - A Garota Dinamarquesa
Will Smith - Um Homem entre Gigantes
Melhor Filme Estrangeiro
The Brand New Testament (Bélgica)
O Filho de Saul (Hungria)
Cinco Graças (França)
O Clube (Chile)
O Esgrimista (Finlândia)
Melhor Atriz Coadjuvante
Jane Fonda - Youth
Jennifer Jason Leigh - Os Oito Odiados
Hellen Mirren - Trumbo
Alicia Vikander- Ex-Machina
Kate Winslet - Steve Jobs
Melhor Ator Coadjuvante
Paul Dano - Love e Mercy
Idris Elba - Beasts of No Nation
Mark Rylance - Ponte de Espiões
Michael Shannon - 99 Homes
Sylverster Stallone - Creed: Nascido para Lutar
Melhor Animação
Anomalisa
O Bom Dinossauro
Peatnuts - O Filme
Divertida Mente
Shaun - O Carneiro
Melhor Canção (Clique nos links e ouça as canções)
Love Me Like you Do - 50 Tons de Cinza
Writing's on the wall - 007 Contra Spectre
Simple Song Nº3 - Youth
See You Again - Velozes e Furiosos 7
One Kind of Love - Love e Mercy
Melhor Roteiro
O Quarto de Jack
Spotlight
A Grande Aposta
Steve Jobs
Os Oito Odiados
Melhor Trilha Sonora
Carter Burwell - Carol
Alexandre Desplat - A garota dinamarquesa
Ennio Morricone - Os 8 odiados
Daniel Pemberton - Steve Jobs
Ryuichi Sakamoto e Alva Noto - O Regresso
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Cinemaniac Indica (Força Maior)
Tecnicamente impecável, Força Maior faz de uma assustadora avalanche o metafórico estopim para uma desconfortável lavagem de roupa suja familiar. Conduzido com enorme maturidade pelo sueco Ruben Östlund, este afiado longa passeia pelas nuances do casal de protagonistas ao escancarar o jogo de aparências por trás de um casamento prestes a ruir. Através de discussões intimistas e inegavelmente universais, o drama promove uma inteligente reflexão ao investigar as expectativas em torno do arquétipo da família perfeita. Flertando ora com o suspense psicológico, ora com o drama comportamental, Östlund transforma um luxuoso resort nos alpes franceses num cenário naturalmente tenso, potencializando os embates morais acerca das instintivas atitudes de um zeloso pai de família. Ainda que o ritmo lento possa incomodar os mais desavisados, a narrativa crescente e original logo se revela instigante, nos atraindo ao questionar a nossa reação perante este complexo cenário.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Academia divulga lista com os pré-selecionados para o Oscar de Melhor Efeitos Visuais
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os vinte longas pré-selecionados para a disputa do Oscar de Melhor Efeitos Visuais. Como o esperado, títulos como Mad Max: Estrada da Fúria, Vingadores: A Era de Ultron, Perdido em Marte, Star Wars: O Despertar da Força e Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros marcam presença na lista. Já entre as surpresas, contrariando as críticas negativas, os questionados O Destino de Júpiter e Chappie também estão entre os pré-selecionados. Por outro lado, lançado diretamente em DVD no Brasil, o Sci-Fi independente Ex-Machina: Instinto Artificial se revela uma das boas novidades, marcando presença em meio a gigantes blockbusters. Vale lembrar que os indicados ao Oscar 2016 serão anunciados no dia 14 de Janeiro. Confira abaixo a lista com os vinte pré-selecionados.
