quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Top 10 (Sylvester Stallone)


De volta ao personagem que o consagrou, Sylvester Stallone adicionou mais um belíssimo capitulo a sua extensa filmografia com o inquestionável Creed: Nascido para Lutar (confira a nossa opinião aqui). Capturando com invejável dramaticidade o impacto do envelhecimento na rotina do icônico personagem Rocky Balboa, o veterano ator voltou a ser lembrado pelas grandes premiações ao entregar uma das performances mais elogiadas da sua vida, repetindo o caminho trilhado lá no início da sua carreira com o lançamento independente Rocky - O Lutador (1977). Reconhecido inicialmente como um promissor ator dramático, Sylvester Stallone pouco a pouco foi construindo uma das mais celebradas carreiras no cinema de ação, presenteando os fãs do gênero com personagens como John Rambo, Marion 'Cobra' Cobretti, Lincoln Hawk, John Spartan e mais recentemente o mercenário Barney Ross. Aproveitando o sucesso de Creed: Nascido para Lutar, longa que deu ao velho Sly o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante, neste Top 10 Cinemaniac confira esta lista com os dez melhores filmes estrelados por Sylvester Stallone escolhidos por este que aqui escreve.

10º O Demolidor (1993)


Um verdadeiro 'guilty pleasure', O Demolidor se tornou com o passar dos anos um dos trabalhos mais cults da filmografia de Sylvester Stallone. Num trabalho que envelheceu absolutamente bem, Sly se une a Sandra Bullock e Wesley Snipes num Sci-Fi de ação divertido e extremamente irreverente. Na trama, conduzida pelo italiano Marco Brambilla, Stallone interpreta um policial durão que, após prender o temido criminoso Simon Phoenix (Snipes), é condenado injustamente por sua atitude durante a desastrada operação. Congelado num experimento durante 36 anos, o oficial desperta no futurístico ano de 2011, numa sociedade pacífica onde a criminalidade foi completamente extinguida. Sua missão: parar novamente o violento Phoenix, que de maneira inesperada conseguiu escapar desta gélida prisão criogênica. Aliando humor à ação, O Demolidor empolga não só pelo talento da dupla de protagonistas, mas também por apostar em uma série de soluções criativas, a maioria delas envolvendo esta visão de futura organizada e completamente utópica. 

9º Fuga para Vitória (1982)


Numa das escalações de elenco mais exóticas que já tive conhecimento, Sylvester Stallone dividiu a tela com o astro britânico Michael Caine e o com o "rei" do futebol Pelé no curiosíssimo Fuga para Vitória. Levemente inspirado numa incrível história real, o longa dirigido pelo celebrado John Huston (Moby Dick) acompanha a jornada de um grupo de prisioneiros aliados que, durante a Segunda Guerra Mundial, resolvem disputar uma partida de futebol contra os seus algozes alemães. Sem qualquer tipo de aptidão com as bola nos pés, Stallone ficou incumbido de interpretar um oficial norte-americano que se torna o goleiro desta interessante equipe. Apesar dos treinamentos com o aclamado Gordon Banks, Stallone deslocou o ombro em uma das cenas, ficando fora das filmagens por vários dias. Além disso, o ator quebrou um dos dedos da mão numa dividia com Pelé, que foi o responsável pelas coreografias futebolísticas dentro do jogo final. Que experiência dolorosa...

8º Rota de Fuga (2013)


Retomando a parceria com o astro Arnold Schwarzenegger, Rota de Fuga se revelou um dos mais inesperados sucessos recentes de Sylvester Stallone. Sob a batuta do diretor sueco Mikael Håfström (1408), Sly e Arnold dividem a tela num thriller de ação com pitadas de suspense. Na trama, Stallone interpreta um especialista em fuga de presídios que, após um golpe inesperado, acaba aprisionado num espaço considerado super protegido. Lá, ele inicia uma amizade com um misterioso prisioneiro (Schwarzenegger), numa parceria que será decisiva para a sua mais mirabolante escapada. Recheado de momentos interessantes, Håfström não se rende somente a química entre estes dois dinossauros do cinema de ação, apostando numa envolvente e bem resolvida premissa. Um aposta certeira de Stallone. 

