quinta-feira, 28 de abril de 2016

De Homem de Ferro a Homem-Formiga, confira a nossa lista com os melhores e os piores filmes da Marvel Studios


Dando uma verdadeira aula no que diz respeito ao universo compartilhado, a Marvel Studios construiu ao longo dos últimos nove anos uma franquia absolutamente poderosa. Com três representantes entre as dez maiores bilheterias de todos os tempos*, são eles Vingadores (2012), A Era de Ultron (2015) e Homem de Ferro 3 (2013), a empresa adotou uma fórmula extremamente bem sucedida, transformando alguns dos seus mais populares heróis em um sinônimo de entretenimento garantido. O caminho para o sucesso, no entanto, não veio do dia para a noite. Lá atras, no ano 2008, Kevin Feige e Avi Arad se uniram para dar corpo a primeira adaptação independente produzida pelo selo Marvel: o então pouco conhecido Homem de Ferro. O resultado não poderia ser melhor. A carismática performance de Robert Downey Jr. e a expressiva direção de John Favreau transformou o longa num estrondoso sucesso de público e crítica, ditando o tom descontraído que acabaria por guiar as produções do estúdio. Desta forma, aproveitando a estreia do aguardado Capitão América: Guerra Civil (confira a nossa opinião aqui), neste especial do Cinemaniac iremos divulgar o nosso ranking com os melhores e os piores filmes lançados nas duas primeiras fases do Universo Marvel nos Cinemas.


12º O Incrível Hulk (Avaliação ***)


O "pior" filme da lista está longe de ser uma produção propriamente ruim ou problemática. Disposto a apagar a má impressão deixada no questionado Hulk (2003), uma adaptação atrapalhada pelas tom exageradamente sério e pelo artificial uso do CGI, o diretor francês Louis Leterrier (Truque do Mestre) resgatou o monstrengo verde ao fazer de O Incrível Hulk uma versão absolutamente bem resolvida. Estrelado pelo temperamental Edward Norton, que mais tarde seria substituído pelo talentoso e boa praça Mark Ruffalo, o longa investiu pesado na ação ao tirar um excelente proveito dos efeitos digitais. O novo Hulk surge então raivoso e gigantesco, protagonizando algumas espetaculares sequências de ação. Além disso, reconhecidamente um dos poucos problemas do Universo Marvel nos Cinema, o vilão Abominável se revela um antagonista à altura deste icônico personagem, graças a competente atuação de Tim Roth. Narrativamente, porém, O Incrível Hulk é apenas eficiente, de longe o argumento mais burocrático dentro da franquia. 

11º Homem de Ferro 2 (Avaliação *** e 1\2)


Após o fantástico primeiro longa, Homem de Ferro 2 (2010) chegou aos cinemas se revelando um entretenimento de qualidade, mas alguns degraus abaixo no que diz respeito a originalidade. Novamente dirigido por John Favreau, a continuação é certeira ao abraçar as crises do protagonista, desvendando com precisão e bom humor os dilemas e a egocêntrica personalidade de Tony Stark. Além disso, o longa é igualmente preciso ao introduzir a popular Viúva Negra (Scarlett Johansson), uma personagem forte que rouba a cena. Num todo, porém, Homem de Ferro 2 resolve caminhar  por um terreno mais seguro, repetindo algumas fórmulas que consagraram o original. Visualmente impecável, o longa aposta num antagonista mais genérico, o russo Chicote Negro (Mickey Rourke), reduzindo o impacto desta sequência quando o comparamos com o seu antecessor. O que, verdade seja dita, não é um grande problema, já que o primeiro Homem de Ferro é primoroso.  

