segunda-feira, 12 de junho de 2017

Top 10 (Romances Noventistas)


Como de costume aqui no blog, o Dia dos Namorados se tornou a data perfeita para escrevermos sobre os romances cinematográficos. Nos últimos anos nós lembramos dos romances mais realistas, das relações ficcionais mais sinceras e até mesmo das novas histórias de amor. Para não perder o hábito, neste Top 10 iremos lembrar de alguns dos grandes sucessos do gênero na década de 1990, um período realmente próspero para as produções românticas. Como você pode perceber na lista abaixo. 


10º Sintonia de Amor (1993)


Doce e cativante, Sintonia de Amor se tornou uma das boas referências do gênero na década de 1990. Dirigido e roteirizado pela 'expert' Nora Ephron, reconhecida por títulos como Harry e Sally, Michael: Anjo e Sedutor, Mens@agem para Você e Julie e Julia, o longa estrelado pela dupla Meg Ryan e Tom Hanks se revelou um romance sólido e envolvente. Apesar do forte teor otimista, a película é habilidosa ao transitar pelo terreno do drama, indo da além das expectativas ao narrar a jornada de um viúvo obrigado a "abrir o seu coração" após o seu bem intencionado filho revelar a sua situação numa popular rádio de Seattle. Embora o filme tenha alguns problemas de ritmo, Ephron é cuidadosa desvendar as nuances dos protagonistas, os seus conflitos mais íntimos, investindo num argumento que não tem pressa ao estabelecer as relações entre os personagens. Após um primeiro ato inesperadamente denso, a realizadora é cuidadosa ao pender para o romance, uma história de amor potencializada pela presença do jovem Ross Malinger. Na pele do filho de Sam, o precoce Jonah, o jovem se torna uma espécie de cupido, uma figura lúdica e ingênua que acrescenta um charme especial da película. Somado a isso, mesmo distante durante a maior parte do filme, Hanks e Ryan enchem a tela de carisma, tornando o estado de espírito dos seus personagens perfeitamente compreensíveis aos olhos do público. Contando ainda com adoráveis personagens coadjuvantes, uma sofisticada trilha sonora e a elegante direção de Nora Ephron, Sintonia de Amor é um romance à moda antiga, um filme que crê na pureza dos sentimentos e que por isso pode soar um tanto quanto datado na realidade atual. Ainda assim, um baita filme.

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9º Antes do Amanhecer (1995)


Primeiro filme de uma aclamada trilogia, Antes do Amanhecer cativa ao acompanhar a construção de uma complexa história de amor. Dirigido por Richard Linklater (Boyhood), o longa é primoroso ao introduzir este carismático casal, acompanhando esta efêmera relação sob um ponto de vista natural e absolutamente intimista. Fazendo um excelente uso do cenário francês, o romance estrelado por Ethan Hawke e Julie Delpy constrói um relato precioso ao narrar o encontro entre um jovem americano e uma estudante francesa. Um casal que, apesar da paixão quase instantânea, sabe que terá de se separar em pouco mais de 24 horas. Seguido por Antes do Por do Sol (2004) e Antes da Meia Noite (2013), Antes do Amanhecer é talvez o filme mais maduro desta lista. Um relato elegante e reverente a sutileza do cinema europeu.

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8º 10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999)


Com Heath Ledger, Joseph Gordon-Levitt e Julia Stiles inspirados, 10 Coisas que eu Odeio em Você é uma daquelas obras atemporais digna dos maiores clássicos do gênero. Fazendo um excelente uso dos arquétipos do gênero, temos a certinha incorrigível (Stiles), a romântica carente (Larisa Oleynik), o rebelde misterioso (Ledger), o galã dúbio (David Krumholtz) e o impopular esperto (Levitt), o longa dirigido por Gil Junger traz William Shakespeare para o colegial ao narrar a jornada de uma jovem que, para conseguir engatar um namoro, precisa que a sua sisuda irmã mais velha também se relacione. É ai que entra o rebelde Patrick, um jovem com fama de "pegador" que é "contratado" para amolecer o coração da intransigente primogênita. Leve, engraçado e absolutamente cativante, 10 Coisas que eu Odeio em Você é uma comédia romântica adolescente capaz de agradar a todos os públicos. Vide a icônica versão de I Love You Baby, de Gloria Gaynor, canção que ganhou uma interpretação marcante na voz do saudoso Heath Ledger.