– Chappie
– O Destino de Júpiter
– O Exterminador do Futuro: Gênesis
– Evereste
– Ex-Machina – Instinto Artificial
– Homem-Formiga
– Missão: Impossível – Nação Secreta
– No Coração do Mar
– Perdido em Marte
– Ponte dos Espiões
– O Regresso
– Star Wars: O Despertar da Força
– Tomorrowland: Um Lugar onde nada é Impossível
– A Travessia
– Velozes e Furiosos 7
sábado, 5 de dezembro de 2015
Luto! Morre a atriz Marília Pêra (Atualizado)
Aclamada no teatro, na TV e no Cinema, a atriz Marília Pêra faleceu na manhã deste sábado (5), no Rio de Janeiro, aos 72 anos. Lutando contra um câncer no pulmão há cerca de dois anos, a versátil realizadora deixa para o seu público uma série de marcantes personagens e inesquecíveis produções. Além de atuar, Marília Pêra brilhou como cantora, bailarina, diretora, produtora e coreógrafa, se destacando em novelas como Rosinha do Sobrado, A Moreninha, Beto Rockfeller, O Cafona, Brega e Chique e Ti-Ti-Ti. Já no Cinema, a atriz protagonizou sucessos como o cultuado Pixote - A Lei do Mais Fraco (1980), do diretor argentino Hector Babenco, o popular Tieta do Agreste (1985) e o laureado Central do Brasil (1996), longa indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Reconhecida por interpretar a icônica cantora Carmem Miranda nos palcos, a atriz fez do teatro o seu habitat ao estrelar os elogiados musicais A tribute to Carmen Miranda (1975), Marília Pêra canta Carmen Miranda (2005), A estrela Dalva (1987), onde viveu a cantora Dalva de Oliveira, e as peças Master Class (1996), sobre Maria Callas, e Mademoiselle Chanel (2004), sobre a estilista Coco Chanel. Ao lado do seu grande parceiro Miguel Falabella, Marília Pêra recentemente estrelou também o longa Polaroides Urbanas (2010), a novela Aquele Beijo (2011) e as séries Vida Alheia (2010) e Pé na Cova (2013-2015).
Muito querida não só pelo público, mas também pelo meio artístico, Marília Pêra recebeu uma série de homenagens ao longo das últimas horas. Via Twitter, o apresentador Serginho Groisman mostrou grande pesar com a morte da atriz. "Com muita tristeza soube da morte de Marilia Pêra. A Arte chora mas agradece tua brilhante passagem", lamentou Groisman. Estrela da divertida série Mister Brau, Tais Araújo divulgou uma nota revelando que aprendeu muito ao dividir a tela com Marília Pêra. "Hoje o Brasil amanhece triste, sem brilho. Marília, uma artista completa, um talento raro. Com ela aprendi a fazer comédia, aprendi com sua disciplina, sua dedicação à arte. Fica a saudade e a memória de tantas coisas geniais que esse soldado da dramaturgia nos ofereceu." admitiu a talentosa atriz. Já em entrevista a Globo News, a veterana Nicette Bruno lembrou do passado e das três gerações da família Pêra. “Perde-se uma atriz da maior grandeza. Trabalhei com a avó e com a mãe dela e a conheci ainda menina. O país perde contato com essa grande estrela que tínhamos… Vai deixar uma grande saudade", destacou Nicette Bruno. Grande parceiro da atriz, Ney Latorraca garantiu, em entrevista ao Extra Online, que o Brasil perde uma verdadeira dama. "Ela era minha madrinha de teatro, minha amiga, minha irmã. É uma perda para o país, ela é uma das pessoas mais importantes do Brasil. Ela é mais importante que qualquer político, é a verdadeira dama do Brasil. A Marília encheu as pessoas de alegrias e talentos. Ela é a primeira dama mesmo. É outro nível. Para falar dela, a gente tem que lavar a boca", concluiu o ator. Já a atriz Angela Leal, via Twitter, resumiu bem este momento. "MARÍLIA PERA uma Diva que transforma-se em Deusa. A nossa atriz mais completa, fica a saudade e um gde (sic) exemplo a ser seguido! SALVE MARÍLIA.”
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| Marília Pêra ao lado de Fernanda Montenegro em Central do Brasil |
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
No Coração do Mar
Apesar do chamariz em torno dos efeitos visuais, Ron Howard brilha ao valorizar o fator humano por trás de Moby Dick
Antes de qualquer coisa, precisamos lembrar que No Coração do Mar não se trata de mais um remake do clássico Moby Dick. Inspirado no livro homônimo de Nathaniel Philbrick, o longa dirigido por Ron Howard (Rush - No Limite da Emoção) se distancia dos mitos ficcionais e das muitas interpretações concebidas pelo escritor Herman Melville ao revelar os acontecimentos em torno do popular naufrágio do navio baleeiro Essex. Desta forma, esqueça os profundos relatos de Ismael e o obsessivo duelo entre o Capitão Ahab e a fera marítima. Ainda que alguns destes elementos marquem presença na película sob um viés mais realístico, este drama com toques de aventura cumpre as expectativas ao narrar com absoluta maturidade a jornada de sobrevivência de um intrépido grupo de marinheiros. Embora os primorosos efeitos digitais tornem a presença da gigantesca baleia branca impactante aos olhos do público, Howard realmente brilha ao valorizar o fator humano por trás desta tragédia, nos brindando com uma história ágil, envolvente e acima de tudo bem contada.
