quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Novidades (Conduzindo Miss Daisy)

Dia 20 de janeiro de 2008 foi um dia que com certeza entrou para história de todo o mundo. Pela primeira vez em mais de 200 anos um negro assumiu a presidência de uma das maiores potências de todo o planeta, os Estados Unidos da América. Este dia será marcado não só no contexto racial, que por si só já teria todo um grande significado, mas também pela retomada da crença do povo americano. Já que assim como nós passamos, eu graças a Deus não, por um período militar abusurdamente cruel e desumano, os Eua viveram período semelhante nos últimos oito anos da administração George W Bush. Ao longo de quase uma década, um país autosuficiente, com ótimos índices financeiros e com uma ideologia inabalável, se tornou um país em crise, instaurada principalmente depois de duas guerras sem sentido, que afetou toda a vida da população norte-americana. E assim o país dos sonhos passou a ser apegar no jingle "Yes i Can", no português "Sim eu, Consigo", frase que marcou a campanha de Barack Obama. Mas vocês podem me perguntar o que isso tem a ver com cinema - é na verdade não tem muito mesmo- mas ao ver todas aquelas imagens de ontem me lembrei muito de um filme e este será a dica de hoje.
Conduzindo Miss Daisy é talvez um dos melhores filmes que tratem sobre a temática racial no cinema. Em Miss Daisy, os conflitos raciais não são relatados de forma cruel e violenta, já vista em muitos outros filmes do gênero. Não tem agressões físicas, nem violência, mas sim a pior forma de segregação, e uma das mais vista nos dias de hoje, que é o preconceito. Quando vejo que um negro, ou se preferirem afrodescendente, assume o maior posto político de um país que ficou marcado por grandes conflitos raciais, fico feliz em ver que os niveis de preconceitos começam a apresentar uma queda. E assim como no filme a velha senhora, majestral interpretação de Jéssica Tandy, aos poucos vai percebendo que as barreiras entre ela e o motorista Hoke, outra grande atuação de Morgam Freeman, vão caindo, o povo americano percebeu também que Obama seria a grande alternativa politica da atualidade, não por ser negro, mas sim por mostrar competencia.
Conduzindo Miss Daisy se passa no fim da década de 40, em um período 0nde a segregação racial era algo percebido naturalmente. O filme conta a história de uma rica judia de 72 anos (Jessica Tandy)que joga acidentalmente seu Packard novo em folha no jardim premiado do seu vizinho. O filho (Dan Aykroyd) dela tenta convencê-la de que seria o ideal ela ter um motorista, mas ela resiste a esta idéia. Mesmo assim o filho contrata um afro-americano (Morgan Freeman) como motorista. Inicialmente ela recusa ser conduzida por este novo empregado, mas gradativamente ele quebra as barreiras sociais, culturais e raciais que existem entre eles, crescendo entre os dois uma amizade que atravessaria duas décadas.
Assim como no filme o personagem de Morgam Freeman conduz a velha senhora e se torna uma das grandes companhias para ela, Barack Obama terá de conduzir esta velha pátria americana através de um caminho tortuoso, em que cada dia novos obstáculos surgirão. Porém, esta relação deve coexistir com a esperança de que no fim bons frutos sejam colhidos, não só para os americanos, como também para todo o restante do mundo.


Obs: Durante a produção deste texto, acabei me lembrando de um caso bastante curioso envolvendo o ator Morgam Freeman. Pela minhas lembranças, foi ele o primeiro ator a interpretar um presidente afro-americano no filme Impacto Profundo. Não sei ao certo se ele foi o primeiro, mas pelo que me consta antes disto nenhum ator negro tinha assumido esta posição politica. Caso eu esteja errado deixem comentários no blog, com o nome do ator, filme e etc....

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