quinta-feira, 13 de julho de 2017

Treze Grandes Cenas Embaladas por Clássicos do Rock


Neste dia 13 de Julho celebramos mais um Dia Mundial do Rock. E para comemorar esta importante data resolvi reunir treze grandes cenas embaladas por clássicos deste cultuado segmento musical. Na verdade, o Cinema e o Rock n' Roll sempre casaram perfeitamente. Como imaginar, por exemplo, a icônica sequência de abertura de Sem Destino (1969) sem a clássica Born To Be Wild, do Steppenwolf. Ou então da impactante cena final de Donnie Darko sem a presença da melancólica Mad World, do Tears for Fears, regravada na voz de Gary Jules. Graças ao faro apurado de alguns autorais realizadores, entre eles John Hughes, Richard Linklater, Edgar Wright e Cameron Crowe, outra grandes sequências ganharam um peso ainda maior devido a presença de hits de bandas como Queen, Simple Minds e Lynyrd Skynyrd.  Confira algumas delas abaixo.

- Sem Destino (1969)


E para começar nada melhor que um filme que imortalizou uma canção. Mais do que incrementar uma grande sequência, o hit Born To be Wild, da banda Steppenwolf, resumiu a vibe do indômita do clássico de Dennis Hopper. Presente logo na sequência de abertura, a música ajuda a introduzir o espírito dos motoqueiros Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper), dois homens que decidem cruzar os EUA numa jornada libertadora. Além de alavancar a carreira da banda Steppenwolf, Sem Destino se tornou um marco dentro do movimento contracultural norte-americano, uma espécie se símbolo embalado por um verdadeiro hino do rock.

Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)



Por falar em clássicos do rock norte-americano, o hit Free Bird, da banda 
Lynyrd Skynyrd, já foi utilizada inúmeras vezes em Hollywood. Como não citar, por exemplo, a presença da canção na ultra-violenta sequência da Igreja em Kingsman: Serviço Secreto (2015). O realizador que soube melhor explora-la, entretanto, foi Cameron Crowe no subestimado Tudo Acontece em Elizabethtown. Reconhecido pelo seu apreço pelas trilhas sonoras, Quase Famosos (2004) segue sendo um dos melhores modelos da sinergia cinema\música, o realizador norte-americano realçou o clima de rebeldia libertária presente na canção numa sequência íntima, emocionante e arrepiante.

Clube dos Cinco (1985)



Assim como Crowe, aliás, John Hughes era outro mestre na arte de utilizar uma canção em prol da sua cena. O que fica bem claro quando assistimos o fantástico Clube dos Cinco, ainda hoje um dos mais sinceros e universais relatos sobre os dilemas das novas gerações. Indo de encontro ao gênero que ajudou a construir, o saudoso realizador desconstruiu os arquétipos do cinema 'high-school' ao realçar o viés humano por trás do tipo Popular (Molly Ringwald), Nerd (Anthony Michael Hall), Esportista (Emilio Estevez), Rebelde (Judd Nelson) e Deslocado (Ally Sheedy). Após uma profunda discussão acerca da identidade destes jovens, Hughes arremata o longa com a marcante Don't Yoy (Forget About Me), da banda Simple Minds, uma canção que pede para que não os esqueçamos. Que os improváveis laços criados naquela sala de detenção pós-aula não se percam no dia seguinte. De arrepiar.

- Quanto Mais Idiota Melhor (1992)


Enquanto alguns filmes utilizam uma canção para preencher as lacunas deixadas pela trama, títulos como Quanto Mais Idiota Melhor só estão interessados em criar momentos divertidíssimos. Dirigido por Penelope Spheeris, o longa estrelado por Mike Meyers e Dana Carvey se tornou um prato cheio para os fãs do rock n'roll ao nos brindar com uma fantástica trilha sonora. A sequência que mais bem captura a aura roqueira, entretanto, é simples e empolgante. Ao som do clássico Bohemian Rhapsody, do Queen, um passeio de carro vira uma explosão de energia embalada por uma das melhores canções da história deste segmento.

- Jovens, Loucos e Rebeldes (1993)



Outro filme que soube utilizar a música para traduzir o clima dos seus personagens foi Jovens, Loucos e Rebeldes. Como de costume na sua singular filmografia, Richard Linklater conseguiu reproduzir o clima de entusiasmo de um grupo de jovens prestes a entrar de férias com a clássica School's Out, do veterano Alice Cooper. Reconhecido por fazer da trilha sonora uma peça chave nas suas produções, vide o popular Escola do Rock (2003), o realizador norte-americano permitiu que o espectador experimentasse o clima de catarse coletiva proposto pelo longa, uma obra naturalista sobre a rotina de uma série de adolescente no primeiro dia de férias de verão. Um baita filme, uma baita cena.

Curtindo a Vida Adoidado (1986)



Por falar em clima de catarse coletiva, como não lembrar do clássico Curtindo a Vida Adoidado, outra obra-prima do diretor John Hughes. Num filme recheado de energia e bom humor, o realizador norte-americano mostrou o quão 'badass' era o "gazeteiro" Ferris Bueller (Mathew Broderick) no momento em que ele literalmente bagunçou uma parada com o clássico Twist and Shout, dos Beatles. Uma cena que, verdade seja dita, fala por si só. 