10º Thor: O Mundo Sombrio (Avaliação ****)


Uma continuação maior e mais requintada, Thor: O Mundo Sombrio corrige os deslizes do longa original ao flutuar da Terra para Asgard com absoluta precisão. Sob a batuta de Alan Taylor, realizador conhecido por episódios da série Game of Thrones, o longa ganhou uma roupagem ainda mais épica e grandiosa, explorando com habilidade a rivalidade entre Loki e Thor. Recheado de impecáveis sequências de ação, a continuação é igualmente certeira ao tirar proveito do talentoso elenco, permitindo que cada um dos personagens tenha o seu momento de destaque. Os talentosos Stellan Skarskarg, Natalie Portman e Rene Russo ganham uma participação ainda mais ativa dentro da trama, preenchendo as pequenas brechas deixadas pelo roteiro. O "calcanhar de aquiles" desta continuação, no entanto, acaba é o insosso vilão Malekith. Apesar do visual caprichado e da competência do ator Christopher Ecclestone, o antagonista se revela o mais problemático da franquia, o que só não se torna um problema maior graças a presença do sempre dúbio Loki. Ainda assim, ora bem humorado, ora aventureiro, Thor: O Mundo Sombrio fez jus ao elevado padrão de qualidade dos seus antecessores, dando ao lendário deus nórdico uma continuação à sua altura. 

9º Capitão América: O Primeiro Vingador (Avaliação ****)


De volta ao início do século XX, Capitão América: O Primeiro Vingador é preciso ao introduzir o clássico Steve Rogers. Dirigido por Joe Johnston (Jurassic Park III), o longa se revela uma aventura extremamente envolvente, principalmente pela forma como abraça o clima de época. Trazendo um dos antagonistas mais bem caracterizados da franquia, o nefasto Caveira Vermelha (Hugo Weaving), o realizador é fiel às histórias em quadrinhos ao introduzir o super soldado, realçando o seu idealismo e a sua postura ingenua durante a Segunda Guerra Mundial. Indo além das intensas sequências de ação, O Primeiro Vingador é habilidoso ao trabalhar com temas como a propaganda de guerra e a relação do herói com o seu amigo Bucky Barnes, preparando o terreno para os futuros longas da série. E isso sem falar da carismática presença de Chris Evans, que já neste primeiro filme mostrou ter sido a escolha perfeita para este importante papel. Esbanjando sutileza ao abordar as questões mais dramáticas e sentimentais, Capitão América: O Primeiro Vingador é um entretenimento completo. Um filme que diverte, empolga e emociona com a mesma facilidade. 

8º Homem de Ferro 3 (Avaliação ****)


Inegavelmente o título mais polêmico da franquia, Homem de Ferro 3 se tornou um grande divisor de águas para o estúdio. Ao contrário do seu antecessor, um longa que preferiu apostar em fórmulas mais seguras, a película dirigida por Shane Black (Beijos e Tiros) mostrou que a Marvel não tem medo de ousar. Um dos filmes mais originais da saga, Homem de Ferro 3 causou um enorme rebuliço junto aos fãs mais intransigentes, principalmente pela maneira com que descaracteriza alguns dos personagens mais marcantes das HQ's. Com liberdade para criar, Black construiu uma sequência inusitada, ora explosiva e urgente, ora familiar e divertida. A relação entre Tony Stark e o pequeno Harley Keener (Ty Simpkins), por exemplo, é surpreendente cativante, assim como a inestimável presença do vilão Mandarim. Além disso, Homem de Ferro 3 abre espaço para a vasta coleção de armaduras do herói, que se transformam num elemento impactante dentro do frenético clímax. Aos 45 minutos do segundo tempo, no entanto, o roteiro dá uma ligeira derrapada, um fato decisivo para o rumo da série nos cinemas. Até porque, apesar do sucesso do longa nas bilheterias, os executivos do estúdio não gostaram nem um pouco das escolhas mais drásticas dos roteiristas, reduzindo desde então a liberdade criativa dos realizadores dentro do Universo Marvel.