7º Os Mercenários 2 (2012)


Procurando tirar proveito do sentimento de nostalgia envolvendo os fãs do cinema de ação, Sylvester Stallone reuniu alguns dos maiores nomes do gênero no vigoroso Os Mercenários (2010). Com cenas rodadas em solo brasileiro, Stallone superou as polêmicas acerca do seu conhecimento sobre o nosso país - macacos... Sério, Sly? - e nos presentou com um blockbuster explosivo e totalmente 'old school'. Dois anos mais tarde, no entanto, nasceu Os Mercenários 2, de longe o longa mais bem resolvido da trilogia. Trazendo no elenco nomes como os de Jean Claude Van Damme, Dolph Lundgreen, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger e Jason Statham, o longa acompanha as desventurar do líder dos mercenários Barney Ross, que, após a morte do seu jovem pupilo, resolve vinga-lo em pleno leste europeu. Recheado de memoráveis sequências de ação, Os Mercenários 2 comprova a sagacidade de Sylvester Stallone neste resgate de alguns dos maiores representantes do cinema do gênero. 

6º Cop Land - A Cidade dos Tiras (1997)


Num dos trabalhos mais maduros da carreira de Stallone, Cop Land - A Cidade dos Tiras representou um afastamento do escapismo do cinema de ação. Apostando numa estética realística, o diretor James Mangold narra a jornada de um pacato xerife (Stallone) que inicia uma perigosa investigação ao descobrir uma série de ilegalidade envolvendo alguns figurões da sua região. Trazendo no elenco nomes como os de Robert De Niro, Harvey Keitel e Ray Liotta, Cop Land mostra uma faceta mais comedida de Sylvester Stallone, que assumiu o protagonismo em meio a um timaço do primeiro escalão da época. 

5º Rocky IV (1985)


No auge da década de 1980, Rocky Balboa se rendeu a estética do videoclipe no icônico Rocky IV. Ainda que narrativamente não esteja entre os melhores títulos da série, como o inesquecível Rocky II: A Revanche, o longa dirigido e roteirizado pelo próprio Stallone conquistou uma legião de fãs ao apostar no velho confronto entre Davi X Golias. Tirando um enorme proveito do pano de fundo bélico, já que a Guerra Fria tomava o noticiário dos EUA naquele período, Sly recorreu a sua velha perspicácia ao propor um duelo entre URSS e EUA dentro do ringue. Trazendo consigo uma bem vinda mensagem pacífica, vide o discurso de integração defendido pelo personagem, o longa nos apresentou a algumas das melhores sequências de ação da franquia, mostrando a habilidade de Stallone na coreografia das lutas. Além disso, o nórdico pugilista Ivan Drago se tornou um dos antagonistas mais reconhecidos da série, principalmente pela imponente condição física do então jovem Dolph Lundgreen. Isso sem esquecer dos atualmente datados Hits da banda Survivor, que pontuaram de maneira cult as populares cenas de treinamento do icônico Rocky Balboa. RIP Apollo.

4º Creed: Nascido para Lutar (2016)


Numa das melhores atuações de sua carreira, Sylvester Stallone dá completo sentido a esta continuação ao retomar o legado da franquia Rocky Balboa. Convencido pelo diretor Ryan Coogler a retornar ao seu personagem mais icônico, Sly enche a película de sentimento ao evidenciar o impacto do envelhecimento na rotina do ex-campeão mundial da ficção, abrindo espaço para que Michael B. Jordan pudesse brilhar como o filho de Apolo Creed. Indo do alto astral ao fragilizado com absoluto domínio, Stallone emociona ao enfrentar o adversário mais duro de sua carreira, numa das mais humanas histórias de superação já contadas nesta franquia. Desta forma, recheado de sequências inventivas, Creed se revela um longa vibrante, divertido e absolutamente bem conduzido. Uma película que traz consigo do DNA da série Rocky Balboa. 

3º Rocky Balboa (2006)


Após crescer assistindo os primeiros longas da série em VHS e em DVD, finalmente tive a oportunidade de assistir o lendário Rocky na tela grande em Rocky Balboa (2006). E a experiência, sem dúvida alguma, não poderia ser melhor. Resgatando a veia dramática que consagrou os dois primeiros longas da série, Rocky Balboa prestou um enorme serviço às novas gerações ao mostrar o "garanhão italiano" em ação na era da internet. Na trama, dirigida novamente pelo próprio Stallone, o velho Rocky Balboa se depara com um novo desfio quando um invicto campeão vê a sua moral abalada ao perder uma luta virtual para o lendário ex-campeão mundial. Disposto a colocar em cheque este programa de TV, ele convida Rocky para uma luta amistosa, sem saber que no dicionário do seu veterano rival esta palavra não existe. Recheado de diálogos marcantes e poderosas lições de vida, o longa contorna os inúmeros problemas de Rocky V ao arrematar com extrema dignidade a jornada deste incrível personagem. 