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7º Poderosa Afrodite (1995)


Da mente afiada de Woody Allen, Poderosa Afrodite é um dos trabalhos mais cativantes da cultuada filmografia deste realizador. Impulsionado pela magnética performance de Mira Sorvino, o longa brinca com as grandes tragédias gregas ao narrar as desventuras de um homem frustrado disposto a conhecer a mãe do seu inteligente filho adotivo. Com diálogos marcantes, sequências engraçadíssimas e uma estrutura narrativa bem peculiar, Allen exibe o seu reconhecido faro cômico na pele de uma figura inexplicavelmente altruísta, um tipo verborrágico e atrapalhado que figura entre os seus melhores trabalhos na década de 1990. Vencedor do Oscar na Categoria Melhor Atriz, Poderosa Afrodite é um dos filmes mais "universais" da carreira de Woody Allen. Uma obra descompromissada e revigorante que ainda hoje garante inúmeras risadas.

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6º Uma Linda Mulher (1990)


Talvez o romance mais popular da história da sétima arte, Uma Linda Mulher revolucionou as carreiras do "casal" Julia Roberts e Richard Gere. Sob a batuta do saudoso Garry Marshall, o longa conquistou o público ao narrar a cativante história de amor entre um charmoso homem de negócios e uma "descolada" acompanhante de luxo. Um daqueles projetos em que tudo se encaixa perfeitamente, Uma Linda Mulher se revelou um romance modelo, um filme recheado de química potencializado pela descontraída condução de Marshall e pelas enérgicas atuações dos protagonistas. Na pele da vibrante Vivian Ward, aliás, Roberts roubou a cena com uma performance carismática e apaixonante, um trabalho marcante reconhecido com uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Além disso, graças ao entusiasmo do público, Uma Linda Mulher se tornou um dos maiores fenômenos de bilheteria do gênero. Com orçamento de US$ 14 milhões, o filme faturou estrondosos US$ 463 milhões ao redor do mundo, a maior arrecadação total na história das comédias românticas. Impulsionada pelo êxito da película, Julia Roberts e Richard Gere se tornaram figurinhas carimbadas dentro do segmento e seguiram se destacando em filmes como O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997), Noiva em Fuga (1999), Outono em Nova Iorque (2000) e Dr. T e as Mulheres (2000).

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5º Ghost: Do Outro Lado da Vida (1990)


E como se não bastasse Uma Linda Mulher, a década de 1990 começou com outro sucesso do gênero, o estrondoso Ghost: Do Outro Lado da Vida. Responsáveis por dar vida a um dos casais mais icônicos da sétima arte, Patrick Swayze e Demi Moore escreveram os seus respectivos nomes em Hollywood ao estrelar esta marcante história de amor. Sob a batuta de Jerry Zucker, a dupla emocionou ao dar vida a um casal separado pela morte, uma história de amor sólida e recheada de momentos memoráveis. Como não citar, por exemplo, a inesquecível sequência do vaso de cerâmica, até hoje referência quando o assunto é o gênero. Além disso, como se não bastasse o pano de fundo espiritual, Zucker é habilidoso ao trazer a comédia para o centro da trama, encontrando na versatilidade de Swayze e no humor afiado de Whoopi Goldberg a energia necessária para elevar o astral da trama quando necessário. O resultado não podia ser outro. Vencedor do Oscar nas categorias Melhor Atriz Coadjuvante (Goldberg) e Melhor Roteiro Original, o longa faturou estrondosos US$ 505 milhões ao redor do mundo, um triunfo que se repetiu no mercado doméstico.

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4º Melhor É Impossível (1997)


Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor é Impossível é uma das minhas comédias românticas prediletas. Com personagens singulares, humor afiado e uma criativa história de amor, o longa dirigido por James L. Brooks surpreendeu a todos ao narrar a história de um homem ranzinza e complexado que vê a sua vazia rotina ser preenchida com a presença de uma atribulada garçonete. Numa das interpretações da sua carreira, Jack Nicholson cria um protagonista irônico e indócil, uma figura única e que dita o tom desta ótima película. Mais do que um simples interesse amoroso, a carismática Helen Hunt cria uma protagonista extremamente normal, uma mãe com problemas domésticos que surge como um bem vindo instrumento de contraste. Recebido com entusiasmo pela crítica, Melhor é Impossível faturou surpreendentes US$ 314 milhões ao redor do mundo. Além disso, o filme levou duas estatuetas do Oscar, justamente as de Melhor Ator e Atriz. O longa, porém, não se reduz as extraordinárias atuações de Nicholson e Hunt. Como se não bastasse o envolvente argumento, a película conta também com a magnífica presença do subestimado Greg Kinnear, impecável na pele de um inseguro vizinho.

