quarta-feira, 27 de maio de 2015

Na expectativa para a estreia de Terremoto: A Falha de San Andreas, confira algumas das catástrofes naturais mais marcantes produzidas por Hollywood


E neste final de semana chega aos cinemas o aguardado Terremoto: A Falha de San Andrea, mais um grandioso filme catástrofe a brotar nos cinemas de todo o mundo. Estrelado pelo carismático Dwayne "The Rock" Johnsson, o longa irá acompanhar a jornada de um piloto de helicóptero para salvar a sua filha em meio a um terremoto de grandes proporções em Los Angeles. Hollwyood, aliás, se acostumou a fazer dos desastres naturais um belo pano de fundo para muitos dos seus longas, levando multidões aos cinemas ao mostrar o nosso querido planeta Terra padecendo perante tornados, maremotos, vulcões, terremotos, cometas e até a explosão do sol. Aproveitando a estreia de A Falha de San Andreas, confira neste especial do Cinemaniac alguns dos longas que mostram o apreço da indústria do cinema pelas catástrofes naturais.

- O Fim do Mundo (1951)



Vencedor do Oscar de Melhor Efeitos Especiais, O Fim do Mundo é um dos primeiros exemplares envolvendo as catástrofes naturais no cinema. Numa época em que a Guerra Fria movia os noticiários, amedrontando a todos com a ameaça envolvendo os ataques nucleares, o diretor Rudolph Maté (300 de Esparta) coloca um planeta em rota de colisão com a Terra. Abrindo as portas para títulos como Armagedon (1997) e Interestelar (2014), o longa mostra o frenesi em torno da destruição do nosso planeta e a corrida de um milionário (John Hoyt) e um cientista (Larry Keating) para a construção de uma nave com o intuito de salvar uma pequena parcela da população. Tirando um belo proveito da atmosfera tensa deste período, O Fim do Mundo faz muito com pouco, mostrando a criatividade de Hollywood numa época em que os efeitos especiais eram absolutamente limitados. 

Terremoto (1974)




Estrelado pelos experientes Charlton Heston (Ben Hur) e Ava Gardner (A Hora Final) o longa dirigido por Mark Robson (Nove horas até a Eternidade) se tornou um dos pioneiros no cinema catástrofe ao narrar as desventuras uma série de cidadãos norte-americanos perante um terremoto de grandes proporções em Los Angeles. Apostando em criativos efeitos práticos, Robson faz o possível para trazer verossimilhança ao seu longa, conseguindo um resultado realmente interessante. Entre as curiosidades, vale lembrar que Terremoto teve como roteirista o romancista Mario Puzo, autor do clássico definitivo O Poderoso Chefão. Indicado a 4 Oscar, Terremoto levou o Oscar de Melhor Som. 

- Meteoro (1979)


Apesar de não ter se tornando um sucesso de público, Meteoro foi mais um dos filmes catástrofes a colocar o nosso planeta na mira de um meteoro. Estrelado por Sean Connery (Os Intocáveis), Henry Fonda (Era uma Vez no Oeste), Martin Landau (Cine Majestic) e Nathalie Wood (Amor, Sublime Amor), este blockbuster norte-americano mostra os americanos unindo forças com os russos para encontrar uma arma capaz de parar esta ameaça. Isso, verdade seja dita, em plena Guerra Fria. Apesar desta coragem, no entanto, o longa padeceu nas bilheterias, faturando modestos US$ 8 milhões nas bilheterias norte-americanas. Um resultado fraco, vide os então grandiosos US$ 16 milhões investidos na produção. Entre as curiosidades, Meteoro foi dirigido por Ronald Neame, que anos mais tarde viria a fazer sucesso dentro do cinema catástrofe com o clássico O Destino de Poseidon (1972). 

- Enchente: Quem salvará nossos Filhos ? (1993)


Chegamos então ao ano de 1993 com o clássico do "Cinema em Casa" Enchente: Quem Salvará nossos filhos?. Inspirado numa trágica história real, o longa feito para a TV norte-americana mostra como uma tempestade acabou atingindo um grupo de jovens durante um retiro religioso. Dirigido pelo neozelandês Chris Thomson, o longa impressiona pela forma verossímil como recria este doloroso episódio. Apesar do baixo orçamento, aliás, Thomson consegue um trabalho visualmente caprichado, mantendo o clima de tensão em torno das desventuras deste grupo de jovens. Trazendo no elenco nomes como os de Joe Spano (Um Crime de Mestre) e Renée O'Connor, a Gabrielle de Xena: A Princesa Guerreira, Enchente mostra os perigos de uma grande tempestade. 

