quarta-feira, 13 de abril de 2016

Neste Dia do Beijo confira alguns dos novos Romances mais sinceros do cinema

Neste dia 13 de Abril é celebrado o Dia Internacional do Beijo. Um gesto de afeto e carinho, o beijo se tornou uma marca registrada dentro dos mais memoráveis romances do cinema, um símbolo de conquista e amor mútuo. Aproveitando a chegada desta romântica data, nesta especial do Cinemaniac confira algumas das novas e mais sinceras histórias de amor do cinema.

A Delicadeza do Amor (2011)


Seguindo no cinema francês, A Delicadeza do Amor é mais um dos longas do gênero com o padrão de qualidade europeu. Estrelado por Audrey Tautou, a inesquecível Amelie de O Fabuloso Destino de Amelie Poullain, este despretensioso romance vai te surpreender. Tatou vive Nathalie, uma mulher independente, feliz e muito bem casada. Tudo muda, no entanto, quando o seu marido acaba falecendo de forma repentina. Deprimida, Nathalie passa a se fechar para novos relacionamentos, dedicando boa parte de seu tempo ao trabalho. É ai que ela conhece, de forma inusitada, o introspectivo Markus (François Damiens). Um homem desajeitado e tímido que nem cogitava entrar em um relacionamento. Apesar de diferentes, os dois se aproximam, fato que acaba criando um certo mal estar em todos que os cercavam. Um daqueles sinceros e simples trabalhos que só o cinema europeu pode nos proporcionar.

Hoje eu quero Voltar Sozinho (2014)


O representante brasileiro da lista, Hoje eu Quero Voltar Sozinho é uma das grandes surpresas de 2014. Baseado no curta-metragem Hoje eu Não quero Voltar Sozinho, o diretor Daniel Rezende ampliou o seu projeto inicial nos brindando com um belo trabalho. Também roteirizado por Daniel, o longa segue os passos de Leonardo (Guilherme Lobo), um jovem cego que vive a expectativa de ter o seu primeiro grande amor. Ao lado da amiga e fiel escudeira Giovana (Tess Amorim), o jovem divide o seu tempo entre a escola e a busca por independência. Em meio a esse vai e vem, Leonardo acaba conhecendo o jovem Gabriel (Fabio Audi), um novo e deslocado aluno que logo se aproxima dos dois. Não demora muito para que Leonardo desenvolva um grande laço de amizade com Gabriel, o que cria uma grande tensão na sua amizade com Giovana. Em cima deste triângulo amoroso juvenil, Daniel Rezende nos apresenta um interessante relato desta nova geração.

Ruby Sparks - A Namorada Perfeita (2012)


Imagine você poder criar a namorada perfeita, daquelas praticamente tiradas das páginas de um livro. Pois bem, essa é a premissa básica da cativante e carismática comédia romântica Ruby Sparks. Estrelada por Paul Dano (Sangue Negro) e Zoe Kazan (Simplesmente Complicado), o longa narra a história de um escritor (Dano) com sérios problemas em encontrar o par perfeito. A situação é tão grave que ele passa a conviver com um grave bloqueio criativo, fato que o impede de publicar bons trabalhos. Desiludido e sem a inspiração que lhe faltava, o escritor resolve criar uma personagem feminina que poderia se apaixonar por ele. De forma inexplicável essa mulher (Kazan) sai das páginas dos livros para a vida real, mudando a vida do escritor de uma forma que ele nunca poderia esperar. Com uma trama repleta de boas sacadas, Ruby Sparks é aquele tipo de filme que conquista o espectador desde a primeira cena. Dos mesmos diretores de A Pequena Miss Sunshine.

Ela (2014)


Uma das mais inusitadas histórias de amor apresentadas no cinema, Ela é um relato impressionante sobre uma geração acostumada as relações virtuais. Dirigido e roteirizado pelo criativo Spike Jonze (Adaptação), Ela narra a história de Theodroe (Joaquin Phoenix), um homem deprimido que, após uma traumática separação, passa a se isolar socialmente. Vivendo do trabalho para casa, ele acaba se interessando pela oferta de um novo programa de computador. Construído a partir de uma inteligência artificial, esse programa oferece uma espécie de secretária eletrônica do futuro. Theodore, no entanto, se apaixona pela voz deste programa do computador (Scarlett Johansson), inciando assim uma relação que esbarra nas noções básicas da física. Contando com a estupenda atuação de Joaquin Phoenix e uma fotografia provocativa, Ela é o romance das novas gerações.