Narrado a partir do ponto de vista de um dos sobreviventes, o argumento assinado por Charles Leavitt, Rick Jaffa e Amanda Silver é cuidadoso ao seguir uma abordagem narrativa semelhante a de Moby Dick. Enquanto no livro de Nathaniel Philbrick os fatos são contados a partir de relatos do passado e da sua enorme pesquisa, em No Coração do Mar os roteiristas adotam uma licença poética ao revelar as desventuras da tripulação do Essex a partir do ficcional encontro entre o escritor Herman Melville (Ben Whishaw) e o velho sobrevivente Thomas Nickerson (Brendan Gleeson). Disposto a fazer do naufrágio do navio baleeiro o pano de fundo para o seu mais novo romance, o autor reúne todas as suas economias e resolve partir ao encontro do recluso e ainda traumatizado marujo. Inicialmente relutante, Nickerson se vê obrigado a aceitar o dinheiro, contando alguns dos mais enraizados segredos por trás deste episódio. É ai que voltamos ao ano de 1919, quando o jovem Thomas (Tom Holland) embarca no Essex vivendo a expectativa da sua grande viagem marítima. Lá ele conhece o primeiro oficial Owen Chase (Chris Hemsworth), um destemido marinheiro que, após ter a sua promoção negada por um dos seus chefes, é obrigado a se submeter as ordens do inexperiente capitão George Pollard (Benjamin Walker). Oriundo de uma linhagem de capitães baleeiros, o arrogante comandante logo entra em rota de colisão com Chase, iniciando uma rivalidade que os colocaria diante do seu maior pesadelo: uma destruidora baleia branca.
Equilibrando aventura e drama com enorme categoria, Ron Howard não se deixa levar pelos realísticos efeitos visuais ao investigar os bastidores desta devastadora experiência. Como se não bastassem as incríveis sequências marítimas, potencializadas pela opressividade visual da baleia e pelo impecável 3-D, o experiente realizador adota um ritmo próprio ao acompanhar a rotina da tripulação do Essex. Através de cortes rápidos e da fluída montagem, Howard se preocupa em valorizar os detalhes, procurando a todo momento não só a expressão dos protagonista, mas também os pormenores no 'modus operandi' dos marinheiros. Um ponto de vista inquieto que se revela extremamente funcional, incrementando as diversas e bem resolvidas subtramas. Ainda assim, por mais que o argumento faça questão de manter a maior parte dos coerentes personagens sob os holofotes, No Coração do Mar se concentra logicamente na rivalidade entre Owens e Pollard. Guiada pela obsessão, pela arrogância e pela bravura, a crescente relação dos dois polariza as atenções sem maiores problemas, dialogando de maneira sagaz com alguns dos elementos que consagraram a persona do ficcional capitão Ahab. Enquanto o questionado Benjamin Walker surpreende ao capturar a empáfia de Pollard, alimentando esta postura nobre mesmo nos piores momentos, Chris Hemsworth se distancia do icônico Thor ao construir um tipo que vai se fragilizando ao longo da película. Embora num primeiro momento o carismático ator exiba a confiança do herói Marvel, aos poucos Hemsworth mostra uma faceta mais complexa, traduzindo com segurança a vulnerabilidade de Owens diante da morte iminente. Isso sem falar da sua impressionante entrega física, já que ele perdeu quase 20 kg para interpretar a versão mais esquálida do seu personagem.