- Twister (1996)


Empurrado pelo sucesso de Twister, o final da década de 1990 ficou marcado por uma profusão de filmes catástrofes. Dirigido por Jan de Bont, do ótimo Velocidade Máxima, Twister impressionou o mundo ao mostrar com extrema perícia os devastadores efeitos de um tornado. Estrelado por Helen Hunt (Melhor é Impossível) e Bill Paxton (Limite Vertical), o longa acompanha a tentativa de um grupo de caçadores de tornados para encontrar uma forma de mapear a formação destas grandes correntes de vento. Com efeitos especiais espetaculares, Jan de Bont conseguiu fazer um incrível uso do 'boom' dos adventos digitais, comandando um longa que fez um estrondoso sucesso nas bilheterias. Com orçamento de US$ 92 milhões, o longa faturou mais de US$ 494 milhões em todo mundo. 

- O Inferno de Dante (1997)


Já o ano de 1997 ficou marcado pelos vulcões no cinema. Estrelado por Pierce Brosnan (007 - Contra GoldenEye) e Linda Hamilton (O Exterminador do Futuro), o longa dirigido por Roger Donaldson (A Experiência) narra a jornada de um especialista em vulcões e de uma prefeita para evitar que uma pequena cidade do interior dos EUA seja varrida por um vulcão prestes a entrar em erupção. Recebido de maneira fria pela crítica, o longa também não teve um grande desempenho nas bilheterias. Com orçamento de US$ 116 milhões, O Inferno de Dante faturou modestos US$ 178 milhões nas bilheterias internacionais. Apesar disso, o longa ficou marcado por alguns momentos interessantes, como na dolorosa sequência em que uma personagem salva a sua família conduzindo um barco em plena lava. 

Volcano: A Fúria (1997)


E para rivalizar com o título acima, Volcano - A Fúria foi a tentativa da Fox de mostrar que os vulcões poderiam levar multidões aos cinemas. Mais uma vez, no entanto, não foi isso que aconteceu. Estrelado pelo experiente Tommy Lee Jones, Volcano adotou com maior fidelidade a estética blockbuster, apostando na destruição numa escala maior e mais espetacular. Utilizando Los Angeles como cenário, o diretor Mick Jackson apostou em efeitos visuais caprichados, mas numa trama nitidamente requentada. O resultado - logicamente - se refletiu nas críticas oscilantes e nas bilheterias, já que o filme custou cerca de US$ 90 milhões, mas faturou modestos US$ 122 milhões em todo mundo. Com o perdão do trocadilho, um balde de água congelante nos filmes de vulcões. 

- Tempestade (1998)


E pra apagar o fogo destes vulcões, em 1998 chegou aos cinemas o subestimado Tempestade. Estrelado por Morgan Freeman (Todo Poderoso), Randy Quaid (Férias Frustradas), Christian Slater (O Nome da Rosa) e Minnie Driver (O Fantasma da Ópera), o longa utilizou um temporal de proporções gigantescas (confira o nosso Top 10 com os filmes chuvosos) como um pano de fundo para uma trama envolvendo um assalto e uma gangue de perigosos bandidos. Contando com efeitos visuais absolutamente verossímeis, que só contribuem para a atmosfera tensa do longa, o diretor Mikael Salomon tirou um belo proveito dos US$ 70 milhões de orçamento, conseguindo trabalhar muito bem com as inundações e com a atmosfera claustrofóbica. Apesar do êxito estético, no entanto, o longa fracassou nas bilheterias, conseguindo questionáveis US$ 19 milhões nas bilheterias norte-americanas.

- Impacto Profundo (1998)


Com a virada do século se aproximando, Hollywood resolveu entrar na ondas das teorias conspiratórias sobre o fim do mundo. Em meio a uma série de especulações furadas, Impacto Profundo voltou a colocar um meteoro na mira do planeta Terra. Novamente estrelado por Morgan Freeman, que deu vida ao presidente dos EUA, o longa se tornou um dos grandes blockbusters de 1998. Trazendo no elenco nomes como os de Robert Duvall (O Poderoso Chefão), Téa Leoni (As Loucuras de Dick and Jane) e Elijah Wood (O Senhor dos Anéis), Impacto Profundo surpreendeu a muitos ao não se concentrar nos elementos mais básicos do cinema catástrofe, mas sim nos dramas envolvendo a iminente destruição de parte do planeta Terra. Apesar de muitos lamentarem a falta dos momentos mais espetaculares, que ganham a tela de maneira estupenda no último ato, o longa fez grande sucesso ao faturar mais de US$ 349 milhões em todo mundo, se tornando a sexta maior bilheteria deste ano. 