Carol (2016)



Inspirado no romance The Price of Salt, de Patricia Highsmith, Carol volta ao passado para mostrar uma história de amor e intolerância que ainda hoje se revela extremamente pertinente. Conduzido com enorme categoria pelo talentoso Todd Haynes, este elegante romance de época abdica dos melodramas ao narrar com absoluta sutileza a relação entre duas mulheres dispostas a enfrentar as conseqüências de uma paixão proibida. Através de uma abordagem discreta e intimista, o longa passeia com inspiração por temas naturalmente espinhosos, encontrando nas estupendas performances Cate Blanchett e Rooney Mara o misto de elegância e latência que acaba por ditar o ritmo do envolvente argumento.

As Vantagens de Ser Invisível (2012)


Adaptação do best-seller assinado por Stephen Chbosky, As Vantagens de Ser Invisível é um daqueles trabalhos que prometem marcar uma geração. Dirigido pelo próprio Chbosky, o longa ganhou - inicialmente - um grande destaque por ser o primeiro grande desempenho de Emma Watson fora da franquia Harry Potter. Se engana, porém, que acredita que este é o único mérito do longa. Numa incrível adaptação da obra literária, o filme estrelado por Logan Lerman (Percy Jackson) e Ezra Miller (Precisamos Falar sobre Kevin) narra a história de Charlie, um jovem introspectivo que não consegue seu espaço. Com os nervos a flor da pele, o jovem parece próximo de ter um colapso. A vida dele ganha um novo rumo, no entanto, quando ele conhece dois carismáticos amigos: o extrovertido Patrick (Ezra Miller) e a afetuosa Sam (Emma Watson). Os dois então acabam proporcionando uma série de novas experiências a vida de Charlie, incluindo ai uma complicada paixão à primeira vista. Com uma excelente trilha sonora, destaque para a marcante cena ao som Heroes, de David Bowie, As Vantagens de Ser Invisível é uma obra indispensável para os fãs do gênero.


Dos mesmos diretores O Golpista do Anos, Amor a Toda Prova nos apresentou o comediante Steve Carell em um papel completamente diferente do seu costume. Com um elenco recheado de grandes nomes, incluindo ai Ryan Gosling (Drive), Emma Stone (A Mentira), Kevin Bacon (Footloose) e Juliane Moore (Ensaio sobre a Cegueira), essa madura comédia romântica narra a história de Cal (Carell), um homem que acaba surpreendido com o pedido de separação de sua esposa. Agora solteiro, ele parece não conseguir se readaptar a vida social. Tudo muda quando ele conhece Jacob (Gosling), um jovem "Don Juan" que se comove com a baixa estima de Cal. Disposto a dar uma repaginada no homem abandonado, Jacob passa a ensinar uma série de lições para que Cal volte a ser um conquistador. Nesse meio tempo, no entanto, Jacob acaba se apaixonado pela carismática Hannah (Emma Stone), uma mulher completamente diferente das que ele geralmente andava. Apesar de se tratar de uma comédia, eu garanto que esse filme vai te surpreender.

Meia Noite em Paris (2011)


Considerado o último grande trabalho de Woody Allen, Meia Noite em Paris é aquele tipo irresistível de comédia romântica. Nos apresentando uma ode a história da arte, o longa estrelado por Owen Wilson, Rachel McAdams e Marion Cotillard, narra a história de Gil (Wilson), um escritor frustrado com o seu trabalho de roteirista em Hollywood. Prestes a se casar, ele viaja ao lado da família de sua esposa para Paris. Encantado com o cenário parisiense, Gil acaba voltando no tempo de forma misteriosa. Ao lado dos seus principais ídolos da arte, Gil não resiste aos encantos da bela Adriana (Marion Cottilard) e incia uma inusitada relação através do tempo. Com Owen Wilson no melhor estilo Woody Allen, Meia Noite em Paris é uma ótima pedida para os casais de namorados fãs de arte.

O Lado Bom da Vida (2012)

Responsável por confirmar todo o talento de Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida levou os romances ao Oscar 2013. Dirigido por David O. Russel, o longa conseguiu levar para as telonas toda a essência da obra literária assinada por Mathew Quick. Contando com a excelente química entre Jeniffer Lawrence e Bradley Cooper, o filme narra a história de Pat (Cooper), um professor que vê a sua vida mudar após ser traído pela esposa. Após passar um tempo em um clínica de reabilitação psicológica, Pat parece não querer outra coisa a não ser a reconciliação com sua ex-esposa. Nesse meio tempo, no entanto, ele acaba conhecendo a bela e surtada Tiffany (Lawrence), uma instável e carismática viúva. Em situações emocionalmente semelhantes, os dois acabam se aproximando e passam a treinar para um improvável concurso de dança. Como se não bastasse o charme da dupla de protagonistas e a criativa trama, O Lado Bom da Vida nos traz também um inspirado desempenho de Robert DeNiro.