Tirando proveito do talento do jovem Tom Holland e do experiente Brendan Gleeson, Ron Howard narra as desventuras da tripulação ora sob o inocente ponto de vista do adolescente, ora sob o traumatizado relato do velho marujo, descrevendo com categoria a degradação física e emocional dos protagonistas. Responsável por nos introduzir a parte mais aventureira da trama, Holland se garante ao tornar crível o misto do entusiasmo e amedrontamento do jovem Thomas. Exibindo uma excelente química com Chris Hemsworth, o expressivo ator esbanja humanidade ao protagonizar alguns dos melhores momentos do longa. No mais impactante deles, o ator vai da euforia ao pesar ao presenciar a morte de uma gigantesca baleia, numa sequência emblemática e engajada. Uma poderosa mensagem contra a pesca predatória deste gigantesco mamífero aquático. Com um pouco menos de espaço para brilhar, Brendan Gleeson mostra a sua reconhecida intensidade ao construir a versão velha e amargurada de Thomas. Numa performance contida, o veterano ator revela nas suas feições os fantasmas desta tragédia, tornando a sua fria narração uma espécie dolorosa de confissão. Dividindo a tela com o competente Ben Whishaw e com persuasiva Michelle Fairley, num papel importante para a conclusão deste arco, Gleeson torna crível a dor do seu personagem, fazendo a imagem parecer algo supérfluo durante o relato mais delicado da película. Com um pouco menos de sorte, Cillian Murphy também marca uma indispensável presença na trama. Ainda que o seu personagem tenha um desenvolvimento aquém do esperado, o que se mostra um dos maiores pecados do argumento, o talentoso ator cativa ao viver um ex-alcoólatra amigo de infância de Owens.
Se distanciando do tom naturalista ao reproduzir as mazelas enfrentadas pelos marinheiros durante o período à deriva, o que torna a experiência menos aflitiva em relação a blockbusters do gênero como Náufrago e As Aventuras de Pi, No Coração do Mar envolve ao destacar os dilemas morais por trás desta incrível história de sobrevivência. Embalado pela iluminada fotografia de Anthony Dod Mantle e pelo minucioso trabalho da equipe de direção de arte, Ron Howard vai além da batalha entre homem e baleia ao encontrar tempo para propor uma urgente e preciosa reflexão em torno da arrogante postura do ser humano diante do meio ambiente. Afinal de contas, o tempo passa, as fontes de energia (e de poder) mudam, mas os relatos divulgados nos principais telejornais confirmam que a nossa sociedade, assim como fez a tripulação do Essex, segue desafiando perigosamente a força da natureza.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Bem Casados
Camila Morgado e Alexandre Borges elevam o nível desta oscilante comédia romântica
Desperdiçando uma série de boas ideias, Bem Casados se revela uma oscilante comédia romântica que basicamente se garante no talento dos seus protagonistas. Conduzido com esmero técnico pelo diretor Aluízio Abranches (As Três Marias), reconhecido por trabalhos menores e mais dramáticos, o longa segue um caminho previsível ao acompanhar as desventuras de um instável casal de meia idade unido por uma festa de casamento, perdendo a oportunidade de rir não só dos bastidores da indústria do matrimônio, mas também das mudanças no perfil dos relacionamentos atuais. Na verdade, apesar do potencial satírico por trás dos dois personagens principais, ele um mulherengo cinegrafista de casamentos no auge de uma crise de autoestima, ela uma ex-amante indomável disposta a tudo para impedir que o seu amado case, o problemático argumento prefere dialogar com a superficialidade dos romances "água com açúcar". O resultado é um blockbuster que vive de lampejos, a maioria deles relacionados ao carisma dos experientes Alexandre Borges e Camila Morgado.
Bem Casados narra a história de Heitor (Borges), um solteirão convicto que após uma juventude de mulheres e festas chega a meia idade sem ter o que celebrar. Dono de uma empresa especializada em registrar cerimônias de casamento, o cinegrafista vivia uma crise de identidade, potencializada pela sua baixa autoestima e pela dificuldade em encontrar um relacionamento sério. Tudo muda, no entanto, quando ele e a sua assistente Alice (Bianca Comparato) são contratados para filmar o casamento da filha (Luíza Mariani) de um poderoso senador. Disposto a fazer tudo dar certo, já que a sua situação financeira também não era das melhores, Heitor é surpreendido pela presença da bela Penélope (Morgado), a instável ex-namorada do noivo. Expulsa da festa de despedida de solteira pela ex-sogra (Rosy Campos), ela decide se "infiltrar" a qualquer custo no casamento, encontrando em Heitor a brecha necessária para conseguir rever o seu amado. Reticente quanto a ajuda-la, ele acaba se rendendo ao charme e ao espírito selvagem de Penélope, sem saber que ela iria se revelar uma pessoa bem mais complicada do que parecia ser.
