segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Perdido em Marte e as novas viagens espaciais produzidas por Hollywood


Marcando a volta de Ridley Scott ao gênero que o consagrou, Perdido em Marte (confira a nossa opinião) estreou em grande estilo nos EUA. Segundo o balanço do site Box Office Mojo, o longa protagonizado por Matt Damon superou as expectativas da Fox ao fechar o seu primeiro final de semana em cartaz faturando US$ 54,3 milhões. Com um orçamento "modesto" para produções do gênero, cerca de US$ 108 milhões, a aventura já ultrapassa a barreira dos US$ 98 milhões em bilheterias, muito em função dos US$ 44,5 milhões conseguidos ao redor do mundo. Seguindo o caminho aberto por sucessos recentes como Gravidade e Interestelar, Perdido em Marte entra para o grupo dos novos e bem sucedidos títulos do Sci-Fi, comprovando o êxito do gênero na atualidade. Aproveitando o frenesi em torno dos lançamentos gênero, neste especial do Cinemaniac confira algumas das melhores viagens espaciais produzidas por Hollywood na última década.


- Serenity: A Luta pelo Amanhã (2005)


Colocando uma espécie de ponto final na série Firefly, cancelada à contragosto dos fãs, Joss Whedon fez de Serenty - A Luta pelo Amanhã o seu grande cartão de visitas na indústria do cinema. Idealizador de séries como Buffy - A Caça Vampiros, Whedon nos brindou com uma aventura espacial absolutamente envolvente, acompanhando de perto as investidas da nave de mercenários liderada pelo Capitão Malcolm Reynolds (Nathan Fillion). Com 8,0 no IMDB e 74 pontos de avaliação no rigoroso Metascore, o longa foi recebido com empolgação pela crítica, mas não se saiu muito bem nas bilheterias. Na verdade, com orçamento US$ 39 milhões, a aventura faturou "modestos" US$ 38 milhões. A jornada da nave Serenity, no entanto, de maneira alguma decepciona. 


- Fonte da Vida (2006)


Narrando uma mesma história de amor através de três gerações, Fonte da Vida é um daqueles longas absurdamente subestimados. Conduzido com enorme brilhantismo pelo cultuado Darren Aronofsky (Cisne Negro), o magnífico romance com toques Sci-Fi acompanha as idas e vindas de um casal no passado, no presente e no futuro, numa jornada sensorial e visualmente impactante. Estrelado por Hugh Jackman e Rachel Weisz, o longa inova ao explorar o conceito de viagem espacial na passagem mais futurística da trama, numa interpretação reflexiva e particular sobre o tema. Mal recebido pelo público, o longa faturou US$ 15 milhões ao redor do mundo, Fonte da Vida pouco a pouco foi melhor digerido, se tornando mais um representante 'cult' da elogiada cinegrafia do respeitado Darren Aronofsky. 

- Sunshine: Alerta Solar (2007)


Mais um representante dos Sci-Fi reflexivos, Sunshine - Alerta Solar impressiona ao levar a sua tripulação para uma viagem rumo ao Sol. Dirigido pelo criativo Danny Boyle (Quem quer ser um Milionário), o longa nos convida a uma viagem espacial realmente memorável, recheada de questões interessantes e afiadas atuações. Na trama, com o praticamente iminente desaparecimento do Sol, uma equipe de astronautas se torna a última esperança da Terra numa missão quase suicida. Liderados pelo físico Capa (Cillian Murphy), a equipe resolve alterar os seus planos ao descobrir o paradeiro de uma nave considerada desaparecida, abrindo a possibilidade de resgate dos outros membros da tripulação. Visualmente irretocável, com destaque para a fotografia alaranjada de Alwin H. Küchler (Divergente), Sunshine nos brinda com uma magnética viagem espacial, indo bem além do entretenimento descartável. 

- Wall-E (2008)


Escrever algo sobre Wall-E é praticamente chover no molhado. Uma das animações mais icônicas da Pixar, o longa acompanha a jornada de um simpático robô lixeiro que descobre novamente a existência de vida na Terra. Como os sobreviventes estavam residindo em enormes naves espaciais, Wall-E e a sua nova parceira Eva partem para a nave de comando, sem saber que essa nova fonte de vida iria evidenciar os verdadeiros planos de uma inteligência artificial que auxiliava o capitão dos terráqueos. Recheada de sequências marcantes, o balé espacial de Eva e Wall-E é incrível, a ousadia desta animação acabou aclamada pela crítica e pelo público faturando o Oscar de Melhor longa Animado e US$ 521 milhões ao redor do mundo.

- Lunar (2009)


Um Sci-Fi com cara de cinema 'indie', Lunar - como o próprio título indica - acompanha a solitária jornada de um astronauta durante uma missão de três anos na Lua. Estrelado pelo talentoso Sam Rockwell, o longa dirigido por Duncan Jones (Contra o Tempo) é um daqueles títulos que merecem ser protegidos por sinopses e resenhas em geral. Buscando inspiração em clássicos como 2001: Uma Odisseia no Espaço e Blade Runner, Jones nos convida a assistir uma instigante viagem espacial, visualmente soberba e recheada de questões promissoras. Com nota 8,0 no IMDB e 67 pontos no Metacritic, Lunar é mais um dos representantes do cinema 'cult' desta lista. 

- Avatar (2009)


O que falar sobre um longa que faturou US$ 2,7 bilhões ao redor do mundo. Dirigido por James Cameron, do igualmente fenomenal Titanic, Avatar leva o espectador para uma empolgante viagem ao planeta Pandora. Um marco dentro do cinema moderno, o grandioso longa elevou consideravelmente o patamar das produções do gênero, entregando um entretenimento de primeira qualidade. Com 7,9 de avaliação no IMDB e 83 pontos no Metacritic, a aventura espacial estrelada por Sam Worthington e Zoe Saldana impressionou realmente por seu fantástico aspecto visual, já que a premissa é - de longe - uma das mais simples desta lista. 