Ponte Aérea (2015)


Seguindo um caminho aberto por longas como Encontros e Desencontros (2003), 500 Dias com Ela (2009) e o recente Os Dois Lados do Amor (2014), Ponte Aérea exala personalidade ao ressaltar a disfuncionalidade de uma relação nada convencional. Recorrendo a reconhecida rivalidade cultural entre RJ e SP, a habilidosa Júlia Rezende é extremamente eficaz ao construir um romance com cara de filme pipoca, mas com alma de cinema autoral. Um oásis de vigor em meio ao deserto de qualidade presente em boa parte dos blockbusters nacionais.

Moonrise Kingdom (2012)



Da mente criativa de Wes Anderson, Moonrise Kingdom investe na fofura ao acompanhar um cativante romance pré-adolescente. Um dos nomes mais autorais da sua geração, o diretor investe num visual exótico e ultra colorido, sem esquecer obviamente dos seus populares takes simétricos e do viés nonsense. Na trama, protagonizada pelos carismáticos Jared Gilman e Kara Hayward, conhecemos o escoteiro Sam e a rebelde Suzy, dois jovens solitários que resolvem fugir juntos após se sentirem incompreendidos no meio em que vivem. Disposto a se manter longe dos adultos, os dois iniciam uma curiosa relação amorosa, causando um enorme rebuliço numa pequena ilha do norte da Inglaterra. Trazendo no elenco nomes como os de Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray e Tilda Swinton, Moonrise Kingdom é o representante inocente desta lista.



Considerado um dos melhores filmes de 2013 pelo Cinemaniac, Questão de Tempo é um daqueles longas indispensáveis para os fãs do gênero. Dirigido por Richard Curtis, que traz no currículo trabalhos como Quatro Casamentos e um Funeral, Um Lugar Chamado Nothing Hill e O Diário de Bridget Jones, o longa nos apresenta um inusitada e brilhante mistura de Sci-Fi com comédia-romântica. Na trama, acompanhamos a vida do tímido Tim (Domhnall Gleeson), um jovem desajeitado que sonha com a possibilidade de conseguir uma namorada. Incomodado com uma série de frustrações amorosas, Tim parecia distante do seu objetivo. Tudo muda, no entanto, quando o jovem descobre que ao completar 18 anos ganhará um dom especial: o de viajar no tempo. Ao invés de usar esse dom para ficar rico, ou para se tornar famoso, Tim passa a investir na busca pelo amor de sua vida. É ai que ele conhece a carismática Mary (Rachel McAdams) e passa a tentar conquistar a mulher de seus sonhos. Com uma narrativa tocante e sensível, Questão de Tempo conquista o espectador desde a primeira cena. Uma grande pedida para o Dia dos Namorados.

A Culpa é das Estrelas (2014)


Adaptação de um dos maiores best-sellers de 2012, ainda hoje líder de vendas aqui no Brasil, a versão cinematográfica de A Culpa é das Estrelas é certeira ao capturar a essência básica da obra assinada por John Green. Fazendo chorar e rir na hora certa, o longa desponta como uma daqueles romances infanto-juvenis que não subestimam o seu público alvo. Com a premissa de nos apresentar uma mágica e envolvente história de amor, potencializada pela romântica fotografia assinada por Ben Richardson, o jovem diretor Josh Boone é habilidoso ao mostrar o aspecto realístico da trama a uma geração preparada para finais felizes. Se preocupando em refletir sobre o antes, o durante e o depois desta trágica doença, o romance dos dois carismáticos jovens (Ansel Elgort e Shailene Woodley) comprova que - inevitavelmente - a vida é um livro com o final em aberto. E nós, independente das circunstâncias, precisamos lidar com isso.



Não se contentando em ser mais um dentro do gênero, Se eu Ficar acerta ao não tentar simplesmente agradar aos fãs do sucesso A Culpa é das Estrelas. Por mais que os dois sejam ligados por temas semelhantes, o amor abalado em virtude da morte iminente, este drama opta por seguir um caminho mais pertinente aos dilemas da juventude atual. Ainda que aposte nas típicas concessões apaixonadas do gênero, as boas atuações de Chloe Moretz e Jamie Blackley, os eficientes diálogos e a inesperada vocação musical tornam o longa uma opção bastante agradável não só para as adolescentes de plantão, como também para os espectadores mais experientes.



Uma mulher depressiva, um filho solitário, um fugitivo misterioso. Em torno deste trio de personagens nasce Refém da Paixão, um romance com toques de suspense que envolve pela forma sutil e inocente com que constrói esta improvável história de amor. Narrado sob o ponto de vista de um afetuoso jovem, o diretor Jason Reitman (Juno) deixa as suas tramas 'indie' de lado e mostra maturidade ao desenvolver uma trama recheada de questões mais profundas. Demonstrando habilidade ao manter o clima de mistério em torno desta relação, com direito a reviravoltas bem construídas e personagens multidimensionais, o longa encontra nas naturais atuações de Josh Brolin, de Kate Winslet e do jovem Gattlin Griffith a força necessária para trazer veracidade a uma trama naturalmente reflexiva e sentimental.