Ainda que a premissa chame a atenção, o jovem roteirista Fernando São Thiago não mostra perspicácia ao explorar as possibilidades em torno desta relação. Recheado de boas intenções, o argumento por diversas vezes sugere algumas situações que acabam não se concretizando, frustrando àqueles que - assim como eu - enxergaram um algo a mais nas prévias promocionais. Num primeiro momento, por exemplo, Heitor, durante uma confissão na Igreja, condena o "descompromisso" da mulher moderna nos relacionamentos, sendo alertado pelo espirituoso Padre Luiz (Augusto Madeira) que as suas lamentações eram completamente ultrapassadas. Uma abordagem interessante e digna de aprofundamento, mas que ganha um desdobramento preguiçoso numa subtrama envolvendo um velho amor (Christine Fernandes) da vida do solteirão. O mesmo problema, aliás, se repete no mise-en-scene em torno da tão aguardada festa de casamento. Apesar da magnética presença de Camila Morgado, a "invasão" de Penélope não consegue cumprir as expectativas cômicas, rendendo algumas soluções forçadas, risadas esporádicas (muitas delas antecipadas pelos trailers) e poucos momentos realmente satisfatórios. A própria relação de confidência entre o mulherengo cinegrafista e o Padre é explorada com inesperada brevidade dentro da película, o que - com o perdão do trocadilho - se mostra um grande pecado, já que o personagem rouba a cena com a sua natural veia cômica.
Pra piorar, em meio aos oscilantes diálogos e as excessivas propagandas, por diversas vezes as atitudes dos protagonistas não parece fazer qualquer tipo de sentido. Ainda que a crise emocional do casal possa explicar parte das suas mudanças de comportamento ao longo da trama, o 'affair' entre os dois nasce e cresce de maneira acelerada, rendendo brigas e reaproximações artificiais. Equívocos que se repetem na relação entre os fotógrafos Fernando (Fernando São Thiago) e Alice (Bianca Comparato), um par por si só descartável que ganha um desenrolar previsível e incoerente com a postura feminista da assistente. Ao menos os carismáticos Alexandre Borges e Camila Morgado contornam os inúmeros problemas do roteiro, tornando a instabilidade dos seus respectivos personagens simpática aos olhos do público. Dando vida a um homem à moda antiga, Borges explora com energia as contradições do ex-conquistador Heitor, arrancando honestas risadas ao reproduzir a sua conturbada interação com as jovens mulheres. É nesta crítica ao macho alfa, aliás, que o argumento entrega os seus melhores momentos, explorando com um pouco mais de inspiração a crise de meia idade do protagonista. Um degrau acima do seu companheiro, Camila Morgado nos brinda com uma performance radiante como a indomável Penélope. Com os seus cachos esvoaçantes e o seu humor afiado, a atriz mais parece uma leoa em cena, atraindo os holofotes ao dar vida a uma mulher de aura quase selvagem que assume as rédeas desta divertida relação. Exibindo uma excelente química com Borges, Morgado torna crível as repentinas mudanças de rumo da sua personagem, principalmente na inesperada amizade com o tipo naturalmente tolo interpretado com categoria por Luíza Mariani.
Subaproveitando nomes como os das atrizes Letícia Lima, Rosy Campos e Christine Fernandez, que brotam em cena em subtramas mal desenvolvidas, Bem Casados perde ritmo à medida que se rende aos clichês das mais populares comédias românticas. Tendo em mãos um roteiro carente de soluções mais corajosas, o diretor Aluízio Abranches até entrega um trabalho esteticamente bem resolvido, principalmente ao conduzir as ágeis sequências festivas e a intimista relação entre Heitor e Penélope, mas o seu maior mérito fica pela liberdade concedida a dupla de protagonistas. Afinal de contas, completamente à vontade em cena, Alexandre Borges e Camila Morgado se tornam os grandes responsáveis por impedir que o clima de "fim de festa" tome conta da película.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
O Menino e o Mundo é indicado ao Annie Awards, o "Oscar da Animação"
A animação brasileira O Menino e O Mundo, do diretor Alê Abreu, foi indicada ao respeitado Annie Awards, uma espécie de "Oscar da Animação". Indicado ao prêmio de Melhor Animação Independente, a produção nacional está na disputa ao lado de As Memórias de Marnie, do celebrado estúdio Ghibli, de The Prophet, do mesmo diretor de O Rei Leão, e do também nipônico The Boy and The Best. Numa poderosa crítica social, O Menino e o Mundo acompanha a jornada de um jovem do interior que decide partir para a cidade grande após ver o seu pai abandonar a sua família. Rodado no tradicional 2-D, a expressiva animação acabou indicada também a outros três prêmios, entre eles o de Melhor Design de Produção Animada, marcando presença na lista ao lado de longas como O Bom Dinossauro, Minions, Shaun - O Carneiro e Divertida Mente.
