quarta-feira, 4 de maio de 2016

Star Wars: Do Pior ao Melhor


Nesta quarta-feira, dia 4 de maio, é comemorado ao redor do mundo o Dia de Star Wars, uma data especial criada pelos fãs para celebrar a popular franquia idealizada por George Lucas. Lançado em 1977, Uma Nova Esperança (ou simplesmente Guerra nas Estrelas) inaugurou um universo espacial absolutamente particular, recheado de personagens cativantes, memoráveis sequências de ação e pioneiros efeitos visuais. Ao lado de Star Wars: O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi (1983), a trilogia clássica se tornou referência dentro da indústria do entretenimento, rendendo uma problemática trilogia prelúdica, uma série de animações, games e action figures. Isso, obviamente, sem falar do espetacular Episódio VII: O Despertar da Força (2015), longa que marcou a redenção da franquia e se transformou na terceira maior bilheteria de todos os tempos. Aproveitando esta data importante para os fãs da saga, neste especial do Cinemaniac confira o nosso ranking com uma análise sobre os melhores os melhores e os piores filmes da franquia Star Wars.

7º Star Wars Episódio II: O Ataque dos Clones (2002)


O lançamento mais esquecível da série, O Ataque dos Clones é um entretenimento pesado que carece de momentos memoráveis. Ampliando a discussão política em torno da franquia, George Lucas se rendeu a uma trama exageradamente sóbria, abrindo um grande espaço para a ascensão do nefasto Palpatine (Ian McDiarmid). Uma premissa que necessitava de grandes atuações, de emoção, mas que esbarrou na inexpressividade do protagonista Hayden Christensen. Responsável por dar vida ao já adulto Anakin Skywalker, o jovem ator em nenhum momento consegue absorver a complexidade do seu arco, tornando o romance com a Senadora Padmé Amidala (Natalie Portman) insosso e carente de química. Além disso, apesar das três indicações ao Oscar, os efeitos visuais soam artificias e excessivos, uma experiência completamente datada nos dias de hoje. Ainda assim, a batalha final entre Yoda e o Conde Doku (Christopher Lee) se revelou um dos pontos altos do longa. (Avaliação ** e 1\2)

6º Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999)



Longa de estreia da trilogia prelúdica, A Ameaça Fantasma marcou também o meu primeiro contato com a franquia Star Wars nos cinemas. Após uma lacuna de dezesseis anos, George Lucas resolveu recontar a história do temido Darth Vader, nos apresentando ao pequeno Anakin Skywalker (Jake Lloyd). Trazendo Ewan McGregor como o jovem Obi Wan e Liam Neeson como o mentor Qui-Gon Jinn, o longa patina diante dos perceptíveis problemas de tom. Mesmo protagonizado por uma criança, Lucas investe numa trama marcada por questões comerciais e políticas, a maioria delas envolvendo a luta da Rainha Amidala (Natalie Portman) para livrar o seu planeta dos embargos econômicos impostos pela Federação do Comércio. Apesar do desinteressante pano de fundo, o Episódio I é habilidoso ao resgatar o clima aventureiro da trilogia original, entregando uma série de expressivas sequências de ação. Com destaque para a incrível corrida de pods, que rendeu na época um divertidíssimo jogo para N64. Além disso, George Lucas nos apresentou ao melhor antagonista desta nova trilogia, o habilidoso Darth Maul (Ray Park). Sem medo de errar, a luta final entre Obi Wan, Qui-Gon e Maul se mostra à altura dos melhores embates da saga original. Na ânsia de agradar ao público mais novo, no entanto, Lucas se escora em alívios cômicos irritantes, entre eles o desastrado Jar-Jar Binks e a euforia artificial do pequeno Jake Lloyd. (Avaliação ***)

5º Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith (2005)


Apesar dos problemas de ritmo e da inexpressiva presença de Hayden Christensen, A Vingança dos Sith faz jus as intenções de George Lucas na franquia prelúdica. Abrindo mão do pano de fundo político, o longa finalmente se concentra na ida de Anakin para o Lado Negro da Força. A partir de uma premissa bem fundamentada, os dilemas do futuro Darth Vader são desenvolvidos com categoria ao longo da trama, permitindo que o público conheça os motivos que os transformaram numa nefasta figura. A relação é Palpatine e Anakin é habilmente construída, assim como as consequências desta devastadora parceria. Ao contrário dos longas anteriores, Lucas finalmente acerta no que diz respeito ao tom da película, apostando numa atmosfera sombria totalmente coerente com o processo de "criação" do icônico Darth Vader. Além disso, a animação computadorizada é utilizada com maior cuidado nesta continuação, se tornando fundamental para o desenvolvimento do subestimado General Grievous e para a concepção do intenso clímax. O ponto alto do longa, no entanto, fica pela maneira cuidadosa com que George Lucas dialoga com a Trilogia Clássica, entregando um desfecho instigante e absolutamente bem resolvido. (Avaliação *** e 1\2)

4º Star Wars Episódio VI: O Retorno de Jedi (1983)