Um Fim de Semana em Paris (2015)


Uma daquelas raras e sutis pequenas produções britânicas, Um Fim de Semana em Paris é extremamente sincero ao promover uma discussão de relacionamento sob o ponto de vista de um experimentado casal. Embalado pelo belo cenário da Cidade Luz, local que já serviu de palco para algumas das principais historias de amor do cinema, o diretor Roger Michell (Uma Manhã Gloriosa) é perspicaz ao utilizar esta atmosfera romântica como um improvável pano de fundo para a troca de farpas de um casal frustrado com o seu destino. Levantando uma série de questões inerentes a vida de casado, este romance com toques de humor encontra nos poderosos diálogos e na impressionante química dos experientes Jim Broadbent (Moulin Rouge) e Lindsey Duncan (Questão de Tempo) a maturidade necessária para discutir com intensidade os percalços de uma relação.

Dois Lados do Amor (2015)


Uma tragédia familiar. Um casamento rompido. Duas vidas aparentemente despedaçadas. Demonstrando uma impressionante maturidade ao ressaltar as curvas que só a vida é capaz de promover, Dois Lados do Amor é um daqueles trabalhos que impressionam pela arte de dominar sentimentos contrastantes. Dirigido com sobriedade pelo estreante em longas-metragens Ned Benson, o longa opta pelo caminho mais complicado ao narrar as desventuras de um cativante casal, vivido com intensidade pelo sempre competente James McAvoy e por uma apaixonante Jessica Chastain. Deixando de fora os clichês e os típicos melodramas do gênero, Benson alimenta uma dose de melancolia ao revelar as idas e vindas desse par, evitando entregar facilmente as verdadeiras emoções por trás dos personagens.

Mesmo se Nada der Certo (2014)




Voltando a usar a música como pano de fundo de suas histórias, o diretor John Carney (Apenas uma Vez) é novamente certeiro em Se Nada Mais der Certo. Explorando com propriedade a vocação musical do longa, o diretor conduz um daqueles trabalhos capazes de fazer o espectador sorrir de "orelha a orelha" durante as quase duas horas de projeção. Embalado por uma trilha sonora encantadora, construída a partir do surpreendente desempenho vocal da atriz Keira Knightley (Piratas do Caribe), a comédia-romântica se apoia na expressiva atuação de Mark Ruffalo para promover uma crítica sagaz a atual pasteurização do mercado fonográfico.

O Maravilhoso Agora (2013)



Estrelado por dois dos maiores talentos da nova geração, os competentes Miles Teller (Whiplash) e Shailene Woodley (Divergente), O Espetacular Agora é mais um daqueles romances adolescentes que transcendem a barreira da idade. Destacando toda a imaturidade da juventude, o longa narra a história de um universitário que parece não querer largar a vida de estudante. Entre festas e bebidas, a rotina dele muda quando ele conhece a jovem Aimee Finicky, uma deslocada novata que encanta esse incorrigível rapaz. Apesar das nítidas diferenças entre os dois, o casal ganha força e começa a viver uma duradoura relação. Tudo muda, no entanto, quando ela começa a definir o seu futuro, o obrigando a colocar um ponto final na sua desregrada rotina. Recheado de interessantes diálogos, O Maravilhoso Agora merece todos os elogios.

Ferrugem e Osso (2012)



Pra quem gosta de um romance mais seco e intimista, Ferrugem e Osso pode ser uma baita pedida. Cinemão francês da melhor qualidade, o longa dirigido por Jacques Audiard (O Profeta) envolve ao narrar uma improvável história de amizade, companheirismo. Estrelado pela magnética Marion Cottilard (Piaf) e pelo intenso Matthias Schoenaerts (A Garota Dinamarquesa), o longa acompanha a rotina do instável Ali, um pai solteiro que retorna a casa da irmã após perder o emprego. Vivendo de bicos como segurança, o agressivo homem conhece a bela Stéphanie, uma mulher independente que se envolve em uma briga numa casa noturna. Construindo dois personagens absolutamente naturais, que se aproximam na tentativa de cicatrizar algumas das feridas da vida, Audiard nos conduz por uma trama envolvente e imprevisível, que se distancia completamente dos melodramas ao narrar uma história de amor nua e crua.

Merecem destaque: Sentidos do Amor (2011), À Procura do Amor (2013), Juventudes Roubadas (2014), Ruth e Alex (2015), Brooklyn (2016). 

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