Um dos principais trabalhos do gênero em 2015, o fantástico Divertida Mente comprovou o seu favoritismo ao ser indicado a quatorze prêmios, entre eles o de Melhor Filme, Direção, para Pete Docter, Roteiro, Dublagem, Design de Produção e Efeitos Animados em Animação. Com dois lançamentos neste ano, a parceria Disney\Pixar também colheu frutos com o elogiado O Bom Dinossauro. Indicado a dez categorias, entre elas a de Melhor Filme, o longa - ainda inédito no Brasil - divide a principal lista da premiação com o adulto Anomalisa, com o criativo Shaun - O Carneiro e com o aguardado Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme. Curiosamente, apesar do estrondoso sucesso nas bilheterias, o divertido Minions não figurou entre os indicados ao prêmio máximo da International Animated Film Society. Embora tenha conseguido mais de US$ 1,1 bilhão ao redor do mundo, o spin-off da série Meu Malvado Favorito marcou presença nas categorias mais técnicas, sendo indicado a prêmios como os de Melhor Dublagem e Efeitos Animados em Animação. Confira abaixo a lista com algumas das principais categorias do Annie Awards.
ANOMALISA
DIVERTIDA MENTE
O BOM DINOSSAURO
SHAUN, O CARNEIRO
SNOOPY E CHARLIE BROWN – PEANUTS, O FILME
MELHOR FILME ANIMADO INDEPENDENTEAS MEMÓRIAS DE MARNIE
O MENINO E O MUNDO
THE BOY AND THE BEAST
THE PROPHET
ANOMALISA
DIVERTIDA MENTE
EXTRAORDINARY TALES
AS MEMÓRIAS DE MARNIE
SHAUN, O CARNEIRO
SNOOPY E CHARLIE BROWN – PEANUTS, O FILME
THE PROPHET
MELHOR ROTEIRO
DIVERTIDA MENTE
AS MEMÓRIAS DE MARNIE
SHAUN, O CARNEIRO
ANOMALISA – JENNIFER JASON LEIGH (LISA HESSELMAN)
DIVERTIDA MENTE – AMY POEHLER (ALEGRIA)
DIVERTIDA MENTE – PHYLLIS SMITH (TRISTEZA)
MINIONS – PIERRE COFFIN (THE MINIONS)
MINIONS – JON HAMM (HERB OVERKILL)
SNOOPY E CHARLIE BROWN – PEANUTS, O FILME – ALEX GARFIN (LINUS)
SNOOPY E CHARLIE BROWN – PEANUTS, O FILME – HADLEY BELLE MILLER (LUCY)
BOB ESPONJA: UM HERÓI FORA D’ÁGUA – TOM KENNY (BOB ESPONJA)
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO ANIMADA
O BOM DINOSSAURO
CADA UM NA SUA CASA
DIVERTIDA MENTE
O MENINO E O MUNDO
MALALA
MINIONS
SHAUN, O CARNEIRO
MELHORES EFEITOS ANIMADOS – ANIMAÇÃO
BOB ESPONJA: UM HERÓI FORA D’ÁGUA
O BOM DINOSSAURO
CADA UM NA SUA CASA
DIVERTIDA MENTE
HOTEL TRANSILVÂNIA 2
MINIONS
MELHORES EFEITOS ANIMADOS – LIVE ACTION
O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS
MAZE RUNNER: PROVA DE FOGO
VINGADORES: ERA DE ULTRON
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