terça-feira, 8 de julho de 2008

Especial Chaplin

Chaplin nasceu no dia 16 de abril de 1889, em Londres capital da Inglaterra. Filho de atores, aos cinco anos já estava no palco. A infância, alias, foi a sua fase mais dura e talvez onde ele conseguiu encontrar a genialidade para falar de temas difíceis. Seu pai, que era alcoólatra, morreu quando Chaplin tinha 12 anos, o deixando sozinho com sua mãe e seu irmão mais velho. A mãe de Chaplin, devido a problemas físicos que a impediam de atuar, passou a ter sérios problemas mentais, cabendo a Chaplin e o seu irmão a responsabilidade de cuidar do Lar. Logo aos 11 anos ele começou a atuar nas peças de comédia, graças ao seu irmão, que já era ator. Anos depois, sua mãe foi internada em um hospício e Chaplin acabou se juntando a trupe de atores de Fred Karno. A partir daí todos devem imaginar o quão meteórica foi a sua ascensão, já que em 1914 seu primeiro filme foi lançado, e logo Chaplin obteve destaque no cinema do início do século.


Neste segundo dia vamos destacar o filme mais ousado de Chaplin: “O grande Ditador”. Ousadia é a palavra que melhor poderia caracterizar este filme. Já que fazer um filme criticando a Hitler, em plena segunda Guerra Mundial, não é para qualquer um, e devido a isto Chaplin foi obrigado a sofrer sérias sanções. Inclusive a proibição de veiculação do seu filme em diversos países.

Este foi o primeiro filme falado de Chaplin, que sempre foi contrário a inclusão deste inovador recurso no cinema. Porém, foi a “fala” que possibilitou um dos maiores discursos políticos contrários aos regimes ditatoriais da época (realizado no final do filme). Reza a lenda que ali não era Carlitos, nem o barbeiro judeu, muito menos Adenoyd Hinkel (personagem criado por Chaplin para satirizar Hitler) e sim o próprio Chaplin usado de suas armas para expressar os seus ideias políticos. O filme teve um impacto tão grande que logo depois do lançamento, Chaplin em visita a Casa Branca ouviu essa pérola do então presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt - “Sente-se, Charlie, o seu filme nos está dando muitas dores de cabeça”. Outra história que muitos contam também é que Hitler (um apaixonado pelo cinema) teria visto pelo menos duas vezes o Grande Ditador.

O filme conta a história de um barbeiro judeu que luta pela Tomânia, país fictício criado por Chaplin, na primeira guerra mundial. Ele acidentalmente cai de um avião de guerra e acaba perdendo a memória. Durante 20 anos o barbeiro fica internado em um hospital, e quando volta a sua cidade vê um cenário completamente distinto, de aliado ele passa a perseguido por Adenoyd Hinkel, ditador que domina a Tomânia. Com toda a sua genialidade, Chaplin faz diversas referências à Segunda Guerra Mundial, sem perder o humor (a cena da moeda é impagável). Espero que todos gostem e não tenham preconceitos por o filme ser em preto e branco, pois garanto: é melhor que grande parte dos blockbusters atuais.

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