- Rocky III (1982)



Um daqueles hits que conseguiu transpor as barreiras do cinema, a canção Eye of Tiger, da banda Survivor, se tornou popular no mundo das lutas graças a sua presença no ótimo Rocky III: O Desafio Supremo. Além de embalar uma das mais populares sequências de treinamento da história do gênero, este clássico oitentista conseguiu uma indicação ao Oscar de 1983, e se tornou uma das canções temas desta lucrativa franquia. A dobradinha Survivor\Rocky, aliás, voltou a ganhar força no cult Rocky IV, já que a banda emplacou duas músicas no longa: Burning Heart e a ótima Hearts on Fire
Em alguns momentos, inclusive, o quarto filme da franquia mais parece um videoclipe, uma aura pop que fez muito bem ao longa, particularmente um dos meus prediletos.

- Donnie Darko (2001)


Por falar em obras cultuadas, Donnie Darko desponta como um dos filmes mais reflexivos das duas primeiras décadas deste novo século. Sob a batuta de Richard Kelly, que não conseguiu emplacar nada descente desde então, o longa estrelado por Jake Gyllenhaal conquistou uma geração ao acompanhar a sombria amizade entre um confuso jovem e um coelho gigante. Numa obra que, presumo, fala sobre a maneira como uma ação individual pode influenciar a vida de uma série de outras pessoas, Kelly brilha ao encontrar no hit Mad World, do Tears for Fears, a melancolia necessária para interligar os protagonistas numa sequência delicada, densa e naturalmente triste. A versão escolhida pelo diretor, aliás, foi interpretada por Gary Jules, uma interpretação mais lenta que casou perfeitamente com o clima proposto pelo longa. 

Capitão Fantástico (2016)



Ainda no território das versões, a magnífica "dramédia" 'indie' Capitão Fantástico nos fez "suar pelos olhos" com uma suave interpretação do hit Sweet Child O'Mine, do popular Guns and Roses. Interpretada pelo próprio elenco, a canção ganhou uma nova conotação nesta adorável película e embalou uma das cenas de despedida mais singelas da história da sétima arte. Uma adaptação em perfeita sintonia com a vibe proposta pelo longa.

- Megamente (2010)


Quando o assunto é Axl Rose e sua turma, aliás, outro ótimo filme soube utilizar com criatividade um clássico do Guns N' Roses. Uma das animações mais subestimadas dos últimos anos, Megamente conquistou o público ao narrar as desventuras de um vilão obrigado a criar um herói após a aposentadoria do seu popular arqui-inimigo. Como um vilão que se preze, ele rouba a cena no clímax com a sua entrada triunfal ao som de Welcome to The Jungle, uma sequência divertidíssima que se revela um dos muitos pontos altos desta irônica animação.

- Todo Mundo Quase Morto (2004)


A mente por trás do aclamado Baby Driver: Em Ritmo de Fuga, o autoral Edgar Wright é outro mestre na arte de utilizar a trilha sonora em prol das suas produções. De longe um dos nomes mais criativos presentes na atual (e pasteurizada) Hollywood, o realizador inglês chegou chutando portas com a sátira Todo Mundo Quase Morto, uma brincadeira com o popular subgênero filmes de zumbi. Numa mistura de Madrugada dos Mortos com A Noite dos Mortos Vivos, o diretor arrancou inúmeras risadas ao acompanhar as desventuras de dois amigos diante do apocalipse zumbi. Numa dos melhores momentos do longa, Wright sincronizou canção e ação ao construir a impagável sequência do bar, quando Shaun (Simon Pegg) e Ed (Nick Frost) atacam uma criatura com tacos de sinuca ao som de Don't Stop Me Now, um dos inúmeros sucessos do Queen. Genial.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)



Sim meu amigo, James Gunn me fez chorar em Guardiões da Galáxia Vol. 2. Outro nome da nova geração extremamente antenado quando o assunto é a importância de uma seleta trilha sonora, o criativo realizador norte-americano mostrou uma inesperada carga dramática no desfecho de um dos melhores filmes deste primeiro semestre de 2017. Ao som da fantástica Father and Son, de Cat Stevens\Yusuf, o realizador surpreendeu ao arrematar a trama dentro de um contexto mais denso e intimista, um desfecho ousado e totalmente coerente com o viés familiar proposto pela trama. Como o filme foi lançado neste ano, porém, a cena ainda não foi disponibilizada na rede, por isso deixarei apenas a canção como uma menção a esta memorável sequência. 

- De Volta para o Futuro (1985)




Por fim, uma das sequências musicais mais icônicas da cultura pop. Uma das aventuras mais celebradas da história da sétima arte, De Volta para o Futuro conquistou o público e a crítica ao acompanhar as desventuras de Marty McFly (Michael J. Fox), um garoto comum que viaja no tempo e vai parar na década de 1950. Sob a virtuosa batuta de Robert Zemeckis, o longa resgatou a clássica Johnny B. Goode, do veterano Chuck Berry, ao revelar a habilidade do descolado McFly nos anos 50. Com solos insanos e uma performance enérgica, a canção se tornou uma das marcas desta popular trilogia e até hoje é referência em listas sobre o tema.

E se você curtiu o tema confira os nossos artigos sobre as bandas ficcionais mais legais do cinema e também com os clássicos do rock que entraram no radar das grandes premiações

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