- Star Trek (2009)


O ano de 2009 foi realmente significativo para as produções Sci-Fi. Reboot da cultuada série de TV, Star Trek superou as expectativas dos fãs nas mãos do talentoso J.J Abrams (Super 8). Tendo uma enorme responsabilidade em mãos, o realizador agradou aos novos e velhos 'Trekkers' ao narrar a origem do capitão Kirk e da tripulação da icônica nave USS Enterprise. Recheado de fantásticos efeitos visuais e grandes atuações, Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg e Zoë Saldaña caíram como uma luva no elenco, o longa abraçou o lema da série e levou a Enterprise para lugares "onde ninguém jamais esteve". Com nota 8,0 no IMDB e 83 pontos no site Metacritic, Star Trek se saiu bem nas bilheterias faturando US$ 385 milhões ao redor do mundo. Um desempenho que acabou dando o sinal verde para a produção do igualmente ótimo Além da Escuridão (2013). 

- Prometheus (2012)


Talvez o título mais polêmico da lista, Prometheus está longe de ser a bomba que muitos pintaram. Na volta de Ridley Scott à franquia que o consagrou, o sombrio longa optou por contar uma história de origem envolvendo a ameaça alienígena que antagonizou o clássico Sci-Fi de 1979. Estrelado novamente por uma mulher, a competente Noomi Rapace, o longa acompanha a jornada de um grupo de astronautas em busca do paradeiro de informações sobre o início da vida na Terra. Apostando numa premissa interessante, com altas doses de suspense, Scott impressiona ao explorar os incríveis efeitos visuais. Apostando em cenários caprichados e nas intensas atuações, Michael Fassbender e Charlize Theron merecem destaque, Prometheus se tornou um trabalho capaz de provocar as mais diversas reações do público. Entre erros e acertos, o longa faturou US$ 403 milhões ao redor do mundo, comprovando a popularidade da franquia capitaneada por Ridley Scott. 

- Elysium (2013)


Com 115 milhões de dólares em mãos, orçamento quase quatro vezes maior do que em Distrito 9, o diretor Neil Blomkamp transforma Elysium em um bom entretenimento. Uma ficção científica de qualidade, que não se apega a explicações baratas e levanta temas extremamente atuais dentro da nossa sociedade. Apesar do primor visual, o longa chama mesmo a atenção por seu viés politico e pela forma como tenta levar o tema ao espectador, sem esquecer da atmosfera blockbuster. Não é tão incisivo quanto Distrito 9, mas com sobras, é bem melhor do que muitos representantes do gênero. Recebido de maneira morna pela crítica, Elysium faturou US$ 286 milhões ao redor do mundo construindo uma engajada viagem espacial rumo a igualdade. Longa também estrelado por Matt Damon.  

- Gravidade (2013)


Escrever sobre um filme do tamanho de Gravidade, longa do diretor Alfonso Cuarón, é algo extremamente complicado. Desde o dia 11 de agosto de 2010, quando publiquei aqui no Cinemaniac a primeira notícia sobre o longa, admito ter ficado impressionado com toda a trama e a ousadia envolvendo o trabalho. E a expectativa não poderia ter sido melhor atingida. Aliando a complexidade dos efeitos visuais à simplicidade de uma ótima trama, Gravidade se tornou um verdadeiro marco do cinema moderno. Uma obra fantástica, irretocável, que explora com primor o que de melhor o cinema tem a oferecer. Acompanhando as desventuras de uma astronauta "perdida" no espaço, o longa estrelado por Sandra Bullock acabou aclamado pela crítica e pelo público. Com orçamento de US$ 100 milhões, Gravidade somou US$ 723 milhões em todo o mundo, comprovando o êxito desta incrível odisseia espacial. 

- Guardiões da Galáxia (2014)


Superando as elevadas expectativas em torno deste projeto, Guardiões da Galáxia comprova a recorrente ousadia presente nos trabalhos da Marvel Studios. Transformando o supergrupo b dos quadrinhos em um avassalador sucesso de público e crítica, o diretor James Gunn nos apresenta uma obra exótica e original, completamente distante do que vem sendo produzido dentro do gênero. Equilibrando de forma primorosa ação, comédia, aventura e o ótimo repertório musical, esta adaptação é um tiro certeiro capaz de reunir toda a essência da Marvel em um mesmo longa. Uma divertidíssima viagem espacial que somou incríveis US$ 774 milhões ao redor do mundo. 

- Interestelar (2014)


Se inspirando nas teorias de físicos renomados como Albert Einstein e Kip Thorne, este último um dos produtores-executivos do longa, Interestelar surpreende ao não se mostrar tão complexo quanto parecia ser. Ao longo de quase 2 h e 50 min de projeção, o diretor Christopher Nolan (A Origem) confere a este robusto Sci-Fi uma curiosa atmosfera blockbuster, recorrendo aos elementos mais básicos do cinema pipoca para guiar o espectador através de um argumento repleto de conceitos envolvendo as leis da física. Em meio às elaboradas viagens entre tempo e espaço, apresentadas com um didatismo que não subestima a inteligência do espectador, Nolan encontra nos melodramas intertemporais entre um pai e sua filha uma interessante forma de humanizar esta épica jornada pela sobrevivência. Recheado de empolgantes sequências de ação, atuações arrebatadoras e um visual digno dos grandes clássicos do gênero, Interestelar é um daqueles trabalhos capazes de agradar não só aos fãs das obras de cunho mais científico, como também àqueles que procuram um entretenimento de qualidade comprovada.

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