Armagedom (1998)


O filme catástrofe de 1998, porém, foi Armagedom. Dirigido pelo "explosivo" Michael Bay (Transformers), o longa estrelado por um timaço de atores teve tudo o que Impacto Profundo não ofereceu. Se o primeiro evitou se render as soluções megalomaníacas, Armagedom flertou diretamente com as fórmulas mais escrachadas do cinema pipoca, apresentando espetaculares cenas de perseguição, impressionantes viagens espaciais, atos de heroísmo altruístas e um insosso romance envolvendo Ben Affleck e a bela Liv Tyler. Na trama, após um gigantesco cometa entrar em rota de colisão com a terra, um grupo de escavadores liderado por Bruce Willis e Will Patton (Duelo de Titãs) terá que viajar ao espaço para tentar partir o meteoro ao meio evitando assim a destruição da Terra. Embalado pela canção I Don't Want to Miss a Thing, que se tornou um dos maiores hit's recentes da banda Aerosmith, Armagedom se sagrou a maior bilheteria do ano de 1998, faturando expressivos US$ 553 milhões em todo mundo. 

- Mar em Fúria (2000)


E os maremotos se tornaram ainda mais amedrontadores em Mar em Fúria. Dirigido pelo aclamado Wolfgang Petersen (O Barco, Tróia), o longa estrelado por George Clooney e Mark Wahlberg impressionou os fãs da sétima arte ao mostrar as desventuras da tripulação do navio Andrea Gail durante uma grande tempestade em alto mar. Com cenas marítimas absolutamente fantásticas, a maioria delas rodadas em um gigantesco tanque de 30 metros de comprimento e 7 metros de profundidade, o longa foi bem recebido pelo público, faturando US$ 328 milhões em todo mundo. A crítica, no entanto, se dividiu, e torceu o nariz para o problemático último ato. 

- O Núcleo: Missão ao Centro da Terra (2003)


O planeta Terra parou de girar e um grupo de brilhantes cientistas terá que se unir para evitar que este efeito destrua a civilização. Em cima desta premissa, a Paramount apostou no científico O Núcleo - Missão ao Centro da Terra. Apostando num elenco gabaritado, com nomes como os de Aaron Eckhart (Obrigado por Fumar), Hilary Swank (Menina de Ouro), Bruce Greenwood (Star Trek) e Stanley Tucci (A Mentira), este Sci-Fi optou por se concentrar muito mais na salvação da Terra. Apesar dos efeitos especiais abaixo da média, visivelmente aquém em relação a filmes como Twister e Armagedom, O Núcleo teve uma recepção mediana por parte da crítica e faturou interessantes US$ 73 milhões em todo mundo. Uma bilheteria ligeiramente superior aos US$ 60 milhões do orçamento. 

- O Dia Depois de Amanhã (2004)


Dirigido pelo 'Ás' dos filmes catástrofes, o alemão Roland Emmerich (Independence Day), O Dia Depois do Amanhã comprovou o talento deste realizador e se tornou um dos maiores sucessos de 2004. Apostando novamente na grandiosidade, desta vez uma gigantesca tempestade glacial acaba atingindo as ruas de Nova York, o longa coloca um desesperado pai (Dennis Quaid) como a única salvação para o seu filho (Jake Gyllenhall) e um grupo de sobreviventes escondidos em uma biblioteca pública. Contando com efeitos visuais realmente fantásticos, Emmerich se destaca ao congelar parte dos EUA, construindo sequências realmente fantásticas. Visualmente impressionante, o longa se sagrou a sexta maior bilheteria de 2004, faturando expressivos US$ 544 milhões em todo o mundo.  

Sunshine: Alerta Solar (2007)



Um dos melhores filmes desta matéria, Sunshine - Alerta Solar é um daqueles robustos Sci-Fi que merecem atenção. Dirigido pelo ótimo Danny Boyle (Extermínio, Quem quer ser um Milionário), o longa se passa num futuro distante onde a Terra parece sucumbir diante da força do Sol. Com as temperaturas cada vez mais altas e o risco de explosão iminente, um grupo de cientistas é enviado para reiniciar o Sol com uma enorme bomba estelar, um dispositivo nuclear com massa equivalente a ilha de Manhattan. Recheado de questões reflexivas, o longa equilibra habilmente a narrativa com o aspecto visual, impressionando ao mostrar com imponência o Sol em sequências verdadeiramente originais. Sunshine foi muito bem recebido pela crítica e faturou US$ 32 milhões em todo mundo, empurrado pelas boas atuações de Cillian Murphy (Extermínio), Chris Evans (Capitão América) e Rose Byrne (Vizinhos).