7º Homem-Formiga (Avaliação ****)


Por falar em originalidade, Homem-Formiga arrematou a fase 2 mostrando o cuidado da Marvel na introdução dos seus personagens. Apesar dos problemas durante a pré-produção, situações que levaram o diretor Edgar Wright - o idealizador da adaptação - a deixar o projeto, o longa dirigido por Peyton Reed (Sim, Senhor) adicionou novos ingredientes à franquia ao apostar em elementos oriundos dos filmes de assalto. Investindo num texto cômico e numa abordagem mais intimista, o argumento mostrou habilidade ao acompanhar o início da S.H.I.E.L.D, sem esquecer de apresentar a nova versão do carismático Homem-Formiga. Com um elenco escolhido a dedo, Paul Rudd, Michael Douglas e Evangeline Lilly caíram como uma luva na saga, dando a esta aparentemente descompromissada continuação um inegável peso. Além disso, após as grandiosas sequências de ação de A Era de Ultron, Reed é brilhante ao explorar o poderes deste minimalista personagem, entregando algumas das mais autorais sequências de ação da franquia. Contando também com uma montagem repleta de energia, que não só traz mais agilidade as sequências de ação, mas também pontua as hilárias explicações de Louis (Michael Peña), Homem-Formiga é uma espécie de "respiro" dentro do cada vez mais intenso Universo Marvel.

6º Thor (Avaliação ****)


Preciso confessar, Thor é um daqueles filmes que parece melhorar a cada vez que assisto. Trazendo o mais expressivo antagonista da franquia, o sagaz Loki (Tom Hiddleston), o diretor dirigido por Kenneth Branagh (Hamlet e Henrique V) usou a sua experiência em filmes de época para introduzir o reino de Asgard. Contando com o carisma do ator Chris Hemsworth, outro que foi escolhido a dedo para o papel, o longa é impecável ao acompanhar o processo de "humanização" do herói e a rixa palaciana envolvendo o seu irmão e pai. Recheado de primorosos efeitos visuais, principalmente no que diz respeito ao cenário Asgardiano, Thor flutua da ação para a comédia com absoluta categoria, arrancando uma série de risadas ao acompanhar a chegada do deus nórdico ao planeta Terra. Mesmo sem entregar a grandiosidade esperada em uma adaptação do porte deste icônico super-herói, Thor surpreende ao investir no altruísmo, encontrando a sua força na jornada de redenção deste poderosos personagem. 

5º Vingadores: A Era de Ultron (Avaliação **** e 1\2)


Embalado por uma série de arrebatadoras cenas, daquelas capazes de nos levar à euforia, Vingadores: A Era de Ultron surpreende ao apostar numa abordagem mais humana e sombria envolvendo os seus super-heróis. Explorando os contrastes em torno desta premissa, Joss Whedon é impecável ao construir um longa sombrio, mas absolutamente divertido, grandioso, mas cuidadosamente intimista. Fazendo o melhor uso possível deste supergrupo, que aqui tem um desenvolvimento surpreendentemente humano, esta continuação ganha contornos épicos ao se apoiar não só na primorosa presença do vilão Ultron, e na pitada de insanidade que ele adiciona ao 'status quo' dos heróis, mas principalmente ao introduzir esta perceptível mudança de tom sem renegar a essência "pipoca" por trás da franquia. Até porque, independente do senso de urgência da trama, sempre vai existir espaço para as espetaculares sequências de ação, para algumas participações inesperadas e para o humor afiado de Tony Stark e sua turma. Se apoiando no primoroso trabalho de todo o elenco, Whedon mostra perícia ao encontrar o equilíbrio entre as eletrizantes sequências de ação e os momentos mais singelos, fazendo do altruísmo o verdadeiro elo para este supergrupo. 