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3º Quatro Casamentos e Um Funeral (1994)


Recebido com entusiasmo nos EUA, Quatro Casamentos e Um Funeral se tornou o primeiro de uma série de comédias românticas inglesas a brilhar em Hollywood. Dirigido por Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo) e roteirizado pelo excelente Richard Curtis (Questão de Tempo), o longa revigorou este açucarado gênero com uma história original sobre o amor, a amizade e as peças que o destino pode pregar. Com um elenco entrosado e personagens carismáticos, o filme narra as desventuras de Charles (Hugh Grant), um rapaz inseguro e sentimental que, durante a festa de casamento de um grande amigo, se vê apaixonado pela bela Carrie (Andie MacDowall). Eles então passam a se encontrar em datas festivas, iniciando um relacionamento inusitado recheado de idas e vindas. Fazendo um extraordinário uso do envolvente argumento assinado por Curtis, Mike Newell nos brinda com uma comédia romântica de primeiro nível, um filme original repleto de diálogos marcantes, personagens bem escritos e momentos comoventes. 


Transitando entre o humor, o romance e o drama com rara sutileza, o realizador brilha ao realçar o senso de cumplicidade entre os personagens, ao estreitar os laços entre eles, nos fazendo crer na sólida amizade apresentada durante o longa. Sem um pingo de pressa, Newell utiliza as festas como um agente catalisador, permitindo que o público não só conheça este grupo de amigos, como também se identifique com eles. Além disso, é interessante ver como o argumento propõe uma inversão dos clichês. Enquanto Charles ganha uma faceta mais romântica e vulnerável, Carrie surge como o elemento prático da relação, uma figura capaz de tomar o caminho mais racional possível sem sequer pestanejar. Um fato raro na época. Em suma, impulsionado pelo afinadíssimo elenco, Hugh Grant, John Hannah, Kristin Scott Thomas e Simon Callow estão magníficos, Quatro Casamentos e Um Funeral se tornou um sucesso de crítica e público.  Com orçamento de US$ 3 milhões, o longa faturou espetaculares US$ 245 milhões ao redor do mundo, abrindo espaço para títulos como O Diário de Bridget Jones, Simplesmente Amor e muitos outros.

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2º Harry e Sally: Feitos um Para o Outro (1989)


Indo do humor ao amor com rara desenvoltura, Harry e Sally: Feitos Um para o Outro é uma comédia romântica deliciosa. No auge das suas respectivas carreiras, Meg Ryan e Billy Cristal formam um casal único. Dirigido pelo talentoso Rob Reiner (A Princesa Prometida, Isto é Spinal Tap, Louca Obsessão e Conta Comigo), o longa cativa ao brincar com a dinâmica dos relacionamentos amorosos, com as idas e vindas por trás de um casal, uma proposta autoral marcada pelos diálogos afiados, pela excepcional química entre os protagonistas e pela direção estilosa de Reiner. A cena do orgasmo 'fake' é triunfante, uma daqueles momentos capazes de definir um filme. Outro ponto que agrada, e muito, é a criativa montagem do filme. Indo além das desventuras do casal Harry e Sally, o argumento abre espaço para inventivos depoimentos reais, sequências peculiares que ajudam a realçar o aspecto mais imprevisível por trás de um relacionamento amoroso. Impulsionado pelas magnéticas atuações dos ótimos Billy Cristal e Meg Ryan, Harry e Sally foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro. Nas bilheterias, aliás, o filme também fez sucesso e, mesmo limitado pela classificação para maiores (o popular Rated), arrecadou sólidos US$ 92 milhões em solo norte-americano.

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1º Titanic (1997)


Segunda maior bilheteria de todos os tempos, Titanic é um daqueles fenômenos cada vez mais raros na indústria do entretenimento. Além de lotar as salas de cinema ao redor do mundo, o longa dirigido por James Cameron monopolizou as atenções da mídia ao longo de 1997, servindo de pano de fundo para sucessos musicais, matérias jornalísticas, documentários sobre a tragédia e para a ascensão de Leonardo DiCaprio. Sem querer me estender muito, Titanic é um daqueles longas que tenho orgulho de dizer que assisti no cinema. Até porque, numa época em que as salas ainda eram extremamente reduzidas, foi preciso muita paciência para conseguir ver este épico num dos mais tradicionais espaços da Zona Norte do Rio de Janeiro. Na verdade, do alto dos meus dez anos, a impressão era que eu estava indo assistir um jogo no Maracanã, tamanha a fila de pessoas dispostas a assistir ao grandioso romance estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Filmaço. Uma obra única e que permanece popular vinte anos após o seu estrondoso lançamento. 

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