- 2012 (2009)

Embalado pelas teorias Maias envolvendo o fim do mundo, o diretor Rolland Emmerich voltou ao gênero que o consagrou com o avassalador 2012. Promovendo uma das mais divertidas e descompromissadas destruição do mundo, o longa foi um daqueles impressionantes arrasa-quarteirões, levando multidões aos cinemas ao narrar a jornada de um pai (John Cusack) e a sua tentativa de salvar a família da destruição do planeta Terra. Empurrado por efeitos visuais espetaculares, o longa leva a destruição para os quatro cantos do mundo, o que acabou se revelando uma estratégia de marketing certeira. Com US$ 166 milhões nas bilheterias norte-americanas, 2012 conseguiu US$ 603 milhões no restante do mundo, somando US$ 769 milhões. Pra se ter a noção exata do sucesso, o longa terminou 2009 com a quinta maior bilheteria do ano, só perdendo para as franquias Transformers, Harry Potter, A Era do Gelo e para o fenômeno Avatar. 

- O Impossível (2012)



Elogiado por público e crítica, O Impossível chocou os fãs da sétima arte ao mostrar a trágica passagem de um tsunami pela Tailândia em 2004. Contando com a estupenda atuação da atriz Naomi Watts, indicada ao Oscar por seu trabalho, e com efeitos especiais absolutamente sufocantes, o diretor espanhol Juan Antonio Bayona (O Orfanato) usa e abusa da realidade ao narrar a jornada de uma família separada por um devastador tsunami. Exalando tensão do início ao fim, O Impossível evita a glamourização da catástrofe, incomodando o seu público ao apostar em sequências intensas e sufocantes. Contando com uma edição de som fantástica, que dá contornos absurdos as sequências submersas, o longa faturou impressionantes US$ 180 milhões em todo mundo, se tornando um dos exemplares mais realistas do gênero. 

- Sharknado (2013)


Subvertendo os filmes catástrofes, o despretensioso estúdio Asylum (saiba mais sobre ele aqui) surpreendeu o mundo ao apostar as suas fichas no ultra trash Sharknado. Apostando na zoeira e nos filmes b, o estúdio resolveu unir tornados e tubarões num mesmo longa, criando uma das tempestades mais bizarramente letais do cinema. Apesar do efeitos especiais completamente caricatos e da bizarra premissa, o longa lançado no canal SyFy acabou atraindo a atenção dos fãs por sua excentricidade, viralizando na internet e nas redes sociais. Com mais de dois milhões de espectadores na TV, o longa chegou a ser lançado num circuito reduzido nos EUA, rendendo prontamente mais duas sequências tão trash contra o original. Trazendo no elenco nomes como os de Tara Reid, da franquia American Pie, John Head, o pai de Kevin nos dois primeiros Esqueceram de Mim, e Ian Ziering, da série Barrados no Baile, Sharknado mostra o lado mais democrático do cinema, evidenciando que os filmes ruins também podem ter vez. 

- No Olho do Tornado (2014)




Voltando aos filmes mais "sérios", No Olho do Tornado trouxe certo vigor ao cinema catástrofe. Com um orçamento modesto para o gênero, o equivalente a US$ 50 milhões, o longa dirigido por Steven Quale resolveu apostar no estilo "found footage", mostrando os efeitos de um tornado numa pequena cidade do interior dos EUA. Contando com impecáveis efeitos visuais e com uma trama requentada, o longa estrelado por Richard Armitage (O Hobbit) e Sarah Wayne Callies (The Walking Dead) faturou interessantes US$ 160 milhões em todo mundo, mostrando a força das catástrofes naturais junto à sétima arte. 

4 comentários:

Hugo disse...

Assisti vários das sua lista, mas meu favorito do gênero ainda é o clássico "Inferno na Torre".

Abraço

thicarvalho disse...

Sem dúvidas, na verdade esse só não entrou na lista por não ser uma catástrofe natural. Aliás, esse filme tem um remake asiático chamado The Tower que é ótimo. Abs Hugo.

Camila Vázquez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Camila Vázquez disse...

Este gênero é o meu favorito. Eu acho que é onde a maioria se esforça para criar efeitos especiais são muito realistas. Listamos ações este post, e todos tinham elementos únicos, o filme San Andreas tem os melhores efeitos temos visto nestes filmes. A história não é complicado, o que eu acho que é excelente, pois não diminui destaque para o caos, que é o que o filme é sobre. A trilha sonora poderia ser melhor.

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