sexta-feira, 11 de julho de 2008

Especial Chaplin (última parte)

Chaplin sempre foi merecedor de aplausos por toda carreira, mas só no fim da mesma, ele foi reconhecido por todo seu esforço em prol de uma humanidade mais justa e igual. Seus filmes não eram simplesmente filmes, eram espetáculos por trás de uma película, só que isso foi percebido tarde demais. Vinte anos após ter seu visto de entrada nos EUA confiscado, Chaplin foi convidado para receber um prêmio honorário na cerimônia do Oscar de 1972. Mais do que merecidamente, ao receber a homenagem, Chaplin ouviu a maior salva de palmas que um ator já possa ter recebido nesta cerimônia. (Foram cinco minutos de aplausos interruptos, assista no fim deste post).

Somente no fim de sua vida, Chaplin passou a ser reconhecido por sua genialidade. Em 1975, Chaplin recebeu uma das maiores honrarias que um artista pode receber: foi condecorado Cavaleiro do Império Britânico pela rainha Elizabeth II, obtendo assim seu título de SIR. Chaplin viria a falecer anos depois, no frio dia de Natal do ano de 1977, deixando um legado de risos, lágrimas e acima de tudo grandes história

Neste último dia do especial Chaplin, não poderíamos deixar de falar de um dos filmes mais emocionantes trabalhos da obra de Charles Chaplin. Em O Garoto, Chaplin expressa todos os sentimentos paternos e também maternos por um menor abandonado, de maneira que poucas vezes nós vimos dentro do cinema. No filme, Chaplin mais uma vez vive Carlitos, que ao acaso encontra um bebê recém-nascido dentro de uma cesta e resolve, mesmo com poucas condições, cuidar do garoto. Em O Garoto, Chaplin remete a sua infância, e aos tristes momentos que teve de viver sem a mãe, mentalmente abalada, e o Pai, que o abandonou. Até por isto, a vida pobre de Carlitos com o garoto, mostrada no longa, é totalmente baseada na infância de Chaplin em Londres.

O tocante é ver como o amor de Chaplin, pela criança, é muito realista. O filme tem cenas muito engraçadas, como sempre, mas a partir do meio tudo muda e Carlitos tem ameaçada a guarda do garoto. É ai que o filme se torna genial, porque Chaplin encontra, pela primeira vez, um parceiro a sua altura. As reações dramáticas são tão intensas e verdadeiras, que não tem como qualquer espectador não se emocionar. A cena da briga, em que a polícia leva a criança, é uma das cenas mais reais já vista no cinema, era como se Chaplin realmente tivesse perdido um filho. Na verdade, realmente era esta a inspiração, já que no período das filmagens de O Garoto, Chaplin perdeu o que seria seu primeiro filho.

Mas a beleza do filme não está só em cima da interpretação de Chaplin e sim na de Jackie Coogan, o menino que interpretou o personagem título do filme. Coogan, para muitos especialistas (inclusive para mim, que não sou especialista de nada), foi o ator que melhor contracenou com Chaplin. Digo mais, a interpretação de Coogan, é a melhor interpretação de uma criança (na verdade ele foi o primeiro grande astro infantil das telonas) no cinema e praticamente impossível de ser superada. Chaplin e Coogan pareciam um só, ou melhor, Coogan parecia uma espécie de mini-chaplin e conseguiu, com louvor, interpretar um papel muito difícil para uma criança de apenas sete anos.

Enfim, espero que vocês tenham gostado deste especial, e espero (do fundo do coração) que vocês tenham tido a paciência de ler todas estas histórias. Humildemente, tentei levar um pouquinho da história deste gênio chamado Charlie Chaplin. Indico, para todos aqueles que quiserem saber mais sobre a vida deste astro, que assista ao filme Chaplin, com Robert Downey Jr (que também dá um show de interpretação).

2 comentários:

Rosie disse...

lindo o texto
arrasouuuu
continuo fã de chaplin

Anônimo disse...

ELE FICOU PARA HISTORIA E NUNCA SERA ESQUECIDO CHARLES CHAPLIN,ENQUANTO O HOMEN QUE O PERSEGUIU A VIDA TODA J.EDGARD HOOVER, NUNCA MAIS SERA LEMBRADO E O SEU FIM FOI TRISTE VIVA CHARLES CHAPLIN VIA O VAGABUNDO, E QUE DEUS O TENHA AO LADO DELE VOCE MERECE EVANILDO NOGUEIRA

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