quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Harry Potter, Crepúsculo e o Fenômeno dos roteiros adaptados (parte 5)

Livros adaptados??? É com ele mesmo

Sissy Spacek vivendo Carrie a estranha

Enquanto Alfred Hitchcock foi um dos maiores diretores na arte de adaptar livros para o cinema, um autor conseguiu ter mais de 50 de suas obras adaptadas em filmes. Este é o mestre do terror Stephen King que com todos estes trabalhos para o cinema, alguns risíveis, não por culpa dele, outros grandes clássicos, se tornou o maior escritor em número de adaptações cinematográficas. E alguns destes livros se tornaram grandes marcos do cinema sem qualquer tipo de dúvida. Um deles é o cultuado Carrie - A estranha, que curiosamente foi sua primeira obra adaptada. Dirigido pelo ótimo diretor Brian de Palma, o filme lançado no ano de 1976, se tornou um dos maiores filmes de terror da história, lançando a então jovem e excelente atriz Sissy Spacek. O filme viria a ter uma continuação, intitulada A Maldição de Carrie, que nem de longe se aproximou do ótimo filme original.

Jack Nicholson na pele do atormentado Jack Torrence

Até então Stephen King não era um escritor muito cultuado, dentro do universo cinematográfico, porém o seu próximo livro chegaria para mudar este cenário. No ano de 1980, uma de suas obras mais conhecidas, O Iluminado, que já era sucesso junto a milhares de leitores, cairia nas mãos de um dos diretores mais fantásticos de todos os tempos: Stanley Kubrick. Reza a lenda, que o diretor estava em busca de um novo projeto para o cinema, e por isso andava pesquisando vários livros até achar um que o interessasse. Foi quando, ao pesquisar nas obras que estavam em seu próprio escritório, ele encontrou “The Shining”, de Stephen King, E a partir daí, todos sabem o que aconteceu. Uma obra prima do terror de quase de 2 horas e meia, que marcou toda uma geração, principalmente graças à ótima trama, a direção de Kubrick e a magistral atuação de Jack Nicholson na pele do personagem Jack Torrence (foto acima), um dos mais temidos do cinema. O mais incrível sobre o Iluminado, é que apesar do grande sucesso filme, a critica não o viu muito bem, e o próprio Stephen King, que teve a sua produção do roteiro vetada por Kubrick, não hesitava em falar mal do filme. Aliás, segundo Geraldo Galvão Ferraz, em um artigo para a revista Cult, “o filme dividiu seu público entre fãs de Stanley Kubrick e fãs de Stephen King”. Bem, no final das contas quem ganhou com isto foi o público, que pode ver uma dos melhores trabalhos do gênero.

O mais curioso nos trabalhos de King adaptados, é que em muitos casos, mas em muitos mesmo, os filmes produzidos com base em suas obras foram desvirtuados e muito criticados pelos fãs de suas obras. Apesar disto, alguns de seus trabalhos futuros conseguiram sucesso junto ao público, e um deles foi Christine: O Carro Assassino (1983 foto à esquerda). Dirigido por um dos grandes diretores do gênero, John Carpenter (Halloween), o filme se tornou sucesso junto ao público da época e posteriormente viria a se tornar um sucesso no Cinema em Casa (momento retrô). Outro filme do gênero, que até os dias de hoje é bastante cultuando junto aos fãs, foi Colheita Maldita (1984 foto ao centro). Apesar das críticas sobre a adaptação para os cinemas, feitas pelo próprio King, e inegável que o filme ficou marcado junto ao público. Com boas atuações como a de John Franklin, na pele do sinistro Isaac e de Linda Hamilton (Exterminador do Futuro), então estreante em filmes de grande porte, o longa chocou por colocar crianças como grandes vilãs do filme. Em 1986, seu primeiro livro que mergulhava fora do terror, conseguiu se tornar um grande sucesso junto ao público. Trata-se de Conta Comigo (foto à direita), uma das mais belas histórias já contadas no cinema, que com um elenco jovem de peso, trazendo Kiefer Sutherland e Corey Feldman, o filme arrecadou mais de 52 milhões de dólares, se tornando o maior sucesso deste período para King.

Apesar do já consolidado sucesso como escritor, foi na década de 1990 que os seus trabalhos viriam a ser conduzidos de maneira mais homogênea. Logo no início desta década, um dos seus livros mais famosos viria a se tornar grande sucesso junto ao público. Cemitério Maldito foi lançado em 1990, e faturou mais de 55 milhões de dólares só nos Eua, se tornando a maior bilheteria de uma adaptação sua, até então. Depois de mais alguns filmes feitos diretamente para a tv, em 1994, um de seus contos viraria sucesso no cinema e desta vez não era terror. Um Sonho de Liberdade se tornaria um dos maiores dramas da década de 1990. Com um elenco de peso como Tim Robins, Morgan Freeman e William Saddler, e direção de Frank Daranbont, o filme conseguiu bastante êxito junto a crítica, sendo indicado a sete oscars. Porém foi no final do século, que uma obra de Stephen King alcançaria o êxito completo em uma adaptação. E esta obra foi A Espera de Um Milagre no ano de 1999.

Poster e algumas cenas de A Espera de um Milagre

Com um elenco de peso, e quase 3 horas de duração, A Espera de um Milagre levou muitos espectadores as lágrimas em todo o mundo. O filme faturou mais de 300 milhões de dólares se tornando assim a maior bilheteria de um filme adaptado de sua obra. Novamente dirigido por Frank Daranbont, e com Tom Hanks e Michael Clark Duncan no elenco, tanto o filme como o livro, se tornaram um fenômeno junto ao público. A partir do início deste novo século, as obras de King continuaram a ser adaptadas e o mais recente sucesso foi O Nevoeiro, do ano de 2008. Na verdade, acho que enquanto tiverem obras e contos de Stephen King “dando sopa” para serem adaptados, por muitos e muitos anos veremos filmes com a alcunha deste grande mestre do suspense sendo adaptados.

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