2º Rambo - Programado para Matar (1982)


Colocando em cheque o impacto da Guerra do Vietnã na vida dos soldados, Rambo - Programado para Matar inaugurou uma franquia que acabou se perdendo das intenções iniciais. Ainda que eu curta as três sequências, principalmente o intenso Rambo IV, é inegável que a atmosfera crítica da película se perdeu a partir da primeira continuação. Inspirada na obra First Blood, de David Morrell, o longa narra a história do soldado John Rambo, um veterano de guerra que sobreviveu a tortura do exército vietnamita. Atormentado por este nefasto período, Rambo volta para casa condecorado como um herói, mesmo sem concordar com este rótulo. Por um acaso do destino, no entanto, ele volta a experimentar o horror do conflito quando, acusado de ser um andarilho, é preso injustamente por um inescrupuloso xerife. Acoado com a situação, Rambo acaba fugindo da detenção, sendo perseguido como um criminoso que nunca foi. Responsável por uma performance contundente, Stallone traduz neste primeiro longa as consequências da guerra na mente de um soldado, nos brindando com um discurso final corajoso e avassalador. 

1º Rocky - O Lutador (1977)


E o nosso primeiro lugar obviamente não poderia deixar de ser para Rocky - O Lutador (1977). Num projeto autoral e decisivo para a carreira de Sylvester Stallone, o icônico pugilista Rocky Balboa ganhou vida na cabeça de Sly após o então aspirante a ator assistir a incrível performance do desconhecido Chuck Wepner diante do campeão mundial Muhammad Ali. Em apenas três dias, Stallone finalizou o projeto e partiu atrás de um produtor, sem saber que a grande maioria iria relutar em aceita-lo como o protagonista da sua própria trama. Sem o aporte financeiro dos grandes estúdios, o ator rodou o longa de maneira apertada em apenas 28 dias, gastando um pouco mais de US$ 1 milhão na produção. O resultado, porém, todos sabem, e Rocky - O Lutador se tornou um estrondoso sucesso de público e crítica. Vencedor do Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção, para John G. Avildsen, o longa não só deu a Stallone a possibilidade de trilhar uma carreira com muitos mais altos do que baixos, mas também nos apresentou a uma das franquias mais respeitadas do cinema. 

Não podemos esquecer... 

- Falcão: O Campeão dos Campeões (1987)


Popular na Sessão da Tarde, Falcão: O Campeão dos Campeões criou um natural vínculo afetivo com os fãs brasileiros ao narrar a jornada de um pai disposto a assumir a guarda do seu filho em meio a um torneiro mundial de queda de braço. Ainda que a premissa não seja propriamente primorosa, Stallone exibe o seu reconhecido carisma ao interpretar esta figura paterna disposta a se redimir, se tornando um queridinho do público ao longo da década de 1990. 

- F.I.S.T (1978)


Talvez um dos projetos menos conhecidos da vasta cinebiografia de Stallone, F.I.S.T revela a veia dramática do ator ao se inspirar levemente na história real do líder sindicalista Jimmy Hoffa. Conduzido pelo versátil Norman Jewison, dos elogiados Os Russos Estão Chegando e No Calor da Noite, este drama biográfico mostra um Sylvester Stallone mais jovem e comedido. 

- Risco Total (1993)


Vertiginoso e sufocante, Risco Total traz Sylvester Stallone como um destemido alpinista. Indicado a três Oscar, incluindo o de Melhor Efeitos Visuais, o longa se revela um instigante suspense ao acompanhar as desventuras de um resgatista que parece não confiar nos seus companheiros de missão. Trazendo no elenco nomes como os de John Lithgow e Michael Rooker, o longa faturou mais de US$ 255 milhões ao redor do mundo, se tornando mais um dos repentinos sucessos da carreira de Stallone. 

- Assassinos (1995)


Por fim, com roteiro dos irmãos Andy e Lana Wachovski e direção do cultuado Richard Donner (Máquina Mortífera e Os Goonies), Assassinos colocou frente a frente Sylvester Stallone e Antonio Banderas numa história de traição, suspense e muita ação. Na trama, contratado para colocar fim a uma hacker (Juliane Moore), um veterano (Stallone) é pego de surpresa ao ser traído por seu contratante. Perseguido por um assassino bem mais jovem (Banderas), ele se une então ao seu antigo alvo na tentativa de encontrar uma saída para esta complicada situação. 

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