Último capítulo da aclamada Trilogia Clássica, O Retorno de Jedi talvez seja o longa mais familiar da franquia. Após o catártico desfecho de O Império Contra-Ataca (1980), George Lucas investiu numa argumento novamente mais aventureiro, descontraído, mas não menos empolgante. Indo além da esperada batalha final contra o temido Darth Vader, o longa é habilidoso ao trabalhar as subtramas, principalmente a exótica incursão ao planeta do Jabba The Hunt. Apesar do tom mais leve, potencializado pelo artesanal embate entre os Eowks e as tropas do Império, Lucas é cuidadoso ao explorar as dúvidas de Luke Skywalker, a relação com o seu pai e o temor envolvendo a influência do Lado Negro da Força, adicionando uma generosa dose de intensidade a intimista batalha final. Além disso, o diretor Richard Marquand mostra categoria ao construir as vibrantes sequências de ação, fazendo um excelente uso dos cativantes personagens, incluindo o popular Boba Fett, e do carismático elenco, potencializado pelas competentes atuações de Harrison Ford, Mark Hamil, Carrie Fisher (com o seu biquíni dourado) e Billy Dee Williams. (Avaliação ****)

3º Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força (2015)



Grandioso do início ao fim, Star Wars: O Despertar da Força não é só o longa que os fãs de Luke, Han Solo e da Princesa Leia esperavam. Na verdade, esta audaciosa sequência simboliza o resgate do espírito aventureiro que transformou a franquia num dos maiores fenômenos - senão o maior - da cultura pop mundial. Completamente fiel à trilogia clássica, o longa dirigido por J.J Abrams nos leva a euforia ao buscar nas origens as ferramentas para atualizar a série, encontrando no icônico Uma Nova Esperança (1977) a inspiração necessária para introduzir os incríveis novos personagens. Mesmo com pequenos problemas, a maioria deles envolvendo o arremate de alguns personagens e as velhas soluções convenientes, Star Wars: O Despertar da Força presta uma bela homenagem à trilogia clássica ao promover uma interessante passagem de bastão. Desta forma, além de estabelecer uma nova e diversificada geração de protagonistas, capitaneados pela indomável Rey (Daisy Ridley), pelo divertidíssimo Finn (John Boyega) e pelo incrível BB8, esta épica aventura espacial parece encantada com a possibilidade de resgatar os integrantes da velha guarda, comprovando que Han Solo, Princesa Leia, Chewbacca e Luke Skywalker ainda tinham fôlego para mais uma grandiosa aventura. O resultado é um entretenimento visualmente irretocável, repleto de sequências memoráveis e personagens vigorosos. (Avaliação **** e 1\2)

2º Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977)


Lançado na época como Guerra nas Estrelas, Uma Nova Esperança colocou seu nome na história ao introduzir uma das franquias mais populares da cultura pop. Exibindo o seu reconhecido pioneirismo tecnológico, o diretor George Lucas deu vida a um universo fantástico, marcado por cenários expressivos, por personagens cativantes e por primorosas sequências de ação. Numa opção ousada, o Episódio IV já começa a "100 km por hora", apresentando a investida do vilão Darth Vader na nave da rebelde Princesa Leia. Adotando um ritmo envolvente, Lucas mostra uma rara inspiração ao introduzir cada um dos personagens, os aproximando com absoluta naturalidade. Mesmo sem se aprofundar nos dilemas emocionais em torno da figura de Luke Skywalker, talvez o grande pecado do argumento, George Lucas é preciso ao explorar a química entre os atores, preparando o terreno para o futuro sem enfraquecer a batalha contra a Estrela da Morte. Por falar nela, a grande arma do Império se transforma no pano de fundo ideal para o imponente clímax, comprovando a criatividade do realizador na construção de uma das sequências mais incríveis de toda a franquia. O resultado é um entretenimento completo, um longa à frente do seu tempo. (Avaliação **** e 1\2)

1º Star Wars Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980)



Quem sou eu para contrariar a maioria. Apresentando uma das reviravoltas mais expressivas da história do cinema, O Império Contra-Ataca sobreviveu ao tempo e ainda hoje se revela uma referência no que diz respeito aos blockbusters. Numa opção corajosa e absolutamente bem arquitetada, George Lucas resolve se voltar para a retomada do Império, injetando uma aura mais sombria a esta aventureira continuação. Responsável por introduzir o popular Mestre Yoda, o longa acompanha não só o processo de treinamento de Luke Skywalker, como também o contra-ataque das tropas imperiais, nos brindando com uma obra mais urgente e intensa. Recheado de incríveis sequências de ação, com destaque para o ataque a base Echo, o diretor Irvin Kershner é habilidoso ao se aprofundar nos dilemas de cada um dos personagens, indo além da batalha do bem contra o mal. Personagens como o dúbio Lando e sábio Yoda adicionam um inegável peso a película, preparando o terreno para o impactante clímax. Um desfecho corajoso, surpreendente e absolutamente maduro. (Avaliação *****)

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