4º Capitão América: O Soldado Invernal (Avaliação **** e 1\2)


Embalado por empolgantes cenas de ação, a pancadaria come solta nas mãos dos diretores Anthony e Joe Russo, e pela grandiosidade dos efeitos visuais, Capitão América 2: O Soldado Invernal é muito mais do que um simples filme pipoca. É um sólido trabalho, responsável por dar um novo rumo a franquia Os Vingadores. Eu diria mais, esta continuação é uma resposta àqueles que duvidavam da capacidade do estúdio em produzir uma obra com um teor mais sério. Um verdadeiro thriller de espionagem, o longa é impecável ao revelar a nocividade da HYDRA, protegendo os segredos em torno dos nebulosos antagonistas. Com um Chris Evans cada vez mais à vontade no papel, o filme prepara o terreno para o desfecho da fase 2 da Marvel, levantando uma série de questões em torno do futuro deste supergrupo. Além disso, o longa introduziu personagens como o intenso Soldado Invernal (Sebastian Stan) e o empolgado Falcão (Anthony Mackie), um elemento que se tornou extremamente funcional nas grandiosas sequências de ação. E isso sem esquecer de trazer um contextualizada crítica envolvendo a política armamentista norte-americana. Em resumo, um filmaço. 

3º Guardiões da Galáxia (Avaliação **** e 1\2)


Se você quer saber o porquê de todo o sucesso dos filmes da Marvel, assista a Guardiões da Galáxia e terá a sua resposta. Apostando no carisma e na excentricidade destes desconhecidos personagens, a o estúdio supera todas as expectativas ao encontrar a alternativa perfeita para conseguir ampliar o seu universo cinematográfico. Transformando o supergrupo b dos quadrinhos em um avassalador sucesso de público e crítica, o diretor James Gunn nos apresenta uma obra exótica e original, completamente distante do que vem sendo produzido dentro do gênero. Equilibrando de forma primorosa ação, comédia, aventura e o ótimo repertório musical, esta adaptação é um tiro certeiro capaz de reunir toda a essência da Marvel em um mesmo longa. Mesmo com alguns pequenos deslizes, a maioria deles reduzidos ao problemático vilão Ronan, o longa surpreende ao investir numa estética absolutamente pop, potencializada pelo fantástico elenco, pelo cenários ultra coloridos e pela trilha sonora setentista. 

2º Homem de Ferro (Avaliação *****)


O Abre Alas da Marvel Studios, Homem de Ferro conquistou a crítica e o público ao investir numa aventura irônica e repleta de personalidade. Responsável por ditar o tom que viria a guiar esta poderosa franquia, o longa dirigido por Jon Favreau (Chef) reuniu tudo aquilo que um filme de super-herói deveria ter. Com personagens carismáticos, espetaculares cenas de ação e uma argumento impecável, a cereja do bolo caiu nas mãos do ator Robert Downey Jr. Numa performance magnífica, o ator deu a volta por cima em sua carreira ao absorver as nuances por trás do complexo Tony Stark. Além disso, Downey Jr. trouxe popularidade a este personagem do time B da Marvel, o transformando numa das peças chaves dentro do Universo Vingadores. Uma aposta de risco do estúdio que, ao contrariar todas as expectativas, começou a redefinir o gênero ao valorizar acima de tudo a diversão e o entretenimento. 

1º Os Vingadores (Avaliação *****)


Reunindo pela primeira vez a super equipe de heróis Marvel, Os Vingadores (2012) figura na minha lista pessoal de melhores filmes do gênero. Estupidamente divertido, o longa dirigido por Joss Whedon conquistou o público ao valorizar a dinâmica deste grupo, abrindo espaço para as rixas, as incompatibilidades e para a construção da tão celebrada química entre eles. Através de uma premissa absolutamente bem resolvida, a película premiou o público com uma sucessão de momentos empolgantes, oferecendo muita ação, personagens bem construídos e uma premissa naturalmente envolvente. Investindo no humor e nos primorosos efeitos visuais, Whedon mostrou categoria ao abraças as características mais marcantes de cada um dos super-heróis, realçando a pluralidade deste carismático supergrupo. O resultado não podia ser outro. Recebido com entusiasmo pela crítica, Os Vingadores se tornou também um estrondoso sucesso comercial ao faturar US$ 1,5 bi ao redor do mundo. 

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